Taehyung é o tipo de homem que ela detesta: um advogado de sucesso pacato, conservador e religioso que sonha em construir uma família.
Amy é o tipo de mulher que ele sempre julgou: decidida e impulsiva, ela não se importa com o que as pessoas dizem...
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Amy é acordada por um ruído alto e estridente. Deve ser o toque do celular, ela pensa.
Ela estica o braço para alcançar a mesinha de cabeceira e percebe que algo está errado. A mesinha não está lá! Ela abre os olhos com dificuldade e se dá conta de que esse não é o seu quarto. Ela não dormiu em casa. De novo!
— Puta merda! — Ela deixa escapar.
Ela olha para o outro lado e vê um homem dormindo. Ele é negro e cheio de músculos, tem piercing nos lábios e no nariz, ela não se lembra do nome dele, mas ele parece ser familiar.
Amy força um pouco a memória e consegue se lembrar que o homem estava ontem na boate. Ele ofereceu um drink para ela, parecia ser um cara legal.
Infelizmente Amy não é do tipo que gosta de conhecer caras legais em boates. Esses tipos de caras estão à procura de um relacionamento sério e ela já deixou de acreditar no amor há muito tempo.
A única coisa que ela precisa fazer agora é ir embora o mais rápido possível. É melhor sair sem se despedir e evitar todo aquele papo de: "posso te ligar outro dia?" "Me dá o seu telefone?" "Gostei de você!".
Ela não é boa em se relacionar com as pessoas e gosta de ser livre. A única regra que ela tem na vida é: Nunca, em hipótese alguma, ter um segundo encontro.
Isso evita muitos problemas e evita principalmente que ela se apaixone. Amy só se apaixonou uma vez na vida e não foi nada agradável, mas ela aprendeu a lição.
Amy levanta da cama bem devagar, tomando cuidado para não acordar o rapaz que está dormindo. É um pouco difícil porque a cama parece velha e faz muitos ruídos, mas ela finalmente consegue sair da cama.
Ela recolhe as suas roupas que estão espalhadas pelo chão e começa a se vestir, mas o barulho que a acordou volta a soar alto no quarto.
— Kelly... — Ela escuta.
Esse deve ser o nome que ela inventou dessa vez.
Amy não costuma dizer o seu nome verdadeiro e nem dar o seu número de telefone para os caras que conhece. Assim eles não têm como procurar por ela depois.
Droga! Ele acordou.
— Oi! — Ela responde.
Amy tenta lembrar o nome dele, mas não consegue.
— Você já está indo embora?
— Pois é..., eu tenho que trabalhar agora cedo.
— Você não me deu o seu telefone. — O rapaz fala se levantando da cama. — Sabe? Eu gostei de você e seria legal se pudéssemos sair de novo qualquer dia.
— Olha..., não me leva a mal, você é um cara muito legal Carlos... — Isso! Finalmente ela lembrou o nome dele.
— Marcos! — Ele a corrige. — Meu nome é Marcos.
— Marcos, isso mesmo, me desculpe..., vamos fazer o seguinte, eu te ligo. Tá bom? Vai ser melhor assim..., eu preciso ir agora. — Ela fala enquanto pega a sua bolsa e sai do quarto correndo.
Assim que Amy sai da casa de Marcos ela acende um cigarro. Ela olha em volta para saber em que bairro está e se sente aliviada por não estar muito longe de casa.
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