Capítulo Quarenta e Cinco: Segredinho

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Nota da autora: FELIZ ANO NOVO ATRASADO!

Galera, demorei, mas cheguei! Digamos que eu estava de férias. Na verdade, i fiquei um tempo descansado que não sou de ferro e outra que foi corrido a volta ao dia-a-dia, fiquei mal acostumada e sofri um bocado para me acostumar. Mas, agora tudo em cima. A boa notícia é que voltei! Uhuuu. A ruim é que não consegui terminar o capítulo quarenta e seis para postar dois de uma vez e achei mais sensato postar o 45 logo do que ficar adiando. A outra notícia ruim é que faltam só 5 capítulos para o fim dessa história. Chocante, não? Mas, a boa é que já tenho escopo do livro 2! Ou seja, vocês ainda terão muitas aventuras com a Cacau. Afinal, quem não quer saber como ela vai sair na faculdade? 

Opa, sem mais demora, boa leitura!!

***

Acho que sou louca. Eu não devia estar nesse lugar... Foi o que pensei ao entrar pela grande de ferro. Eu estava tão deslocada... Demorei para achar todas as notícias. Passei a noite toda pesquisando. Jacques e Louis Heins, filhos de uma francesa e um alemão, que vieram para o Brasil muitos novos, e por isso, não possuíam sotaques europeus, só sulista brasileiro. Ambos eram loiros, altos, magros, com expressões rudes e olhos claros. Jacques era gerente geral, num Hotel em Santa Catarina. Mas, apesar do cargo, cuidava do Hotel quase como um diretor, por isso em algumas reportagens o seu cargo saia como diretor geral. Acusado de lavagem de dinheiro e suborno. Estava cumprindo a pena domiciliar, graças a um ótimo advogado. Era ele na foto com a mãe de Leon – e por isso, eu estava naquela cadeia. Louis estava preso. Foi o meu sequestrador e foi preso em flagrante. Por isso, estava ali condenado, esperando o julgamento... Ele deveria saber de tudo. Ele sabia de tanta coisa, apesar de não trabalhar diretamente para o Hotel, era proprietário de uma rede de lavanderias, a qual lavava todos os nossos lençóis, toalhas e etc. E também era uma empresa que ajuda na lavagem de dinheiro.

            - Você tem meia hora. – o guarda falou e fechou a porta.

            - O que fazes aqui, cabritinha? – ele disse no tom sarcástico me encarando. – Vejo que és criativa. – disse rindo.

            Ele se referia ao lenço que eu usava para tampar minha careca. Havia virado uma fã de lenços, tiaras e faixas. Sempre combinando com a minha roupa. – Sou mulher, sabe como é. Tenho que me virar.

            - Então, eu te fiz um favor. Como conseguiste me ver? Não és todo dia que o refém sentes vontade de ver teu sequestrador.

            - Dei meu jeito. – falei de forma impaciente. – E quem disse que você é a causa de eu estar aqui?

            Ele riu. – Não? Achei que estava sofrendo de Síndrome de Estocolmo.

            Ele estava me enchendo. Ignorei e pensei: procurar o que é essa síndrome. Depois descobri que era um lance do sequestrado ter simpatia pelo sequestrador e tal. Não era o meu caso, não mesmo. – Olha, eu quero saber o que houve no passado. Eu vi a foto da Belle com o Jacques. – fui direta e reta.

            Ele parou de rir e me encarou de forma séria.

            Isso era muito bom. – O que eles dois tem juntos? Como assim eles parecem um casal tão feliz naquela foto? De quem é aquele apartamento? Você vai me responder ou não?

            - E por que eu faria isso?

            - Oras, posso amenizar a sua pena, eu sou quem está te acusando, não sou?

            Ele riu ainda mais. – E tu achas que sou tolo?

            Eu não aguentei comecei a chorar. – Eu sou apaixonada pelo Leon.

A Herdeira (Concluído)Onde histórias criam vida. Descubra agora