Eu realmente fui na academia, e nem fui com a cabeça de encontrar o Rodolffo, só senti mesmo vontade de ir. O incrível hulk ficou feliz em me ver, me passou uma série de exercícios e eu fiz todos sem reclamar. Foi até bom para gastar um pouco a energia.
Finalizei os exercícios, e deixei a academia, mas quando percebi, ao invés de seguir o caminho até o meu apartamento, eu estava indo para o condomínio de Rodolffo. Acho que precisamos mesmo conversar, afinal.
O porteiro me cumprimentou educado, e ficou alguns segundos no interfone com Rodolffo, enquanto me olhava de rabo de olho, até liberar minha entrada.
Mordi a bochecha e pensei um pouco antes de arrancar o carro, talvez ele não quisesse me ver, e aquela fosse minha deixa para ir embora de vez. Mas minha teimosia me fez seguir o caminho.
Quando cheguei na entrada da casa dele e estacionei, vi a porta de entrada já aberta, e respirei fundo antes de descer do carro e acionar a trava. O encontrei sentado no sofá, mexendo no cabelo e olhando para um ponto fixo do outro lado da sala, seu rosto estava sério.
- Ei, podemos conversar? - perguntei e ele se virou para me olhar, franzindo a sobrancelha, depois de me analisar dos pés à cabeça.
- Ocê tava na academia? - quis saber e eu confirmei com a cabeça. - Deixa eu advinhar, tava procurando um cara pra fazer o seu ménage. – ele me acusou e eu rolei os olhos.
- Larga de besteira. - o repreendi. - Eu só fui malhar. - respondi e ele bufou. - Você não quer fazer o ménage, já entendi e não vou insistir mais nisso.
- Não sei nem porque considerou isso, para início de conversa. – ele reclamou.
- Te expliquei que era pro meu livro, Rodolffo.
- Então todas as vezes que quiser escrever sobre algo diferente no seu livro, você vai querer passar pelas mesmas experiências? – ele perguntou bravo. – Não quero minha mulher passando na mão de outros homens.
- É, mas eu tive que aceitar você ficar com outras, enquanto estava comigo.
- Ocê tinha me perdoado.
- Perdoei, mas não esqueci. Aquela vez na academia, você deu a entender que não queria que eu ficasse com outros homens, mas estava pelas minhas costas pegando outras, mesmo que a gente não tivesse nada sério ali, não acha que errou também? – ele não respondeu nada, só suspirou. – Eu realmente não quero brigar, mas acho que está sendo meio infantil de ficar com raiva de mim por isso, poderia apenas dizer que não se sente confortável e a gente seguiria a vida, e não ficar me ignorando por dias. A não ser que não queira mais ficar comigo, se for isso, me fala e eu vou embora.
- Eu só não gostei, Ju. Só a ideia de ter outro homem te tocando... - ele fez careta e eu vi que ficou nervoso.
- Tá com ciúmes, é?
- Eu não tenho ciúmes.
- Aham, eu que tenho. – abafei uma risadinha. – Eu tô grudenta, posso tomar banho antes da gente terminar essa conversa?
- Ocê sabe onde fica o banheiro. - sorri e subi as escadas correndo, indo direto para a sua suíte e tirando minhas roupas, antes de me enfiar embaixo do chuveiro.
Já estava quase finalizando o banho, quando me senti sendo observada. Me virei de frente para a porta e eu vi encostado no batente, sorri travessa e o chamei com o indicador, para que entrasse no chuveiro comigo.
Ele negou com a cabeça, enquanto sorria e retirava a roupa, abrindo uma das gavetas do banheiro e pegando uma embalagem de preservativo, antes de entrar no chuveiro comigo.
Rodolffo me enlaçou pela cintura, pressionando meu corpo com o seu, contra a parede do banheiro, me encarando com aqueles olhos castanhos e intensos. Segurou meu queixo, me forçando a olhar diretamente em seus olhos, que me atraiam como imã.
