CAPÍTULO QUARENTA E SETE

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Anahí e Poncho estavam de mãos dadas e conversando à cochichos. Marga e Lígia à babá foram dispensadas pra irem pra casa com às crianças.

-Amor, eu só acredito que aquele infeliz tá morto vendo. Não tô me sentindo segura com nossos filhos terem ido.

-Calma, não acho que a polícia nos colocaria aqui se não fosse real. - Ele a abraça forte..

Todos na sala estavam nervosos e sem falar nada, o inspetor começou a fazer perguntas a Poncho.

-Como conseguiu esses machucados?

-Eu e Armando brigamos em uma das salas, trocamos socos numa luta completamente corporal.

-Lembra à sala?

-Não, mas foi no 3° Andar.

-Hora?

-Há mais ou menos uma hora e meia.

-E a senhora Rodriguez, onde estava?

-Eu os achei e vi quando Armando saiu, mas fui acudir ao Poncho, pois seu bem estar era o que me interessava.

-São amantes à quanto tempo? - Ele fala ríspido pra ela.

-Como já contamos pra imprensa, nos apaixonamos há 3 anos.

O inspetor fica fazendo várias perguntas, são horas de depoimentos e quando estava amanhecendo liberou todos. Anahí e Poncho vão direto pra casa pra verem os filhos, ficam calmos quando os vê dormindo sossegados no berço. Tomam banho e depois ficam deitados agarradinhos na cama, ele fazendo carinho em seus cabelos.

-Amor, ainda estou tão tonta com tudo isso.

-Também estou. Vamos descansar, pois imagino que serão dias complicados para nós.

Anahí levanta o rosto e o olha fixamente. - Tem noção que com a morte daquele infeliz a gente tá livre? Esse inferno acabou.

Ele a abraça e dá um selinho.

-Acabou meu amor, estamos livres, vamos ser felizes juntos, criar nossos filhos, fazer mais filhos.

Os dois riem e ela o abraça mais. Logo pegam no sono. Por volta das dez da manhã Miguel acorda chorando e Poncho o pega e senta na cadeira de balanço fica fazendo carinho nele e o menino fica rindo pro pai que faz carinho nele.

-Ei filhão, agora o papai não vai sair de perto de vocês nem um dia.

Ele fica brincando com ele quando Marga bate na porta e ele manda entrar.

-Vim trazer a vitamina deles de fruta. Devem tá com fome.

-Pode deixar que dou a esse mocinho. A Mia ainda dorme.

-Eles demoraram a dormir essa noite, tavam agitados, acho que perceberam todo o clima, sem contar que não viram a mãe.

-Imagino, obrigado Marga, por cuidar deles.

-Eu amo esses pequenos, são meus netinhos do coração. Lembra que te amo como um filho, e tenho um carinho enorme por Anahí.

Poncho sorri pra ela enquanto dava mamadeira pro filho.

-E lá, como ficou?

-Foram horas de interrogatório, a gente meio que não sabe de nada direito, o tio Ricardo é que vai tomar todas as providências pra enterro e etc.

-Os noticiários não falam de mais nada, lá fora tá cheio de repórteres, um inferno. A Maria ia fazer compras e mandei desistir, ninguém sai e ninguém entra.

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