Capítulo 13 - Damian

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Adra sabia que Damian a observara cuidadosamente quando ela deu as costas a ele e começou a fazer seu caminho para a mesa em que Lena e os outros estavam sentados.

Ela ouviu a conversa assim que se aproximou.

— O mais estranho é que esse sobrenome parece familiar. — Dizia Lena dando de ombros. — Tenho certeza que já vi Anoixi em algum lugar, mas não lembro onde.

Theo, que notara a aproximação dela e de Damian, franziu a testa, alarmado.

— Lena, talvez seja melhor...

— Eu gosto dela. — Disse Astaroth dando de ombros.

— Você gosta de todo mundo, pequeno duende. — Disse Sebastien, usando sua altura considerável para apoiar o cotovelo na cabeça de Astaroth, que apenas mostrou a língua para ele. — Sua capacidade de julgamento é nula.

— Isso não é verdade. — Astaroth protestou, mas estava sorrindo enquanto cruzava os braços. — E tire o braço de cima do meu cabelo, você vai acabar bagunçando todo o meu penteado.

Sebastien riu, mas fez como Astaroth pedira, e então continuou o assunto:

— Enfim, eu também acho que conheço o sobrenome...

— É por causa do meu pai. — Adra interrompeu o fluxo incessante de conversa, pegando todo o grupo de surpresa, com exceção de Theo, que ofereceu a ela um sorriso de desculpas.

— O quê? — Perguntou Sebastien, a testa franzida para Adra, que deixou a cabeça pender para frente, olhando para as próprias mãos.

— Vocês conhecem o sobrenome por causa do meu pai, Carino. — Disse ela novamente, a voz baixa. Damian passou por ela e empurrou a cadeira mais próxima com o pé, deixando que Adra se sentasse ao lado de Theo. Ela respirou fundo ao sentar, antes de levantar os olhos de novo e encará-los. — Ele foi morto há duas semanas. Pela mesma pessoa que matou Aglaie Kalliergei.

Um silêncio chocado a envolveu enquanto todos os outros pareciam paralisados demais para falar o que quer que fosse. Adra se encolheu interiormente, esperando que eles explodissem em uma nuvem de simpatia e expressões de pena, mas eles apenas continuaram a encará-la. Havia pesar nos olhos de todos e havia dor genuína nas expressões de Theo e Sebastien, mas nenhum deles ofereceu condolências. Lena foi a primeira a falar:

— É por isso que você está aqui. Você quer se vingar.

Adra encarou os olhos castanhos, surpresa com a facilidade que Lene tivera em entendê-la, mas assentiu. Os outros se entreolharam.

— Bem, isso explica muito. — Disse Sebastien, afinal, dando de ombros ao se recostar de volta na cadeira. Astaroth concordou com ele silenciosamente, mas ninguém explicou o que aquilo queria dizer.

Adra também não perguntou, um pouco tonta pela reação deles. Damian sorriu um pouco na direção dela e então disse, mantendo a voz baixa como os outros:

— Tudo bem, agora vamos ao que interessa. — Todos eles se inclinaram ligeiramente na mesa. — Eu consegui uma lista dos alunos que ficaram na escola durante a Isiméria. São bastante e nem contam os funcionários, mas é um começo bom o suficiente, eu imagino.

— Como você conseguiu isso? — Perguntou Sebastien, franzindo a testa com incredulidade. Damian lhe deu um meio sorriso.

— O quê? — Ele perguntou. — Você acha que eu não sou capaz de seduzir nossa graciosa monitora de setenta anos de idade para me dar a lista?

Adra riu com escárnio e Damian apenas piscou um olho para ela, inabalado. Sebastien estava prestes a responder quando Theo tomou a lista das mãos de Damian e disse com um olhar de censura divertida:

Todos os Anjos do ParaísoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora