Bônus: Fogo, parte 1

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Gente, sinceramente, desculpe se a história parece muito lenta. Não estou tentando encher linguaça, mas sim tentando mostrar a interação dos personagens que foram menos explorados juntos.

Espero que entendam e permaneçam aqui.

Não esqueçam de deixar seu voto e comentário.

E, feliz natal.

***




Marte; Z-Mil, Agora


— Misha, — Merry bateu palmas depois que retiramos o papel de parede e passamos pela janela da sala anterior — nós fomos rápidos!

Eu ri.

— Queria que estivéssemos competindo para podermos ganhar. —entrelacei minha mão na dela quando encaramos um corredor estreito — Não tenho certeza se fomos rápidos ou não. — minha voz soou agitada, quase sem folego, mesmo que eu nem sequer respirasse e nem tivesse corrido — Queria ter um rélogio.

— Não foi você mesmo que disse que nós não estamos em uma competição?! — Merry riu.

— Mesmo assim queria ter um rélogio.

— Você nunca teve um rélogio... Como sente falta de algo que nunca teve? — Merry soltou a minha mão e parou atrás de mim, colocando suas mãos sobre meu pescoço naquele corredor estreito.

Dei de ombros.

— Imaginei que seria útil algo para cronometar nosso tempo dentro da sala anterior.

— Então você queria um cronometro e não um rélogio.

— Tem diferença?

— Sim. Rélogio é para as horas. Cronometro para... Bem, cronometrar o tempo especificamente.

Revirei meus olhos.

— Vocês inventam coisas demais.

Merry riu.

— Porque você não conhece muito sobre a Terra.

Realmente eu conhecia pouco sobre tudo relacionado a Terra e até mesmo pouco sobre Marte do lado de fora de Z-Mil.

De certa forma, eu vivia dentro de uma bolha.

— E agora? — perguntei virando rapidamente minha cabeça para trás, olhando para Merry, que, por sua vez, olhava para frente — Para onde vamos?

— Talvez... o óbvio? — ela me olhou e mordeu seu lábio inferior.

Virei minha cabeça para a frente e encarei novamente o estreito corredor.

Na sala anterior, cheia de portas, tiramos um papel de parede para vermos uma janela e, simplesmente, caimos ali.

Agora, restava saber se deveriamos seguir reto, na "obviedade", ou tentar, de alguma forma, quebrar a lógica padrão.

Assenti e dei um passo a frente. Nada aconteceu. Nada desmoronou sobre nossos pés. Olhei, mais uma vez, para trás e encarei, por um momento, a janela de onde tinhamos saido. Era grande e muito espaçosa, para ser passada com facilidade. Por dentro, a parede era lisa; agora, por esse lado, em um tom verde-musgo.

— Não gosto dessas cores. — franzi meu nariz e voltei minha atenção pela milésima vez para a frente, finalmente dando mais passos.

— Não temos que gostar de nada aqui. — Merry disse, me empurrando para a frente enquanto acelerava seus próprios passos — Temos é que sair o mais rápido possível.

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