Tentativas de trabalhar a escrita, através de temas variados, textos curtos, sem grandes compromissos, sem prazos ou metas, apenas aproveitando qualquer inspiração que surgir.
Também posso revisitar algumas histórias ou poemas meus, publicadas em ou...
Sentia-se uma deusa quando em cima daquele corpo movimentava-se soberana. A carne firme e quente dele dentro de si e seus suspiros sôfregos e entregues.
Sentia-se uma deusa quando em um movimento mais ousado e sagaz, arrancava-lhe gemidos profundos. Quando o via estremecer com o toque de seus dedos e arrepiar-se com os seus beijos.
Para ela, era como se cada gemido fosse uma prece, e ali no seu altar, em cima das pernas dele, com as mãos sobre o seu tronco desnudo sentia-se digna da mais alta adoração. O suor escorrendo por suas peles eram como preciosas dádivas, e o cheiro de sexo no ar mais valioso do que incensos raros.
Movimentava-se sublime, assustadoramente dominante, quase inatingível e o homem embaixo de si parecia saber da honra que conquistara só por estar ali servindo de sacrifício para aquela divindade.
E então quando o ápice chegava, ela sentia-se tremer como se estivesse recebendo uma visão do além tempo e ele gritava como se tivesse tendo seu coração arrancado para ser dado como oferenda.
Ela então levantava, ainda trêmula e ofegante, e com pressa colocava sua roupa e saía rápido pela porta, geralmente antes que a sua companhia do momento, ainda perdido nas últimas ondas de um orgasmo fulminante, se desse conta.
E corria, corria em direção à sua casa mediana e à sua vida comum, sentindo abater-se sobre si todo o peso da humanidade a que fora castigada.
Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.