CAPITULO CINQUENTA E NOVE

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Anahí acorda pois bateram na porta para te chamarem pra jantar ela toma banho e sorria lembrando do seu sonho e das palavras de Poncho na TV, assim que está pronta sai para jantar e pela primeira vez estava de muito bom humor.

-O que houve sua cara está ótima? Assisti novela te deixou tão feliz assim?

Ela olha cínica pra Armando e lhe responde cheia de dualidade nas palavras. - sim, assisti novela me deu muito ânimo. Ainda mais essa que tem um galã lindo daqueles de fazer a gente morrer se declarando pra mulher amada.

-Sempre uma romântica.

Ela sorri e toma um gole da sua água, Luiz a observava e estava sem entender sua alegria. Certamente ela não viu a fofoca sobre Poncho ainda.

-Amanhã vou receber um amigo para jantar, já estou os deixando avisados.

Anahí da de ombros. E o jantar segue ela mais sonhando acordada que ali. Assim que termina ela como todos os dias se despede e se recolhe, fica no quarto vendo um filme. Já Armando e Luiz conversavam no escritório.

-Acho que ela não viu o Herrera fazendo merda.

-Ela viu sim, só que o imbecil é cínico e se declarou pra ela na Tv jurando que é tudo mentira. Vi a pouco na internet e o jeito dela me confirma que viu. E o pior acreditou. Mulheres são muito burras.

-O senhor vê que não há chances dela deixar de amá-lo.

-Está desistindo muito fácil nem parece meu filho.

-Eu só não sou cego. Ela ama esse cara cegamente e isso nunca vai mudar.

-A conquiste aos poucos, fale sua história. Mostre a ela quem você é, ganhe a confiança dela.
Ele sai o deixando pensativo.

No outro dia Anahí estava em suas caminhadas matinais e procurava um lugar que pudesse ficar escondida e num vacilo entrasse no barco que vinha às sextas escondida. Luiz a encontra com seu olhar perdido ela toma um susto.

-Vai sempre me assustar? E eu já disse que não preciso de companhia pra caminhar. Ou é meu guarda costas? Seu chefinho te manda todo dia.

-Ele não me manda. Eu que gosto de ficar te olhando.

Ela revira os olhos. - Mas eu não gosto de sua companhia.

-Eu vou te contar.

-O quê?

-Você queria saber toda minha história então eu vou te contar.

Ela estranha mais o escuta. - Bom Anahí eu sou filho do Armando o filho bastardo. Me chamo Luiz Garza somente pois meu pai nunca me assumiu na minha certidão encontra-se pai desconhecido. Só que ele mandava dinheiro pra minha mãe, a ajudou quando ela precisava. Minha mãe foi presa quando eu tinha uns 5 anos, parece que ela tentou matar a Ruth Herrera a mãe do seu querido Alfonso. Fiquei dois anos sem minha mãe o tempo que passou na cadeia e fui cuidado por minha vó. Eu era criança e não entendia nada daquilo, minha avó dizia que tudo era culpa da Ruth e do Alfonso, minha mãe teve um surto psicótico e deu nisso. Saindo da cadeia ela foi levada a uma clínica psiquiátrica onde ficou durante cinco anos, tudo pago pelo Armando, de vez em quando ele me via, mas era raro e assim foi crescendo com ódio e me sentindo um lixo, porque o Alfonso tinha tudo e eu nada? E minha avó me contava tudo sobre isso. Até porque meu pai não assumia minha paternidade, mesmo sabendo que eu era seu filho. Minha mãe não era uma mulher da alta sociedade como a Ruth, eu fui um filho fora do casamento e tudo isso mancharia a reputação do grande Armando Rodriguez. Mesmo depois dele se separando da Ruth o Alfonso continuou tendo privilégios. Foi o filhinho que foi morar na Europa e ter vida boa, enquanto mesmo que não vivesse uma vida miserável não tinha nem metade das chances que ele sempre teve.

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