- Você.É.Minha. – sussurrou pausadamente, enquanto me olhava, a sua fala possessiva, me incomodou na mesma proporção que me deixou excitada e úmida, e mesmo que eu tenha pensado em rebater, apenas gemi, quando depois disso ele sugou meus lábios.
Segurei a sua nuca, acariciando seus cabelos e o puxando num convite para aprofundar aquele beijo, eu estava sedenta de saudades dele, e não via a hora de o sentir dentro de mim.
Ele entendeu o recado, segurando minhas coxas, e abrindo as minhas pernas ao se encaixar entre elas, e me pressionar ainda mais forte contra a parede, ao mesmo tempo que seu beijo quente, incendiava todo o meu corpo.
Suas mãos percorriam meu corpo, e eu rebolava meu quadril de encontro ao dele, já sentia sua ereção proeminente e aquilo me deixava ainda com mais tesão. Seus beijos foram para o meu pescoço, descendo pela minha clavícula, chegando na curva dos meus seios, me fazendo gemer a cada toque e beijo que ele me dava.
Arqueei meu corpo, quando ele sugou um dos meus mamilos, sentia meu corpo arder como brasa, minha intimidade pulsava de desejo de tê-lo ali.
Rodolffo rasgou a embalagem do preservativo, vestindo seu membro, antes de me carregar novamente e me penetrar de uma só vez, numa estocava firme e funda. Gemi alto, quando o senti inteiro dentro de mim, fincando seus ombros com as minhas unhas, quando ele começou a fazer movimentos rápidos de vai em vem dentro de mim.
Meus gemidos ecoavam no banheiro, enquanto ele investia forte dentro de mim, e eu já não sentia mais nada além de prazer.
- Fala que é minha. – ele pediu autoritário no meu ouvido, diminuindo a velocidade das estocadas, sabendo que eu estava prestes a gozar.
Continuei rebolando em seu pau, me recusando a responder. Rodolffo desceu uma das mãos e levou até meu centro, pressionando meu clitóris com um dos dedos, fazendo uma onda elétrica percorrer meu corpo, quando senti a sensação familiar do orgasmo começar a me atingir.
- Fala que é minha, ou eu não te deixo gozar. – ordenou novamente, deixando de me acariciar e chupando meu pescoço, e brincando com um dos meus mamilos. – Você é minha, Ju. Fala que é minha.
- Eu sou sua. – respondi com a voz trêmula, e ele sorriu vitorioso antes de voltar a investir rápido dentro de mim, ao mesmo tempo que pressionava meu clitóris.
O orgasmo veio intenso, e eu vi pontos coloridos em minha vista, enquanto amolecia em seus braços, para só depois o sentir se derramar na camisinha, ao atingir o próprio ápice,
Rodolffo escorregou seu membro para fora de mim, mas não deixou de me abraçar.
- Você não pode continuar me torturando com sexo. – reclamei, ainda ofegante.
- E você não pode mais me pedir pra te dividir com outro homem, só de pensar nisso eu fico doente.
- Não vou. – afirmei.
- Ótimo. – ele respondeu, voltando a me apoiar no chão.
Terminamos nosso banho, e voltamos para o quarto.
- Vai dormir comigo hoje?
- Não posso, bebê. – respondi enquanto me secava. – Não trouxe roupas, e não posso continuar me atrasando pro trabalho.
- Fica mais um pouquinho. – ele pediu se aproximando, e beijando meu pescoço.
- Todo safado ele.
- Sempre.
-
-
VOCÊ ESTÁ LENDO
Meu Romance!
FanfictionJuliette é uma advogada, que gosta de escrever romances nas horas vagas. Depois de escrever um novo romance, e receber um pedido da editora chefe para deixá-lo mais quente, ela conta com um novo desafio: achar um cara que a faça viver uma paixão ard...
