09 - Catástrofe, parte 3

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***


O homem gargalhou, ironizando e ignorando tudo o que Ás tinha acabado de dizer e olhou para cada um de nós.

— O que vocês querem finalmente?

— Distribuir as mesmas oportunidades a todos. — eu disse e percebi que, dito em voz alta, soa surreal.

— E como vocês pensam em fazer isso?

Nós nos mantivemos calados e se tornou nítido que nem um de nós três tinha ideia do que fazer.

— Impossível. -— o homem falou o que meu cerébro já me alertava sobre a impossibilidade de distribuir o mesmo a todos.

Mas eu não queria acreditar naquilo. Queria acreditar que era possível, mesmo que, meu subconsciente me alertasse que não. Eu sabia que o mundo era difícil e injusto, mas nós estávamos nele para mudar.

Cada vez que eu digava sobre, me desesperava.

— Você vai fazer ser possível. — James agarrou o ombro dele e os seguranças se aproximaram.

— Nem mesmo vocês sabem o que fazer, crianças. — o homem se afastou a mão de James, dele e levantou a sua outra, chamando os seus seguranças — Os retirem daqui.

Eu já esperava que isso acontecesse. Não havia possibilidade de sairmos sem lutar.

Era sete contra nós três. Era injusto. Para eles.

Quando os seguranças se aproximaram eu dei um passo a frente, imaginando-os se afastarem e me deixarem passar.

Eles podiam ter o poder deles, mas eu tinha consciência do meu.

Eu sabia até onde eu poderia ir. E era longe.

Os seguranças arregalaram seus olhos e se deram espaço para eu passar. A cada passo meu, o piso parecia estremecer. Eu não era Ariana com a força de um mundo todo em minhas mãos, mas era poderosa o suficiente. Tanto que, eu estava fazendo todo um prédio estremecer sobre meu poder.

O homem tentou se mexer e vi quando ele franziu seus lábios, irritado por não conseguir.

Um dos seguranças estremeceu junto com o prédio e Ás riu. Ás começou a saltitar pela sala e James olhava fixamente para cada um, provavelmente tentando ler — ou lendo — seus pensamentos.

— Claire, — Ás riu, ainda pulando, mas, dessa vez, parada em um lugar — Claire!

— O quê? — gritei, percebendo tardiamente um redemoinho ao meu redor.

Inúmeros papéis voavam, alguns móveis também.O prédio continuava estremecendo. Cada vez mais.

— Claire! — Ás gritou e correu até mim puxando meus pulsos — Acho que o prédio vai desabar. — e riu, de nervoso.

James me encarou, ao lado de Ás e sua voz soou distante:

— Vamos correr!

Olhei para os seguranças e sabia que se eu saisse do lugar, eles também sairiam. Mas, ainda era muito cedo para um sacríficio.

Sendo assim, corri atrás de James enquanto Ás ainda pulava.

Ás era provavelmente a pessoa mais ágil que eu já tinha visto em toda minha vida. Seus pulos eram largos, e, às vezes, Ás também dava mortais com uma facilidade anormal.

A IndomadaOnde histórias criam vida. Descubra agora