CAPITULO CINQUENTA E OITO

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Poncho chega desesperado em casa e Marga o recebe com sete pedras nas mãos.

-Você enlouqueceu? Desapareceu- o cheira - cheira a álcool e a mulher. Alfonso Herrera o que andou aprontando?

-Cadê meus filhos?

-Ah agora o senhor se importa? Eu liguei a noite toda, seu pai saiu desesperado a te procurar. Quase nos matou do coração menino.

-Marga por favor, sermão agora não, já levei susto demais por essa merda que fiz ontem em ter bebido tanto. Onde estão meus filhos?

-choraram  muito tadinhos e então a Mari e o Henrique os levaram e lá na algazarra junto com os tios dormiram, pois eles sentiram sua falta. Já sabe como estão sensíveis sem a mãe.

Ele cai sentado aliviado e começa a chorar, Marga chega até ele e faz carinho em seus cabelos. - Eu só falei filho porque tava muito preocupada.

-eu sei, me perdoa eu bebi porque precisava esquecer. Tá doendo tanto a falta dela aqui. Eu ontem pensei que não ia conseguir respirar.

-E saiu pra beber. Alfonso meu Deus, está com perfume de mulher barato. Espero que não tenha feito o que estou pensando. Olha menino, sei que tem um fogo dos diachos, está a quase um mês sem sua mulher, mas isso não justifica sair se deitando com outra.

-Não, nunca trairia ela mesmo caindo de bebado como estava.

-E esse perfume.

-Não transei com ninguém, mas dormi com uma mulher.

Ele explica tudo a ela que balança a cabeça negativamente. - Que descarada essa moça. E como tem certeza que não houve nada.

-Meu amiguinho aqui me informou. Fora que mesmo aquela mulher nua e olha que era lindíssima, não me despertou nada. Ela não era minha Anahí.

Marga fica toda emocionada. - Meu menino realmente é um homem de verdade.

-Ela é a única mulher que eu desejo. Sei que nunca fui santo, mas desde que tive Anahí em meus braços todas as outras mulheres morreram pra mim e você sabe que mesmo com namorada eu tinha meus casos. Mas desde que conheci o amor da minha vida ela é a única pra mim, pouco me importa se duzentas gostosonas querem dormir comigo, só me importa a minha pequena, só ela me deixa maluco.

-Poupe-me dos detalles que aliás já ouvi algunas vezes sem querer essa demonstração aí de vocês. Ambos caem na gargalhada.

-Desculpa se as vezes não somos silenciosos. - ela lhe dá um beliscão.

-Safadinhos. Agora vai tomar um banho e comer algo tá com um bafo de cachaça que misericórdia. Daqui a pouco tem que ser ir buscar as crianças.

Ele assente e vai se recompor.

Anahí estava caminhando na praia a uma semana estava fazendo isso, Armando permitiu afinal aquilo era uma ilha e sem barco ela não conseguiria ir a lugar algum. Era um lugar desabitado só havendo aquela mansão era pequeno o lugar é só havia natureza em volta. Compras vinham de barco e os poucos empregados nos fins de semana iam pra cidade se divertir. Anahí não podia ali era prisioneira e embora o lugar fosse lindo ali era seu cárcere. Ela escrevia o nome de seus filhos na areia e de Poncho, depois fez um coração e sorriu.

-Eu amo tanto vocês. A mamãe tá com tanta saudade. - Ela senta na areia e olhando o mar deixa algumas lágrimas rolarem.

Luiz que a observava chega perto.

-Tudo bem?

-Eu já disse pra parar de fazer essa pergunta imbecil. Como estar bem longe dos que amo e obrigada a fazer companhia a esse idiota que odeio. Porque agora ele cismou de me ter a mesa nas refeições. Preferia ficar trancada no quarto o resto dos meus dias.

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