Montblanc já não era mais visto como um símbolo, ele havia se tornado a própria esperança personificada. Não apenas o povo exkepclano o tinha como tal, mas todos os mundos também o reconheceram como redentor. A imagem dos clones saindo da fortaleza com Atília sob controle rodaram todas as cidades por semanas, a prova que os Escolhidos precisavam. O número de fiéis havia aumentado com a exposição massiva da derrubada da corrupção no sexto sistema.
Todas as noites desde aquele histórico dia, os templos reuniam os seguidores do Prometido e festejavam. Conforme a tradição se espalhava entre os outros mundos, começaram a fazer isso em horário sincronizado e regido pelos próprios clones. Em questão de três meses, corruptos de outros sistemas começaram e se entregar por medo de Montblanc.
Por outro lado, as forças aliadas perdiam mais credibilidade entre os muitos povos que um dia os apoiaram. Muitas pessoas desertaram de suas tropas, e o peso dos revolucionários começava a afetar os sistemas já reconquistados e estáveis.
Havia um esforço para segurar a verdade sobre Saul Victor estar vivo e lutando pelos Aliados, mas não durou mais do que uma semana de incansáveis tentativas. A imprensa universal fez questão de que todos os mundos soubessem, entretanto, o interesse das pessoas em Saul era mais por curiosidade do que lealdade ou raiva. Ainda assim, o Capitão se dava o trabalho de se manter nas sombras.
— Não está cansado de assistir esse absurdo? – Saul indagou ao ver Vigur no parapeito da torre superior de um esconderijo em Assos.
— Ainda não consigo acreditar que isso aconteceu – respondeu.
— Bom, está diante dos seus olhos, não? – Disse Saul. – Eu ouço as vozes das pessoas, e me lembro de quando eu era o motivo. Eles me odeiam e isso me faz questionar o porquê luto por eles.
Vigur lhe jogou um olhar confuso e irritado.
— Você não luta por eles, luta pelo que é certo – rebateu.
— Só você acredita nisso – Victor disse, triste. – Tenho que achar o general Patritch, nos vemos depois.
— Ei, como Pordota está se saindo? – Questionou Vigur.
Saul retornou, respondeu:
— Ainda é cedo para dizer, mas ela era muito mais respeitada do que a cafetina raivosa – baixou o tom. – A maioria da força de segurança do sexto sistema já estava sob ordens dela antes de Atília cair. Acho que mais alguns meses serão suficientes para ela botar ordem na casa.
— E para onde vamos agora? – Indagou Vigur. – Preciso acionar as forças aliadas locais para não perdermos tempo na reconquista.
— Tem que ser fácil e furtivo – respondeu Saul, pensando.
— Lalúria? Ou talvez, Alador?
— Onde está a sede de Alador? – Perguntou o Capitão, curioso.
— Em Luzalá – Vigur sorriu. – Uma missão rasteira.
Saul consentiu.
— Justav era um homem sábio, então devemos seguir o conselho que ele nos deu. Faça o que tiver que fazer – disse. – Tenho outra missão rasteira para concluir essa noite.
Victor seguiu seu caminho pelo gigantesco hotel de veraneio que um dia havia sido movimentado, mas agora era só mais um abrigo para rebeldes e Aliados. As fortificações da construção haviam ganhado um ar moderno e robusto, mas nada escondia o abandono do lugar. Saul foi até os estacionamentos no subsolo, onde encontrou Patritch.
— Já podemos seguir? – O general perguntou.
— Claro – o Capitão respondeu.
— Avisou o capitão Vigur?
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Sete Vidas em Nove Mundos - O Segundo Final
Ciencia FicciónAs drásticas consequências recaíram sobre os mundos desfazendo toda a ordem vigente estabelecida. Os temidos tempos sombrios haviam chegado e ninguém estava, de fato, preparado para eles. As guerras por poder deram lugar à uma jornada de autodescobr...
