trinta e sete

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ITÁLIA, PALERMO

VALENTINA MONTANARI

ATUALMENTE.

Os dias foram se passando e muitas coisas foram acontecendo

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Os dias foram se passando e muitas coisas foram acontecendo. Meu casamento com Giovanni continua do mesmo jeito, mas posso admitir que não tirei da cabeça o conselho da minha mãe, talvez seja uma boa fazer isso mesmo. Tentar dá uma chance para mim e para ele também. Afinal, é nítido que ele quer ter algo comigo só não tem abertura.

Passo a mão em meu pescoço espontaneamente, e sinto o colar que ele me deu, nunca será possível esquecê-lo, mas eu poderia me dá uma chance.

O tempo que convivi com Petrus, posso afirmar que ele iria querer que eu fosse feliz. Que eu tentasse.

Alguém me tira de meus pensamentos com batidas na porta do meu escritório.

- Entre. - falo. E quem entra na sala é Enrico, meu melhor hacker.

- Senhora, me desculpa incomodar mas é porque aconteceu uma coisa grave. - ele fala tentando transparecer calma.

- O que você está esperando pra começar a abrir a boca? - digo claramente nervosa.

- Acabou de chegar um e-mail com destino para a senhora e as coisas não são nem um pouco boas. - diz, entrando na minha sala com seu notebook em mãos.

- Dá para parar de enrolar e mostrar o que caralho tem no e-mail? - digo nervosa, boa coisa não deve ser.

Ele deposita o notebook na mesa virado para mim e dá play em um vídeo e então com o que vejo, meu mundo parece está novamente, se ruindo.

×××

Isso simplesmente não pode está acontecendo comigo, de novo não! Nunca fui de ter fé, mas hoje eu estou pedindo ajuda até a Deus para ver se as coisas podem finalmente começar a dá certo para mim.

- Valentina, eu já fiz de tudo para tentar achar de onde o desgraçado mandou o e-mail mas tudo que consegui até agora foi apenas códigos para decodificar, isso ainda irá demorar. - Adam me diz.

O chamei na mesma hora. Nesses momentos só ele para me ajudar e também para poder me deixar mais calma.

Ver minha mãe sendo sequestrada me deixou em estado de choque, eu tento parecer forte, fria e excêntrica mais em um momento como esse, em que me tiram uma das últimas pessoas a qual me importo, eu simplesmente não consigo raciocinar direito.

- Ei, a gente vai encontrar ela. Calma. - diz, vindo em minha direção.

- Calma é a última coisa que vou ter agora Adam! Eu não entendo como caralho isso foi acontecer. Minha mãe sempre andou rodeada de seguranças, meu pai sempre foi muito cuidadoso com isso e eu manti a mesma segurança para ela. Eu não consigo entender. - digo me sentando na cadeira colocando as mãos em minha cabeça. Eu não posso deixar que nada aconteça com ela. Não posso!

Já pedi para mandarem os desgraçados que cuidam da segurança dela para vim até a mim.

Até agora nenhum resolveu chegar.

- Eu sei que é difícil, sabíamos que o filho da puta que está armando tudo isso ia começar a jogar baixo Valentina, só não sabíamos em que ponto ele ia atacar. - ele fala.

- Eu deveria ter me ligado nisso. Era óbvio que ele ia para cima dela. Sabe que é uma das únicas pessoas que me importo.

Inferno! Minha cabeça parece que vai explodir a qualquer momento.

Escuto a porta se abrindo então levanto minha cabeça para ver quem é. Não me surpreendo ao vê-lo aqui.

- Eu soube do que aconteceu. Vim correndo pra cá. Você precisa saber quem é esse filho da puta que está jogando tão baixo Valentina! - ele fala vindo em minha direção. Parando de frente pra mim e tocando em meu rosto.

Desde quando eu permitir que ele me toque? Resolvo ignorar essa ação e olho para Adam que nos olha estranho.

- Não se preocupe Vitali, estamos trabalhando nisso e se posso te garantir uma coisa é que quando eu descobrir quem é ele, sua morte será bem lenta e dolorosa.

Não sei porque mas a última parte parece ter sido dita para Giovanni. Nunca entendi esse ódio todo que ele tem dele.

Me levanto para sair de perto de Giovanni, acho que nunca vou me acostumar com essa proximidade dele.

Eu preciso encontrar ela, não posso ficar aqui de braços cruzados.

Meu celular começa a tocar e o atendo imediatamente, Adam gesticula para mim colocar no viva voz.

- Como vai pequena Montanari? Espero que bem. - O filho da puta colocou um modificador de voz.

Adam e Giovanni estão concentrados no celular.

- Cadê ela? O que você quer? - digo.

- Calma don, vamos bater um bato antes de tudo. Quero saber como você está depois se tudo que veio acontecendo com você. Sentiu saudades de mim? - ele fala sendo sarcástico.

- Seu filho da puta, devolva a minha mãe e te garanto ter uma morte rápida. - Eu tento ao máximo me manter a calma mas não consigo. O desgraçado ainda fica rindo.

- Calma querida, você está muito estressada. Posso te entregar ela com vida ou não. Tudo vai depender de você.

- Diga logo o que porra você quer! - falo já nervosa. Adam me manda ter calma.

- Nada de mais, apenas que você a venha buscar, pessoalmente e sozinha. Totalmente. - É óbvio que isso é suicídio.

Adam gesticula para mim, sem Giovanni ver, para mim continuar a conversa, não entendo, mas faço o que ele quer.

- Onde? - Giovanni me encara com uma cara de que quer me esganar.

Foda-se, é a minha mãe, e o outra, é a chance que vou ter de poder conhecer esse filho da puta.

- Vou mandar a localização por e-mail. Beijos querida. - E enfim ele desliga.

Então percebo uma coisa, Adam estava o tempo todo com o computador aberto.

Ele me olha cúmplice e mas não diz nada, o bom de o conhecer bem é que eu conheço esse olhar e se tem uma coisa que consegui entender é que ele conseguiu a localização do filho da puta.

Mais uma vez estou a um passo na frente de meu inimigo.

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