Expressões Turbulentas

10.4K 773 1.1K
                                        

Capítulo não corrigido



Louis piscou os olhos, confuso. Havia calor por todos os lados, em seu corpo, na cama, nos lençóis e isso era bom, porém não era o que ele vinha buscando durante o seu sono e por isso forçou-se a despertar. Seu alpha não estava ao seu lado e por alguma razão tal fato o fez erguer-se subitamente, assustado. Entretanto, bastou varrer o cômodo com seus olhos arregalados que imediatamente encontrou o que buscava.

Não da forma que esperava, embora.

Styles estava ali, rígido e imenso, parecendo levemente maior e talvez fosse a maneira ereta com que permanecia de pé. Ele andava de um lado para o outro em frente à porta do quarto, rosnados baixos como sussurros emitidos por sua garganta faziam seu corpo parecer vibrar levemente. Seus passos eram inquietantes, como um animal preso em uma jaula e profundamente afetado por isso. Ao som do ofego surpreso de Louis, ele imediatamente direcionou os olhos para o felino.

Louis podia jurar que, por um segundo, todo o globo ocular dentro de suas pálpebras estava enegrecido. Ele mal teve tempo de se assustar antes que o alpha piscasse e os verdes tempestuosos estivessem ali, fixos nos seus.

Provavelmente havia sido coisa de sua cabeça.

- Hazz? O que houve? – Perguntou preocupado.

O alpha não o respondeu, olhando-o de maneira tão focada que parecia incapaz de piscar e Louis sentiu sua nuca congelar. Ele engoliu em seco, se arrastando para fora da cama e se pondo de pé. Havia uma sensação esquisita em seu corpo, similar a sensação de estar sendo observado por algo que eventualmente irá te atacar, mas ao mesmo tempo a sensação se homogeneizava com certa familiaridade, algo que te impede de correr para longe e te faz permanecer no lugar, confiante. Eram essas as sensações de estar envolta do seu alpha agora e Louis não fazia ideia do motivo disso.

Louis se aproximou com cautela, surpreso ao que sabia não o fazer por medo e sim por apreensão quanto ao seu alpha. Estava preocupado de que Styles se afastasse.

- Hazz... Tudo bem? – Louis questionou novamente. Ele estava erguendo o braço para tocar o rosto do lupino quando algo chamou sua atenção. Algo que fez seu coração perder algumas batidas.

Em uma das mãos do alpha um frasco conhecido era segurado com força, Louis não demorou um segundo sequer antes de arrancá-lo para si. Eram os supressores – dosagens perigosamente fortes – que Styles precisava tomar diariamente junto aos inibidores, a fim de controlar seu aroma.

- Harry! O que você fez?! – Louis exclamou, sentindo seu sangue fluir com velocidade e pressão, uma tontura lhe atingindo por breves instantes e ele foi rápido em puxar o alpha em direção a cama, forçando-o a sentar e segurando o rosto pálido e inexpressivo em suas mãos, virando-o de um lado para o outro em busca de qualquer sinal que pudesse evidenciar uma reação medicamentosa. – Harry, por favor, quanto você tomou?

O alpha sequer piscou e Louis queria chorar. Soltou-o, então se apressando em direção à mesa de escritório no quarto, esvaziando o frasco de supressores sobre a superfície organizada com os cadernos e livros de ambos. Louis não queria comentar sobre mas, desde a quase overdose de seu alpha, vinha observando-o usar tais medicamentos apenas para conferir se Styles não estaria aumentando suas dosagens novamente.

Ele contou, um por um, cada cápsula de supressor, suas mãos um pouco trêmulas enquanto o fazia e em seguida fez uma conta mental sobre o dia da semana em que estavam e quantos comprimidos deveriam existir dentro do frasco. Uma onda de alívio lhe fez respirar novamente, fazendo-o perceber que havia prendido a respiração durante todo o processo. Styles havia ingerido apenas sua cápsula diária.

COWAOnde histórias criam vida. Descubra agora