ITÁLIA, PALERMO
VALENTINA MONTANARI
ATUALMENTE.
Cerca de dois dias atrás após o descobrimento de onde Maltino estava intocado, Adam foi com seus homens até ele mas eu não sei o que porra deu errado que ele ainda não voltou, não atende as minhas ligações e isso tá me deixando fora de mim.
Se acontecer algo com ele eu não sei o que irá acontecer comigo. Eu não posso perder outra pessoa.
Mas ele foi preparado. Adam é esperto. Sabe o que faz. Dificilmente cairia em uma emboscada.
Alguma merda muito grande está acontecendo. E eu odeio está de olhos vendados.
Tento ligar mais uma vez para ele e nada. Ele nunca me deixou no escuro. Nunca.
Saio de meu escritório indo em direção a sala de hackers, eu preciso que encontrem ele. Talvez sair do escuro tenha feito os ratos se esconderem e se prepararem.
Pela primeira vez, pode ter sido um erro espalhar pela máfia que eu estou caçando o desgraçado que matou Petrus.
Mas o ponto era esse.
Eu queria que ele entrasse em desespero. Que ficasse com medo, se sentisse coagido e atacasse. Mas a mim, não ao Adam. Porra!
— Eu preciso que vocês busquem pelo Forchhammer, ele desapareceu do mapa. — falo olhando para eles. — O que caralho vocês estão esperando? Comecem. E só venham atrás de mim com alguma notícia, e eu espero que seja logo. — digo saindo e voltando para meu escritório.
Entro e vou direto para mesinha onde estão as bebidas. Eu preciso de álcool em meu organismo. Agora.
Escuto quando a porta é aberta. Me viro na direção e não me surpreendo ao ver ele aqui. Inferno.
— As vezes eu fico me perguntando se você não tem o que fazer Vitali. Ultimamente você só vive aqui. — ele me olha com um sorrisinho cretino no rosto.
— Sabe... Gosto de está perto da minha amada esposa. Mesmo ela não querendo minha presença. — ele diz se sentando na cadeira de frente para a minha.
Fico o olhando. As vezes eu acho que ele tem merda na cabeça. Só pode.
Eu já disse milhões de vezes a ele que não somos amigos, e que nunca vamos chegar a ser, mas ele insiste em tentar se aproximar. Será que ele realmente sente algo por mim? Que droga!
— Você realmente gosta de correr atrás de mim né? Fico me perguntando quando você vai se dá conta que eu nunca vou ter nada com você. — digo me aproximando dele. Chego atrás de sua orelha e falo bem amargamente. — Nós estamos casados a quase três anos e eu nunca se quer olhei para você. Você acha que isso vai acontecer agora? — falo voltando até minha cadeira, me sentando agora de frente para ele.
Queria poder decifrar esse olhar dele. Sempre é uma incógnita para mim.
— As vezes o amor pode surgir de lugares inimagináveis... — ele diz olhando dentro dos meus olhos.
Eu posso dizer que ele é insistente pra caralho. Não desiste.
Solto uma risada sarcástica.
— Você está se escutando? Amor? Eu pensei que só "mulherzinhas" acreditassem nisso. — digo utilizando as mesmas palavras que ele me disse um dia — Desde o início eu disse a você no que você estava entrando e você aceitou. Você achou o quê? Que depois de um tempo a garota triste e solitária ia se apaixonar por você e iríamos viver felizes para sempre? Se você achou isso, sinto muito, mas não vai acontecer, nunca.
Ele continua me olhando e quase, quase podia apostar que está com um olhar magoado.
— Você tem que começar a entender que Petrus Forchhammer morreu. Você não caralho! — ele diz se levantando totalmente irritado. — Tá na hora de você começar a tentar seguir em frente! A sua vida não parou. Eu não o conheci mas tenho certeza que se ele te amava de verdade, iria querer que você fosse feliz. E não ficasse desse jeito, amarga e solitária. Saia desse seu luto eterno. Isso é doentio. — ele diz olhando dentro de meus olhos.
