sessenta e seis

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ITÁLIA, PALERMO

VALENTINA MONTANARI

ATUALMENTE.

Assim que chego em casa observo que a um carro estacionado na porta. Esse carro não é me estranho, e ver ele aqui me deixa feliz. Isso significa que ela veio até a mim. Ela veio me ver.

Desço do carro seguindo diretamente para dentro de casa, e não me surpreendo ao ver ela sentada no sofá olhando alguma coisa em seu celular.

— Mamma? Não pensei que fosse te ver tão cedo. — falo chamando sua atenção.

Ela levanta seu olhar para mim e guarda seu celular em sua bolsa.

— Eu soube dos últimos acontecimentos apenas hoje... Como você está? — ela me pergunta, vindo em minha direção.

— Como a senhora acha que eu estou? — pergunto, ela para na minha frente tocando em meu rosto. — Eu estou péssima, primeiro descubro que o culpado de tudo é o filho da puta do meu maridinho e logo em seguida a bomba de que Petrus não está morto. — falo, a abraçando. Tudo que eu preciso nesse momento é dela, apenas.

— Amore... Eu sei como deve está sendo difícil. Eu nem acredito que o Petrus está vivo, ainda acho tudo isso uma grande loucura. Você já o viu? — Pergunta, assim que nos sentamos no sofá.

— Sim... Ele continua do mesmo jeito. Tão lindo. — falo sorrindo ao lembrar de nosso momento mais cedo. — Mas infelizmente ele não se lembra de mim... Na verdade, ele não lembra de nada.

— Isso é tão inacreditável... Mas tudo vai dá certo amore, eu acho que a vida está te dando uma nova chance. Você vai poder ter seu amor de volta. — ela diz, sorrindo mas com um olhar distante. Deve está pensando em meu pai. — Pelo menos agora você vai desistir dessa loucura de vingança certo? — Eu olho pra ela incrédula.

É sério que agora que eu sei quem é o desgraçado ela acha que eu vou parar?

— Agora que eu não vou desistir mesmo mamma. O ódio que eu estou sentindo ao saber que o Giovanni é o culpado por tudo, só me faz querer matá-lo cada vez mais. — falo me levantando do sofá. Ela me olha com um olhar magoado. Mais uma vez. — Eu sei que a senhora não apoia nada disso, mas agora eu preciso. — Eu digo a ela que se levanta logo em seguida.

— Eu não vou dizer mais nada. Se você quer, não irei atrapalhar, mas também não irei apoiar. — ela diz, chegando perto de mim novamente. — Você já sabe como vai ser depois de que tudo isso acabar?

— Eu não sei... Só espero que eu possa retomar minha vida, de onde ela parou anos atrás. Pelo menos, eu pretendo. — falo, antes dela falar algo, Antonieta entra na sala.

— Senhora... Quer que eu traga algo para vocês?

— Sim... Um suco de uva pra mim e pra você mamma?

Ela estava olhando algo na janela, mas vira quando eu a chamo.

— Um suco de uva também... — Antonieta assente e vai para a cozinha.

Volto a olhar para minha mãe, eu sinceramente senti saudades de conversar com ela assim.

— A senhora não sabe como eu senti falta disso. — falo, apontando para nós duas. E ela sorrir.

— Eu também meu anjo... Eu fui muito dura com você naquele dia. Mesmo eu não apoiando suas atitudes, eu não deveria ter dito tudo aquilo. Me desculpa... — ela diz, vindo em minha direção me abraçando.

— A senhora só disse a verdade mamma, não tem porque se desculpar...

— Nada disso, você não é um monstro amore. Não é. — ela fala, beijando meu rosto.

Ela pode dizer isso um milhão de vezes, eu nunca irei acreditar. Porque é isso que eu sou. E eu não me importo.

Escuto a porta ser aberta, o que nos faz se soltarmos para olhar quem é.

— Senhora... Temos problemas. — Um dos meus seguranças entra avisando.

— O que houve agora? Vitali aprontou mais alguma coisa? — pergunto, saindo de perto de minha mãe.

— Sim... Ele atacou o sub10 senhora. Tivemos muitos mortos.

Eu não acredito! Filho da puta.

— Que inferno! Eu não acredito que isso tenha acontecido debaixo do meu nariz. Caralho! — Grito com ele. — Eu quero que você ligue agora para Derek e mande ele pedir ajuda a todos os capos!

— Minha filha, calma... — diz, passando a mão em minha cabeça.

— Calma? Ele acabou de atacar a minha sede, você tem ideia do que é isso? — falo fora do controle. — Eu não posso permitir que ele ganhe. Não irei. Eu preciso fazer algumas ligações, a senhora pode me esperar aí se quiser... — digo, indo em direção ao meu escritório.

Ela assente avisando que irá embora e eu não percebo que ali, infelizmente, é onde o maior perigo está.

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