CAPÍTULO QUARENTA E SEIS

340 19 4
                                        

Os dias vão se passando, Poncho, Anahí, Ucker, Mai e Chris planejavam tudo com a ajuda de Carlos e Adriano.
Era um dia normal na empresa quando Chris chega revoltado na sala do irmão com um documento em mãos.

-Você não sabe o que o desgraçado do Armando fez..

-O quê? - Fala assustado.

-Ele embargou nossa empresa, tem oficiais aí fora mandando fecharmos.

-Você tá de brincadeira?

-Infelizmente não irmão, aquele cretino fez essa merda.

-Mas com que desculpa?

-Sei lá, ele tá se vingando da gente.

Os dois saem e com ordem judicial fecham o prédio e manda os empregados pra casa, os tentando tranquilizar que irão resolver. Saem de lá, direto pra casa do Carlos encontrar Poncho.

-Eu estou perplexo como esse cara é cretino. Mas ele vai pagar por tudo!!

-Minha vontade é de matar ele- Ucker fala indignado.

-Ele terá o que merece amigo e só faltam 10 dias pra isso.

-Não vejo à hora.

-Nem eu- Chris completa- Então o que fazemos com os empregados?

-Vocês devem tranquilizar eles e daqui à pouco a gente resolve tudo. Esse ano vamos passar o Natal com aquele cara na cadeia!

-Amém amigo. Dia 1 de dezembro é a posse. -Ucker ressalva.

-Será o primeiro e último dia dele como presidente desse país. Eu juro!

Eles se despedem.

Alguns dias depois, havia chegado o grande dia. Armando estava se achando, cheio de orgulho nem imaginava o que estava planejado pra logo mais. Já Anahí estava bem nervosa, essa noite mudaria tudo, fez suas orações e beijou seus filhos, estava pronta pra cerimônia, lindíssima num vestido vermelho longo e cabelos presos em uma trança colocada de lado. Pega às crianças com Marga e repete todo o plano com ela antes de sairem. Ela exigiu que os levasse, pois as crianças lá na frente de todos, ela e Poncho concordaram que seria muito mais fácil pra eles, a babá e Marga iam com ela, pois havia momentos que não poderia estar perto deles. Antes de saírem ela faz o sinal da cruz neles e os beija. No carro Marga a tranquiliza segurando sua mão.
Já Poncho estava vestido com uma capa preta e capuz, esperava no carro junto com os amigos, Adriano estava com o segurança de confiança em seus devidos lugares pra dar acesso à ele, Carlos por sua vez tinha contratado jornalistas e os posicionou de maneira estratégica. Pagou a uma rede de TV pra transmitir de suas câmeras. Quando estava na porta do Palácio, Henrique chega e abraça a filha cochichando que estava ali para apoiá-la, ela agradece e entram. Dulce estava em meio aos jornalistas e queria usar aquilo pra fazer um escândalo.
   Armando começa seu discurso todo se sentindo.

-Cidadãs e cidadãos, hoje estou aqui me comprometendo a cumprir com essa confiança que 65% depositou em mim, mas não serei o homem dos 65%, serei o cara dos 100%, meu governo não vai distinguir A de B, trabalharei duro para todos vocês....

Anahí revirava os olhos disfarçadamente ao seu lado e pensava como era cretino e mentiroso. Ele seguia seu discurso enorme e demagogo, quando Dulce começou a chamá-lo de assassino e as câmeras se voltaram pra ela.

-Mentiroso, assassino, esse homem não presta, ele matou a minha amiga.

Armando dá sinal pros seguranças a tirarem e assim o fazem, continua com seu discurso e pede desculpas usando a desculpa de que Dulce está passando por problemas psicológicos. Aproveitando a confusão que ela criou, Poncho entra rápido com o sinal dado por Adriano. Ucker e Chris vem logo atrás e Poncho diante das câmeras puxa a mão de Anahí os dois entrelaçando as mãos, Armando fica parado assustado e ainda mais chocado quando diante de todos ele retira a capa, já estava de barba feita e imediatamente todos o reconhecem e se viram pra ele. Armando tenta fazer uma cena e o abraça.

PROIBIDA PARA MIM...Onde histórias criam vida. Descubra agora