52. Constelação

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Na noite daquele mesmo dia, o trisal estava sentado e abraçado sobre a cama improvisada. Juntos admiravam o céu estrelado através da janela aberta, ignorando completamente a bagunça em que a casa se encontrava.

Era por volta das oito da noite e as visitas já haviam partido desde o final da tarde, deixando os três com sorrisos de satisfação nos rostos.

— Você nem imaginava que tinha uma família tão grande, né Nat? — perguntou Lucas, alisando os cabelos da sua garota.

— Eu imaginava menos ainda que eu tinha uma irmã tão doida.

— Você adorou ela, né?

— Eu amei!... Amei o meu irmão também, mas ela é doida demais. Vocês viram a cara de painho quando ela falou que não gostava de meninos?

— Nossa!... Ele ficou vermelho como um tomate maduro — disse Diego com a cabeça encostada no ombro do namorado — mas e a relação com seu pai, ficou de boa?

— Acho que a gente precisa de tempo pra construir algum tipo de relação, mas ele pediu perdão e eu achei boa a atitude dele... falar nisso, onde vocês dois se meteram enquanto eu morria de ansiedade com a chegada de painho?

— A gente teve que resolver uma coisa — respondeu Lucas, baixando a cabeça e olhando para Diego com apreensão.

— Mas fala o que você achou da sua madrasta — pediu o Playboy, tentando tirar a atenção de Natália que estava, agora, focada na expressão sem graça de Lucas.

— Ah, eu adorei ela. Achei ela bem mãezona. Ela é tudo que minha mãe nunca foi.

— Talvez você precise de uma mãedrasta — falou Diego — seu nome tem até um pouco dos dois. Nathan e Lia igual a Natália.

— Muito boa essa, amor! — elogiou Lucas, enquanto Natália revirava os olhos.

— E vocês, como se sentiram hoje? — perguntou a garota.

— Eu fiquei mais leve com a vinda da mamãe e ela me deixou mais calmo com relação ao papai, com o tempo acho que terei meu pai de volta.

— Vai sim meu amor, tu é cativante demais, ele não vai resistir ao teu charme — disse a moça — e tu Viking — ela agora olhava para o maior — tu nem precisa falar nada, visse, menino?

— Eu? — inquiriu Lucas rindo.

— É, tu mesmo! Tu soltasse um "pai" pro Jakob que tá na cara como tu tava se sentindo.

— Escapou — ele passou a mão no cabelo — mas acho que tudo bem, né? Acho que ele ficou feliz.

— Seu pai é incrível, Lucas, te ama muito e você merece todo amor do mundo — alegou Diego, beijando a bochecha do namorado.

— Mereço mesmo — concordou sem pensar na resposta que deu.

Porém, seus namorados perceberam o quanto a autoestima do loiro melhorou. Meses atrás ele negaria qualquer forma de amor. Contudo agora, estava aos poucos se abrindo.

— Acho que hoje foi tudo bem, né? — sorriu Nat.

— Foi perfeito!... Só não é mais perfeito do que esse momento aqui com vocês olhando pro céu — declarou Lucas.

— Olha lá o cinturão de Orion! — apontou Diego para o alto.

— Tu tais falando das três marias, é, menino?

— Sim, aquelas três estrelas alinhadinhas. São encontradas facilmente porque brilham muito assim como a gente.

— A gente vai brilhar muito ainda — disse Nat — A gente virou três estrelas.

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