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O Primo gato

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Acordo, e ponho as mãos no rosto, limpando meus olhos. Estico os braços, e dou um leve bocejo. Levanto-me da cama, e desço as escadas. Sento no banco próximo ao balcão, e pego uma xícara, que encontra-se a minha frente. Após o café da manhã, vou para o meu quarto, e deito na cama. Pego meu celular e coloco entre os seios.

Meu celular toca.

-Alô! - exclamei.

-Preciso falar com você. Urgente!

-Onde iremos nos encontrar?

-No refeitório do colégio.

Desliguei o celular, e corri para o banheiro. Tomei banho, e vesti o uniforme. Coloquei meus livros na mochila, e desci para a sala de estar. Minha mãe estava na garagem com um buquê de flores nas mãos.

-Huum! Quem mandou esse buquê de orquídeas maravilhosas? - Perguntei entusiasmada.

-Para você! Oh, aqui tem um cartão.

Fiz uma cara de surpresa, e peguei o buquê. No cartão, havia a seguinte mensagem.

"Espero que goste da surpresa. Foi feita de coração. Não consigo ficar longe de você, você é o meu vício. Esse seu sorriso estupendo me fascina, espero que esse sorriso formidável nunca desapareça dessa boca linda. Um beijo"

Fiquei admirada com tanta doçura. Mas de quem seria esse cartão? Perguntas sem respostas começaram a surgir na minha mente.

-Vitória! Acorda filha! Está pensando na morte da bezerra?

Gargalhei.

-Não mãe! Então.... Vamos?

Minha mãe assentiu.

Chegamos na faculdade, e me despedi da minha mãe, com um simples aceno. Entrei com a mochila puxando-me para trás, de tão pesada que estava. Fui para a biblioteca. Sentei em uma das mesas do fundo da sala. Maurício estava com um gorro preto, e um casaco preto. Maurício parecia muito sério. Levantei e fui em sua direção. Parei ao seu lado, e encostei minha perna na fileira de livros.

-Oque de tão importante tem para me contar?

-Não marquei com você aqui!

-Mas já que estamos aqui...

-Quero um tempo para pensar na minha vida. Sem você!

Fique incrédula. Como ele pôde fazer isso comigo!

Assenti e fui pegar minha mochila. Maurício veio logo em seguida, puxando meu braço.

-Espera aí! Também não é assim. É só um tempo. - disse Maurício, calmo.

-Só um tempo?! Não fala comigo!

Dito isso sai da sala. Maurício tentou vim atrás de mim, mas não deu muito certo.

Entrei na sala de aula, e escolhi meu assento. A aula começou, mas não conseguia nem olhar para o professor, que alí na frente se encontrava.

O vento batia em meus cabelos, fazendo com que meus cabelos ficassem bagunçado.

A aula finalmente acaba, e todos saíram da sala, menos eu. Fiquei com a cabeça abaixada até Isa vim falar comigo.

-Oque foi dessa vez, amiga? - Perguntou Isa.

-Maurício! Odeio ele! Ele é um babaca, escroto, um .....

-Calma, amiga! Vou falar com ele.

-Não! Eu não quero mais saber daquele estúpido! Ele só me faz sofrer. Chega! Não vou mais voltar com ele.

-Relaxa amiga! Se ele terminou com você, é porque ele deve ter algum motivo. Da uma chance para ele se explicar.

-Não! Acho melhor ir para casa. - disse levanto -Você pode falar com a reitora que fui para casa?

-Não! Você vai ficar novamente deprimida? Eu não vou deixar. Você vai assistir aula, ou não me chamo Isabella.

-Não estou com cabeça para assistir aula.

-To nem aí! Você vai sim! Afinal é o seu futuro que está em jogo, você não pode abandonar tudo por um garoto idiota. Você é melhor que isso!

-Te amo, amiga!

-Espera! Já que a aula acabou, que tal irmos para o cinema.

Sorrir.

-Ou podemos ir para a minha casa estudar. Você que decide.

-Para o cinema!

✴✴✴✴✴✴✴✴✴✴

Estava assistindo o filme "Amor sem pecado ", quando a campainha toca. Levanto e vou para abrir a porta. Era Dória, minha tia. Abraçei minha tia, e convidei para entrar. Minha tia sentou-se no sofá, e pegou a panela com brigadeiro, que estava na estante.

-Oque veio fazer aqui?

-Sua mãe me convidou para passar minha férias aqui. E Diego já está chegando.

-Diego? - Perguntei confusa.

-Sim! Seu primo Diego. Você mexia nas coisas dele, e ele brigava com você. Você na época era menina ainda.

Minha mãe desce as escadas com os braços esticados. Ela abraça Dória, e abre um sorriso escancarado.

De repente, o tempo começou a " fechar", e o céu ficou negro. Sinal de chuva. O vento balançava as cortinas, e fazia um som horripilante.

A campainha toca, e vou atender na esperança de Isa aparecer.

-Minha mãe está ai?

Fiquei boquiaberta. O meu primo estava lindo.

-Diego! Oque faz aqui? - Perguntei com a mão do queixo.

-Vim passar as férias! Mas você não respondeu a minha pergunta. - disse Diego com a sobrancelha levantada.

-Está aqui!

-Ótimo!

Diego entra, e senta no sofá. Fecho a porta, e espero Isa sentada na escada. Diego estava muito apresentável, ou seja, muito bonito e como ele havia crescido. Diego era forte, e tinha cabelos loiros. Ele adora surfar.

Enquanto mexia no celular, não conseguia parar de olhar para Diego. Todavia quando nossos olhos se encontravam, ele dava um jeito de disfarçar. Isso que me irritava nele. Ele odiava ser o centro das atenções.

Recebo uma mensagem no whatsapp, que dizia assim:

"Não posso sair hoje. Minha mãe não deixou, mas ela disse que posso ir para a sua casa assistir filme com você. Posso? "

Confirme com Isa.

Levanto da escada, e pego um copo de suco de laranja. Enquanto bebia, Diego continou sério. Dória fazia de tudo para arrancar um sorriso daquela boca linda. Dória me chama, e sento na frente de Diego.

-Então Diego... Você tem quantos anos? - Perguntou minha mãe.

-Vinte e três. E a senhora?

-Vou lhe contar um segredo! Nunca pergunte isso a uma mulher.

Diego sorri.

Dória bate palmas, e levanta para pegar sorvete, e minha mãe nos deixa a sós.

Diego me olha, e liga a televisão. Pego o controle da sua mão, e Diego faz cara feia.

-Oque foi? Eu hein!

-Você cresceu! Mas continua a mesma minada que conheci há alguns anos atrás.

-Você também cresceu! Mas continua o mesmo tolo e rude de antes.

Diego gargalha.

-Eu! ..... Onde é o meu quarto?

-O último do corredor.

-Me mostra!

Meu Marrentinho Histórias para pegar e não largar. Descubra agora