Aquela madrugada estava sendo difícil para Erik. Estava suando frio, e sua mente apenas refletia borrões. Nesse pesadelo terrível, o homem via Christine sua amada esposa, era como aquilo fosse real, a mulher estava tão bonita e sorrindo para ele. Ao se aproximar a imagem da mulher começou a se destorcer, sobrando apenas uma névoa negra.
Assustado, o homem acordou. Observava o redor, estava em seu quarto. Christine estava morta, ele sabia que tudo que ele tocava, uma hora ou outra tinha aquele destino cruel.
" Meu fardo é viver carregando essa maldição, não poder amar, não conseguir paz". O homem batia em sua cabeça a fim de sumir com aqueles pensamentos.
Já que não estava conseguindo dormir, o homem se levantou e caminhou até o quarto que mantinha trancado, lá havia muitas coisas que lembrava sua doce esposa. Quadros, roupas e diversas cartas, que a mulher escrevia a ele. Eram desde o início de sua carreira, cartas que refletiam amizade e que passou para um amor.
Erik lia cada carta, aquilo o machucava de uma maneira tão cruel, deveria ter esquecido a mulher, não alimentado sua luxúria e desejo. Nada iria acabar bem, não com ele sendo o amor de alguém tão gentil.
" Deveria ter esquecido Christine, deixado ela para Raoul. Ele era um visconde, tinha tudo para dar certo, dar felicidade e uma vida longa, algo que ele não deu a ela" Erik guardou as cartas, imaginava que iria viver com Christine por toda uma vida, aplaudir seu sucesso e prestigiar toda aquele talento nas mais famosas casas de espetáculos e teatros.
Irritado apenas lançou um castiçal contra a parede, fazendo um barulho imenso.
Anastásia com o barulho se assustou, estava dormindo, mas aquilo fez com que despertasse. A única coisa que veio em sua cabeça era Erik, ele tinha feito algo.
A jovem com dificuldade se levantou, não percebeu que estava com uma camisola fina, que fazia seu corpo ser exposto contra a luz.
Caminhou pelo enorme corredor, e parou em frente a porta do quarto que ela era proibida de entrar. Não sabia o motivo, só sabia que vivia trancado e apenas Erik tinha a chave.
A porta estava semiaberta, nas pontas dos pés e jovem abriu um pouco mais e observou o homem de joelhos no meio do quarto. Estava com as mãos sangrando.
Anastásia não pensou muito, correu até o homem, que estava ainda em transe no chão.
- E... Erik?? Você está bem? A jovem se agachou para ver o ferimento do homem.
As mãos estavam cortadas, havia muito sangue. Olhou ao redor e viu quadros e roupas. A figura de todas as pinturas era uma bela mulher, que sorria em todos eles. Um chamou atenção, era a mulher com Erik, ambos estavam tão contentes.
Anastásia se perdeu nos pensamentos, quem seria aquela mulher?
Mas retornando aquela situação, Anastásia apenas tocou nas mãos do homem, que com o toque a olhou furioso.
- O que... O que você está fazendo aqui!!? Erik gritou, assustando a jovem que caiu sentada.
- Eu... Eu... Eu ouvi um barulho e decidi ver o que era. Anastásia estava no chão e olhava apavorada o homem.
- Por que entrou aqui?? Não sabe que é proibido!??? O homem se levantou, observava a jovem encolhida no chão, apenas o encarando.
- Me...me desculpa. Você está sangrando... Por favor deixe... Ajudar. Anastásia cambaleou e tocou no seu curativo, estava doendo fazendo a jovem se curvar.
Erik estava irado, ninguém tinha permissão de entrar naquele lugar, lá era seu santuário, onde mantinha a memória de Christine. Ao ver aquela jovem curvada em sua frente, percebeu que seu corpo estava praticamente revelado com a fina camisola, aquela jovem não tinha noção, não sabia o perigo disso tudo.
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Olhe com seu coração
RomanceA família Chabert era muito feliz, Desirée e Theodore formavam um belo casal, juntos tiveram uma linda filha chamada Anastásia. Mas por uma infelicidade, Desirée contraí uma doença mortal, deixando Theodore viúvo. Um rápido casamento, traz a casa d...
