Linhagens Construídas

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Capítulo sem correção

[Este capítulo contém: violência extrema, violência descrita, insinuação suicida, citação sobre automutilação.]



- Cillian... Pensei melhor. – Gemma disse, seus olhos fixos nos olhos da alpha em sua frente. – Vá.

- Não. – Cillian respondeu, a arma apontada em direção a mais jovem, que não parecia em nada preocupada com isso. Alyia balançou sua cauda com lentidão, os olhos verdes tendo sido engolidos por uma escuridão temerária. – Meu trabalho é proteger—

- O Louis, não a mim. – Gemma o interrompeu.

- Eu não—

- Precisamos do Harry... – Gemma declarou, não se movendo mesmo quando o corpo grandioso de Alyia pareceu estremecer com a menção do nome dito por si, fosse por medo ou por excitação, não era possível saber apenas olhando suas feições. – Você só precisa garantir que o Louis chegue bem.

- Gemma—

- Vá! – Gemma gritou, Alyia pareceu se divertir quando expôs uma de suas covinhas em um sorriso malicioso. Cillian não hesitou, seus olhos prensados voltados para a felina que assentiu para ele. O canino estava prestes a ultrapassar a cerca quando a voz perfeitamente capaz de ocasionar uma catástrofe no interior de quem fora sentenciado por seu tom soou:

- Tão fácil assim? – Alylia deu um passo para frente, ignorando ambos os alphas que apontavam suas armas para si. – Eu havia esquecido a respeito de sua lealdade para com meus irmãos, Murphy. É uma pena que tenha se unido a um lado que fragiliza a todos nós.

- Você compreende o que está fazendo? – Murphy disse, parecendo não se incomodar em dirigir-se a ela da maneira adequada pela qual uma nobre deveria ser tratada. – Sua Alteza, príncipe Harry, não irá perdoá-la.

- Eu não preciso de perdão, Murphy. – Ela sorriu um pouco mais, olhando-o friamente em seus olhos. – Por que me considera culpada por tudo o que aconteceu aqui? – Ela apontou com um gesto transbordante de educação para seu próprio corpo. – Não se deixe enganar pelo sangue manchando de maneira nada polida as minhas vestes. Tudo isso é apenas uma consequência da hierarquia. – Os olhos da lupina pareceram se tornar mais escuros. – É ela a culpada, a hierarquia que obriga descendentes de minha linhagem a assumirem todo o poder, é a hierarquia que obriga com que irmãos cresçam conscientes de que terão que lutar para assumi-lo. – Os traços do seu rosto não se modificaram quando ela sorriu, tornando o ato ainda mais robotizado. – Nessa situação, em nosso mundo, sou apenas mais uma vítima. Não acha?

- Dê mais um passo e eu irei atirar. – Gemma disse, puxando a trava de sua arma e atraindo a atenção da lupina. Alyia observou-a atentamente, parecendo estudar seu rosto.

- Vejam só... você parece ter crescido, Gemma. Peço perdão por não chama-la de irmã, me embrulharia o estômago pensar em você de tal forma e eu não poderia concluir minhas palavras. – Alyia disse com uma simplicidade comovente. Gemma não desviou seu olhar, firme em sua postura. – Sendo uma felina, você deve compreender o que eu digo.

- Acredite – A alpha mais velha respondeu. – Não existe nada que me faria sentir pior do que ser reconhecida de qualquer forma por você.

- Encantador. Ao menos temos algo em comum em que podemos concordar, mamãe ficaria contente por isso mas... talvez não o papai, você sabe, os pais tendem a ser mais difíceis. – Alyia disse com uma acidez explícita pingando através de sua cordialidade. As narinas de Gemma dilataram, seus dedos se apertando mais firme ao redor da arma e Alyia sorriu um pouco mais. – Oh, peço perdão, não há como você saber disso quando perdeu seu pai tão cedo, não é mesmo? Qual foi mesmo o motivo para trágico final a um felino tão obediente quanto aquele? Poderia refrescar minha memória?

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