O tempo está correndo, os meses passando. Anahí estava regularmente fazendo o restante do seu pré-natal. Carlos atendia seu pedido e buscava de alguma forma descobrir o que realmente ocorreu naquele iate. Anahí por sua vez regularmente era visitada pela presença de Poncho em seus sonhos.
Era madrugada, agora estava com exatos sete meses, estava procurando melhor posição pra dormir, com a barriga estava bem difícil, fora que os meninos parecem que escolhiam as noites pra se mexerem.
-Eu tô vendo que vocês vão gostar da noite, não me deixam dormir.
Ela fica conversando com eles como faz toda noite. Até que consegue dormir. Nos seus sonhos estava numa praia, as crianças correndo e ela indo atrás, não conseguia vê o rostinho deles, mas sabia que eram seus filhos, eles corriam alegres até próximo de pedras grandes, começavam a cavar uma piscininha ali e de repente de trás das pedras Poncho aparecia, lindo, todo vestido de branco, sorrindo, abria os braços e pegava os dois no colo. Anahí ia até eles e os abraçava- Você demorou amor, pensei que não viria mais.
-Eu te prometi que ia voltar não prometi?
-Sim, e você cumpriu. - Ela o beija e ficam abraçados ali naquela paisagem linda, os quatro.
No dia seguinte ela acordou cedo, tinha médico e a tardinha um chá de bebê que Maitê organizou, ela não queria, mas Mai insistiu pra animá-la, só seriam a família dela, Mai e sua mãe, algumas amigas de infância de Anahí, e da fundação. Anahí só estava saindo de casa pra médicos e vê essas pessoas faria bem, na fundação Armando inventou pra todos que a gravidez dela era de risco e por isso, está se resguardando. Nas redes sociais ela postava fotos da barriga, pois gostava de sentir o carinho de seus seguidores. Enquanto ela tava no médico com sua mãe, Mai e Ucker conversavam com Carlos em sua casa.
-Carlos, soubemos que você tá ajudando Anahí em algo. Por favor nos conte, estamos todos preocupados com ela.
-Eu prometi sigilo a ela, mas sei que são amigos dela e posso confiar. Ela me pediu pra discretamente investigar a morte de Poncho. Anahí crê fielmente que ele está vivo.
-Mas isso é loucura, por acaso encontrou algum indício? Se sim, seremos os primeiros a cavar até a China pra encontrar ele- Ucker falava ansioso.
-Não, até agora a única coisa que descobri é que não foi queimado que ele morreu, quando aquele iate explodiu Poncho já havia sido morto com um tiro no crânio, nos restos mortais deu pra vê isso. A explosão só foi pra camuflar isso.
Maitê e Ucker ficam horrorizados e segurando a mão um do outro dando forças.
-Mas a única coisa que serviu pra reconhecer o corpo foi uma colar de prata que levava no pescoço.
-Ele usava aquilo desde novinho, foi presente da mãe dele.
-Entendo, vou falar com Anahí o que descobri.
Maitê diz que vai junto. Assim que chegou do médico, Carlos e Maitê a esperavam, Anahí fica animada ao vê-lo.
-E então? O que descobriu?
Ele conta a ela que não esboça nenhuma reação, Mai e sua mãe seguram sua mão.
-Então, não tem exame, nem nada que prove ser o Poncho?
-Anahí você escutou o que eu disse? - Carlos pergunta com cuidado.
-Sim, escutei, esse corpo carbonizado que acharam foi morto com um tiro na cabeça e a única coisa que identificaram ser do Poncho foi o colar de prata. É óbvio que não tem corpo, não tem certeza que é ele.
Os três olham pra ela preocupados e Maitê se abaixa ficando diante seu rosto já que ela estava na poltrona.
-Amiga, infelizmente tá na hora de aceitar que ele se foi.
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Roman d'amourSINOPSE: Quando não dá pra controlar o que sente? quando fugir não lhe é opção e quando o amor nasce de onde menos espera? do ódio. Alfonso Herrera é um milionário filho de um dos políticos e empresário mais importantes do México. aos 15 anos foi e...
