Maurício
Eliza puxou o meu braço. Continuei caminhando e fui para o jardim. Peguei o meu celular e liguei para Vitória. Droga, ela não atendeu. O que ela estava fazendo?
Vitória
Estava lendo algumas revistas para tentar passar a raiva. O Maurício só podia estar brincando com a minha cara, só pode. Ele acha que é bonito me fazer de trouxa? Aquele idiota. Meu celular não parava de tocar, olhei e era Maurício. Quinze ligações perdidas. Não estava nem aí, quem mandou ele me fazer de trouxa? Agora aguente.
Maurício
Liguei milhares de vezes para Vitória, e quem disse que ela atendeu. Quando ele me ignora é porque ela está com raiva, mas eu não fiz nada de errado. Ou fiz? Será que era o ciúmes bobo dela? Resolvi passar na casa dela. Bati à porta e ninguém atendeu. Gritei o nome de Vitória, mas ninguém apareceu. Bati, bati, bati, bati. Garota doida. Quando ia saindo, vi quando Vitória apareceu na janela. Ela me viu e fechou a cortina rapidamente. Ela não queria me ver. Entrei no carro e fui para a casa da minha mãe, Dona Alice. Chegando lá, vi minha mãe no jardim, colhendo algumas rosas. Aproveitei para ajuda-la, ela precisava de ajuda. Peguei uma rosa e a entreguei. Ela abriu um sorriso largo e escancarado.
- O que aconteceu? Você nunca vem aqui, só quando está precisando de conselhos...
- Briguei com a Vitória, eu acho.
- Como assim eu acho? Brigou ou não?
- Não! Ela está com raiva de mim, mãe, porque a Eliza aproximou-se de mim e ela não gosta muito, sabe...
- Ela não tem que gostar! Eliza é sua amiga e pronto. Essa garota adora fazer cú doce.
- Não fala assim dela, mãe. - ri.
- Mas é verdade. Você merece alguém melhor, bem melhor.
- Ela é o melhor pra mim. O que está acontecendo aí dentro?
- Ah, nesse embalo acabei esquecendo que o seu pai voltou.
- Hãn? Como assim voltou?
- Meu filho! - meu pai apareceu no jardim e abraçou-me.
- Pai? - congelei.
- Por que o espanto? Parece que não gostou de ver o seu pai.
- Eu gostei... Quer dizer... O que você está fazendo aqui?
- Vim ve-lo! Fazia muito tempo que não o via, já que estou de passagem não custa nada ver o meu filho preferido, não é Maurício Venturine Brandão.
Assenti. Meu pai? Não podia ser. O meu passado voltou átona, não sabia mais o que esperar da vida. Estava morrendo de medo.
- Vamos entrar? Só falta você para a família está completa.
- Só eu? E o ....
- Irmão! - Igor aparaceu com as mãos nos bolsos.
- Igor? Então estamos todos reunidos. Que bom! - Igor sorriu.
- É que bom...
Na verdade não tinha nada de bom. Aquilo era um pesadelo para mim. O meu irmão, meu pai, minha mãe e eu. Unidos? Isso me assustava.
- Vamos jantar? Vou pedir para a Kaylayny colocar o jantar.
- Okay! - assenti. Meu coração! Ia morrer a qualquer momento. Meu Deus!
- Vamos, meu filho.
Vitória
Após horas pensando no vácuo que dei em Maurício, resolvi ver as mensagens que ele havia deixado. Tinham várias.
"Por favor, abre essa porta"
"O que deu em você?"
"Por que você não atendeu?"
"Vic, oque foi que eu fiz? Que saco, mano"
"Atende esse celular!"
"Viiiiiiiiiiiiccccc!"
Maurício era muito tolo. Fui para o meu quarto dormir, quando minha mãe chegou em casa. Ela havia saindo para comprar mantimentos para a trilha que iria fazer. Ele queria se reconectar com a natureza.
- Vitória! Vitória! Vem cá, olha o que eu trouxe para você.
Desci as escadas ansiosa para ver o "presente", no entanto, quando desci as escadas, deparei-me com Maurício. Ele estava com as mãos nos bolsos, bermuda azul e uma camisa branca. Só o via de camisa branca, nam. Ele tinha várias camisas brancas, aí dava a impressão que ele só possuía aquela camisa. Mas não é! Voltando ao assunto... Tomei um susto. Ele estava encabulado, de cabeça baixa, certamente não queria me encarar.
- O que você quer?
- Preciso falará com você, a sós. - minha mãe saiu.
- Fala! - cruzei os braços. - Espero que tenha um excelente resposta para a sua mentira. Seu enganador! Você foi correndo atrás da Eliza, não é, seu safado. Depois reclama porque eu saio com o Fábio. - Mas... - Maurício interrompeu. - Cala a boca, Maurício! Agora você vai escutar. Você sabe como eu fiquei quando soube que você tinha indo para a casa daquela piranha? Claro que não sabe. Porque eu estava chorando e você estava lá com aquela VACA! - não contive as lágrimas. - Você é um babaca, idiota, estúpido.
- Deixa explicar...
- Não, cansei! Sai daqui, Maurício.
- Você está certíssima! Quem contou que eu estava jantando com a família da Eliza?
- Ah, com a família, claro, como pude esquecer desse detalhe. Ninguém contou não, eu vi! Passando o guardanapo na boca daquela vaca. Ela não tem mão, não? Parece que bebe. Maurício, você nunca, nunca mais vai sai com a Eliza, ouviu?
- Mas...
- Agora você vai escutar, Maurício. Quem você pensa que é para me fazer sofrer desse jeito, hein? Seu ridículo.
- Eu vou continuar saindo sim, com a Eliza, e se você achar ruim, não vou ligar. Você vai ter que se acostumar com a nossa amizade.
- Quanta audácia! Quer saber, Maurício... Sai daqui, agora!
- Não! Nem amarrado.
- Sai logo. Se você não sair, eu vou tira-lo aforça. Você que sabe.
- Me escuta Vitória, eu não vou sai daqui, entende.
- Sai! S-A-I daqui, agora.
- É isso que você quer mesmo? Tem certeza?
- Sai! Nunca mais me procura. - abaixei a cabeça.
- Okay. Você que sabe. - Maurício saiu.
Tranquei a porta. Deslizei minha costas na porta e coloque minha cabeça entre os joelhos. Minha mãe aproximou-se.
- Oh, minha filha. - ela passou a mão nos meus cabelos. - Vocês vão voltar. Sempre voltam.
- Dessa vez eu acho que não.
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Meu Marrentinho
Novela JuvenilVitória Moreira é uma menina romântica, que sonha com um príncipe encantado. Porém ela conhece Maurício Rocha, um cara marrento, que adora se envolver em perigos. Eles irão viver uma grande aventura, que irá aproximá-los e ver que eles não são tão d...
