POGUES E RAFE
Dias atrás uma mulher chamada Carla Limbrey disse que eu precisava conhecê-la, que ela tinha algo que me interessava, algo que podia salvar John B. Ela estava em Charleston, e agora Kie e JJ me esperavam do lado de fora enquanto eu conversava com ela.
Os meninos estavam me esperando fora da casa, no outro lado da rua na caminhonete do meu pai, enquanto Carla continuava falando sobre um pano mágico ou algo do tipo, e que a chave levaria até ele.
— A questão Pope é que se encontrar a chave, eu posso ajudar seu amigo. Tenho como provar a inocência dele. — A mulher ajeitou sua postura curvada ao falar.
— Então você tem provas não comprobatórias de que o John B é inocente? — Perguntei.
— Só precisa encontrar a chave, sei que disse que nunca viu mas...eu tenho certeza que pode achá-la pra mim.
— Então se é só isso. — Falei me levantando e senti a mão do homem pressionar contra o meu ombro. O olhei assustado então olhei pra ela.
— Antes quero que veja uma coisa, acho que vai se interessar. — O seu tom não parecia nada amigável.
Fomos caminhando para o lado externo da casa, onde tinha um beco, o medo transparecia no meu rosto e eu não sabia o que fazer para sair dessa situação. Não dava pra gritar e também não dava pra saber se atirariam em mim seu corresse. O jeito foi deixar levar, mesmo que não soasse nem um pouco bom.
Olhei de relance para o carro e vi JJ e Kie prestando atenção em cada passo que eu dava, por todos os deuses eu esperava que eles notassem que algo estava errado. O homem de Limbrey me empurrou para que eu continuasse andado, e eu perdi Kie e JJ do meu radar. Estava agora olhando para frente, caminhando por esse beco assustador onde claramente eu poderia ser morto. Ok, isso não é bom.
Eu já não conseguia pensar em mais nada quando a mulher começou a contar uma história sobre Denmark Tanny e uma cruz, que continha o tal manto mágico. Ela disse que eu era descendente dele e por isso pensou que a chave estivesse comigo, e que provavelmente está e eu só não sei onde minha família guardou.
— Você nunca escutou falar disso? — A mulher agarrou o colarinho da minha blusa. — A Cruz de Santo Domingo. Essas foram as últimas palavras do Denmark, já ouviu isso?
— Não! Nunca escutei nada disso. — Disse tirando sua mão da minha blusa e me afastando. — Obrigada, mas agora preciso voltar para o século 21. — Falei me virando e começando a caminhar rápido.
— Vamos tentar com o pai, trocar a chave pelo filho. — Limbrey disse ao homem. — Pegue-o.
Dei passos largos assim que vi um portão e pra merda da minha não surpresa, ele estava trancado com correntes. Sacudi tentando soltar as correntes enferrujadas, mas não adiantou nada.
Resolvi voltar e tentar sair pelo outro lado, mas o cara da Limbrey veio na minha direção.
— Vai encarar? — Tentei bancar o durão e fingir coragem, eu estava com o coração a mil. E ele tirou um taser dos bolsos, sempre da pra piorar, é impressionante.
Corri pra cima dele jogando o teaser longe e virei para o muro onde antes de conseguir pular, ele me puxou socando minha barriga. Ele tentou me atingir com o taser mas fui mais rápido chutando no meio das suas pernas, caímos no chão.
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I hate u, I love you • Rafe Cameron
FanfictionRafe e Angel se conhecem desde a infância, mas o que a Angel não sabe é que Rafe a conhece um pouco mais. Amor platônico, enemies to lovers, caça ou ouro. E também momentos de afiliação e relaxamento te esperam nesse livro. Em meio a novas amizades...
