10 - Divisão, parte 2

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***


Nós éramos o foco da praça e Ás fingia não se importar com os olhares, tanto que se exibia ainda mais, dando seus saltos e piruetas com maestria.

Tirei os papéis de dentro da jaqueta e os chamei, para nós nos sentarmos em algum canto mais recluso da praça.

Eu estava no meio entre James e Ás quando nos sentamos em uma inclinção rochosa confortável. De onde estávamos poderíamos ver quase todos na praça, mas, também éramos vistos.

Passei minhas mãos nos papéis, os desamassando e lemos, na primeira página, "Ariana War" em letras maiúsculas, embaixo de seu nome, A-Zero.

— Que número é esse? — Ás tocou na sequência de números logo abaixo de A-Zero.

Franzi meu cenho, tentando entender aquela relação, aparentemente, ilógica de números.

4856645; assim, sem nem um ponto sequer separando grupo de números.

— Quatro elevado à sexta potência? — James arriscou e eu fiz uma careta, franzindo meus lábios.

— Vamos ver o resto do conteúdo antes. — disse antes que meu cérebro desse um nó, dessa vez por causa de James e sua matemática da qual eu entendia, mas não queria pensar nela.

James riu e eu o encarei.

— Você está lendo meus pensamentos?

— Desculpe.

— O que ela pensou? — Ás inclinou sua cabeça em meu colo e seus cotovelos também, deixando suas palmas em seu queixo.

— Segundo ela, — James falou — ela entende minha matemática, mas não quer pensar nela.

— Realmente entende? — Ás franziu seu cenho e eu ri.

— Vamos focar no papel aqui, certo? — apontei para os papéis, abrindo o bolo deles.

— É... — James começou — a vida dela.

— A vida dela detalhadamente.

— Muitos detalhes. — Ás encarou o papel — Até alergicos.

— Por que isso é interessante para o Supremo ter em mãos? — continuei passando as folhas que falavam da vida de Ariana, seus gostos, aos seus desgostos, a suas alergias.

Para mim, detalhes inúteis.

— Não faço ideia. — James comentou.

— Uma forma de controlar pessoas... Talvez. — Ás opinou.

— Como assim? — franzi meu cenho.

— Nesses papéis está registrado, indiretamente, cada fraqueza de todas as pessoas. Você não acha que eles usarão contra as pessoas?

Assenti.

— Precisamos achar os outros. — falei.

Estávamos prestes a nos levantar quando um grupo de pessoas, tanto homens quanto mulheres, nos cercaram.

James se levantou em um pulo, Ás logo atrás, mas eu continuei sentada.

— Você é Claire Blue? — perguntou uma das pessoas.

— Quem quer saber? — James tomou a frente e eu me levantei, colocando uma mão no ombro dele e o afastando para o lado.

— Quem são vocês? — olhei para aqueles recém-chegados e percebi o óbvio: todos eram das cores neutras.

A IndomadaOnde histórias criam vida. Descubra agora