CAPÍTULO 21

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                        Crystal não imaginava que William estivesse tão certo ao dizer o quanto os três filhos davam trabalho. Eles não eram crianças más, eles eram na verdade muito disciplinados, mas eles também eram só crianças e eles tinham muita energia dentro deles.

Quando ela abriu o porta-malas e tirou bambolês, corda e arminhas de água não imaginou que a reação das crianças seria de pura alegria. Elas haviam encharcado William dos pés à cabeça e também Crystal.

A surpresa final havia sido bolhas de sabão. Crystal havia encontrado na internet uma daquelas parafernalhas para fazer bolhas de sabão gigantes. Ela ficou rodando aquilo por quase uma hora enquanto George, Arthur e Charlotte passavam por dentro dela.

Todas aquelas coisas tinham familiaridade com sua infância. Crystal se lembrava de ir ao Central Park quando era pequena para alimentar os patos, fazer bolhas de sabão gigantes e fazer piqueniques.

Em alguns momentos ela havia ficado aflita com as crianças por não saber o que fazer, mas no geral elas haviam sido boas, calorosas e receptivas. Arthur havia ainda ficado com o pé atrás por alguns instantes, mas não demorou até que ele entrasse na brincadeira com os irmãos.

Ela viu Charlotte comandar os dois meninos e ditar as regras dos jogos. George podia até ser uma criança mais sensível e intelectual, mas ele adorava atividades ao ar livre. Ele ficava correndo por todo gramado como se sua pilha não tivesse fim e ele era honestamente apegado ao pai.

Crystal não imaginava quanta falta George podia sentir de William até ver o menino ir frequentemente até o pai para se sentar perto dele ou deitar em seu colo. Charlotte era muito mais desapegada, ela havia na verdade ficado mais perto de Crystal o tempo todo e as duas ficaram rodando bambolê na cintura.

— Papai, olha o que eu sei fazer!

Charlotte chamava William o tempo todo! Na verdade, se tornava uma competição engraçada dos três pela atenção do pai.

Mas de todos, o mais doce e o mais tímido era Arthur. Ele havia brincado com as outras crianças, corrido e se melecado no sabão e na água, mas ao fim ele já estava tão exausto que simplesmente se deitou na toalha de piquenique e dormiu.

Crystal estava virada para trás arrumando a cabecinha de Arthur que insistia em tombar.

Eles estavam voltando para a Clarence House. O almoço havia sido sanduíches no próprio parque.

— Eu adorei passar o dia no parque. — Charlotte comentou.

— Eu também.

Crystal sorriu para eles, seus olhos ainda cobertos pelos óculos de sol.

— Que bom que vocês gostaram. Temos que passar loção pós-sol em vocês, estão com as bochechas muito vermelhas.

Quando chegaram a Clarence House, as crianças saltaram do carro sem esperar por Crystal ou William. Apenas o pequeno Arthur havia ficado e isso porque estava adormecido.

William delicadamente o soltou do cinto e o levantou nos braços, beijando seu rostinho e protegendo seu rosto da luz.

— Eu já volto para te ajudar. — ele disse.

Crystal piscou e continuou a esvaziar o carro. Não eram tantas coisas. As crianças haviam levado suas mochilas que continham basicamente pijama e escova de dentes.

The Other WomanHistórias para pegar e não largar. Descubra agora