E pela primeira vez ele consegue me desestabilizar. Pela primeira vez alguém me disse essas palavras.
Antes de eu formular uma resposta para esse desgraçado, Derek entra na minha sala sem bater na sala nos interrompendo.
— Senhora, desculpa interromper mas eu encontrei o Forchhammer e a senhora não vai gostar nem um pouco de saber onde ele está. — ele fala sem parar.
Giovanni agora presta atenção em cada palavra.
— Onde ele está? — pergunto alterada. Só não sei se é pela notícia, ou pela conversa com Giovanni.
— ele está na França senhora. E pelo o que pude ver no mapa, em Paris. — E assim eu me dou conta que talvez realmente tenhamos caído em uma emboscada.
A família Schneider foi expulsa da máfia por suspeita de envolvimento na morte de meu irmão. Ou seja, Adam não é bem vindo por lá.
— CARALHO! Reúna todos os meus homens agora. Preciso bolar um plano de urgência para ir buscá-lo. Aproveite e avise ao SubChefe dele, preciso de toda ajuda possível. — digo gritando ordens para ele que sai em disparada para fazer o que eu mandei.
Encaro Giovanni mais uma vez.
— E você some da minha frente. Não tô suportando olhar para sua cara. — digo me virando para ir encher meu copo novamente. — Ah, e mais uma coisa, Nunca mais ouse citar Petrus em nossas conversas. Não quero ouvir o nome dele na sua boca. — falo quando ele já está na porta e sai a batendo.
×××
Grito ordens para que meus homens se preparem para tudo. Iremos entrar em território inimigo. Um deles levantam a mão para falar algo.
— Senhora é muito arriscado esse plano, não seria melhor tentar formular um melhor? — Olho para ele e vou em sua direção.
— Você está me contrariando? Eu já disse que iremos atacar e pronto. O que não posso é ficar aqui vendo as horas se passarem e ele lá. Agora não ouse mais me desafiar, ou você será um homem morto. — falo saindo de perto dele.
Estou a ponto de colocar uma bala na cabeça de alguém.
Todos eles estão olhando para um ponto fixo atrás de mim.
Sigo para onde estão olhando. E não acredito no que estou vendo.
— Como porra eu te encontro na França e você está aqui? — digo indo em sua direção que me olha sorrindo.
— Longa história. Vamos conversar lá dentro. — sigo ele para dentro mas antes dou ordens a meus homens de está tudo bem, e que a missão foi abortada.
Ao entramos na minha sala ele começa a falar.
— Bom... Eu nunca pisei na França. Era uma armadilha que você ia cair facilmente Valentina. Meu celular foi roubado e não consegui entrar em contato com você e também porque queria descobrir quem o tinha pego. — Ele diz se sentando. — Foi um dos meus seguranças. Nem precisa me perguntar, ele já está morto, mas antes ele me contou algumas coisas. É algo muito maior do que imaginávamos. Estando cheios de traidores. Em todo lugar. Não sei em quem podemos confiar.
— O que ele te disse? —
— Ele me disse que nunca viu quem era o tal chefe. Quem foi conversar com ele foi Maltino, ou seja, ele é o laranja de tudo. Ele sabe quem é. Através dele chegaremos no filho da puta. E antes que você me pergunte, não, eu não consegui o achar. Cheguei perto mas ele é esperto e fugiu.
Eu preciso saber quem é. Só assim conseguirei finalmente descansar.
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FRAGILE | ✓
RomantikDurante toda minha vida eu sempre ouvi as pessoas falarem sobre o amor, e eu sempre quis viver um, e eu vivi. Um amor leal. Um amor terno. Um amor recíproco. Mas nada na vida é eterno. Se posso afirmar algo com plena certeza é que uma decisão errada...
