ITÁLIA, SICÍLIA
PETRUS FORCHHAMMER
OITO ANOS ATRÁS.
Ao abrir meus olhos me dou conta que não estou sozinho em minha cama, sinto um corpo pequeno e completamente delicioso colado ao meu.
Essa imagem faz meu amiguinho se animar e se lembrar de tudo que aconteceu ontem. Ela é minha. Completamente.
A sensação de ter alguém em meu quarto, e em minha cama era estranha. Sempre estive acostumado a acordar sozinho. Mas o pensamento de ter esse cheiro de morango e esse corpo colado ao meu todos os dias me fazem ficar feliz. Quero ela, e agora terei para sempre.
Quando um homem dentro da máfia tira a virgindade de uma garota tem que assumir seus atos. Acredito eu que nós dois sabíamos o que estávamos fazendo. E todas as consequências que isso podia levar. E ainda pode.
Me levanto e vou ao banheiro fazer minha higiene matinal, quando saio do banheiro só com uma calça de moletom, olho pra ela uma última vez. Seus cabelos ruivos espalhados no lençol cinza, lençol esse que só cobre algumas partes de seu corpo, deixando suas coxas lindas de fora. Paro de olhar para ela, não quero fazer nada para a machucar mais.
Desço as escadas a procura de Adam, não sei se ele está em casa, ou se não voltou.
Ao chegar na sala encontro com Anne, minha governanta.
Essa mulher que bota ordem nessa casa. Sem ela nada disso andaria e estaria uma verdadeira bagunça.
— Ora, ora se não é o mocinho que fez bagunça na casa inteira. Encontrei algumas roupas pela casa e coloquei para lavar, estão quase seca. Você e seu irmão não tem jeito mesmo. — ela fala, rindo e me lembro que realmente tudo começou por aqui.
— Engraçadinha né? Valentina está lá em cima dormindo, finalmente você vai poder conhecer ela. Vim fazer um café da manhã para nós.
— Finalmente vou saber quem é a bambina que roubou sua atenção e seu coração meu rapaz. E nem se preocupe já fiz o café. Está tudo pronto. — ela diz, vindo em minha direção e tocando em meu rosto.
Ela sempre cuidou de mim e de Adam.
Subo para o quarto para acordar minha Piccola, mas quando entro não a vejo na cama.
E antes mesmo de eu ir procurá-la, ela sai do banheiro com uma das minhas camisas em seu corpo lindo. Porra! Fiquei duro com essa visão. Que mulher do caralho. E minha.
Ela me olha e automaticamente fica vermelha, com certeza se lembrando de todos os acontecimentos de ontem a noite.
— Bom dia... Feliz aniversário! — falo indo em sua direção. Tiro suas mãos do rosto e a beijo. — Não quero que fique com vergonha de nada. Você está bem? — pergunto a ela que me olha com um olhar apaixonado.
— Bom dia amore, a noite de ontem foi tão incrível que acabei me esquecendo que hoje era meu aniversário. — diz, sorrindo — É difícil não ficar com vergonha, mas estou feliz por finalmente ser sua. — ela diz beijando meus lábios novamente.
Cada toque seu, me faz sentir um carinho tão bom, uma coisa que não quero perder nunca.
— Humm, bom saber que a senhorita gostou — falando na sua orelha e depois a mordendo. — Vamos tomar café? Anna quer te conhecer. — digo a puxando para fora do quarto, que vem um pouco acanhada.
×××
Nosso café foi cheio de risadas já que a Anne se apaixonou por ela e logo depois Adam chegou se juntando a nós. Percebi que ele estranhou ela aqui mas entendeu logo tudo.
Passamos o resto da manhã juntos, mas sua mãe terminou ligando para ela ir para casa se arrumar no início da tarde.
Ela fez uma cara tão linda que minha vontade era de ficar com ela o resto do dia, mas tinha muitas coisas para resolver, já tinha perdido metade do meu dia.
A deixei em casa, com um Maurizio me olhando estranho, mas sem dizer nada e segui para o Sub10, tinha algumas reuniões sérias para serem resolvidas.
×××
Já fazem meses que não consegui nada sobre o filho da puta que me atacou, até então ele não fez mais nada. Só ameaças. E a dois dias atrás, recebi uma, envolvendo uma pessoa em especial.
Alguém que ele descobriu ser meu ponto fraco.
Ela.
Logo depois, quando avisei ao Maurizio sobre, a possibilidade de terminar tudo com ela passou pela minha cabeça, mas eu sou o capo da Alemanha, sei me defender e se tem algo que eu aprendi é que não deve abandonar aqueles que fazem parte da família. Aqueles que você tem um carinho especial.
Maurizio foi o primeiro a pedir para mim colocar um fim na minha relação com ela, ele não aceitava que sua filha entrasse numa guerra que não tinha nada a ver. Porque claramente só estavam atacando a mim.
Eu não o reconheci no dia, ele mudou completamente. Ficou furioso e quase veio pra cima de mim quando soube da ameaça. O entendo, ele é pai. Mas ela ficaria destruída se eu fosse fraco e caísse nessa ameaça terminando com ela.
Ontem a minha decisão foi tomada. A partir do momento que eu a fiz minha, ninguém pode acabar com nossa relação. Nem mesmo seu pai.
Essa ameaça só veio para confirmar o que já sabia... Eu estou apaixonado por Valentina Montanari. E quando eu quero algo, eu tenho. E eu a tenho, e sempre vou ter.
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FRAGILE | ✓
RomansaDurante toda minha vida eu sempre ouvi as pessoas falarem sobre o amor, e eu sempre quis viver um, e eu vivi. Um amor leal. Um amor terno. Um amor recíproco. Mas nada na vida é eterno. Se posso afirmar algo com plena certeza é que uma decisão errada...
