Que nojeira.
Que. Nojeira.
Nojeira.
Cacete.
Aquelas palavras estão rondando minha mente.
Por que estão me perturbando tanto?
Isso não devia ser algo para me assombrar assim. Palavras vindas de Tom não deviam me assombrar assim. Ele disse algo que há alguns dias eu também estaria dizendo. Alguns dias? Não, eu diria isso agora mesmo.
Ser um casal com Tom Kaulitz seria uma nojeira. Ponto final.
Merda, isso não ajudou.
Eu apoio minha cabeça no vidro frio da janela do avião e observo as gotas de chuva se chocarem contra ele.
Minha mente está tão confusa que sinto minhas veias pulsarem por sob a pele. Fecho os olhos com força e massageio as têmporas na tentativa de expulsar essa dor aguda e repentina que surgiu na minha cabeça.
—Matilda? — Olho para frente e vejo apenas metade de um rosto me observando pela extremidade entre uma poltrona e outra.
Falando no diabo.
—Sim? — Digo em um suspiro e voltando a fechar os olhos para aliviar a pressão na cabeça.
—Você está bem? — Tom pergunta em um sussurro dando uma checada em Bill, tomando cuidado para não acorda-lo, o que acho meio impossível já que o garoto se encontra em um sono profundo desde que decolamos.
—Estou com dor de cabeça. — Passo a língua sobre os dentes.
—Tem a ver com o voo? — Ele se endireita no estofado e se vira completamente para mim.
Nego.
O voo está bem tranquilo, por mais que esteja chovendo bastante do lado de fora. Nenhuma turbulência ou bebês chorando. Está realmente bem sereno. Mas minha cabeça está tão agitada que faz com que tudo pareça um caos ao meu redor.
—Minha cabeça está cheia. — Entorto o nariz e tento não prestar atenção na pontada no estômago que acabei de sentir.
—Por que? Essa cabecinha pensa em outra coisa que não seja sobre... — Ele começa a fazer um comentário que tenho certeza que seria ofensivo, mas sua boca se fecha como um zíper assim que o fuzilo com os olhos. — Por que está tão nervosa?
Puxo o ar com força e olho através da janela.
—Estou cansada. — Aperto o estômago com uma das mãos e engulo seco. — E agora estou enjoada.
—Porra. — Tom analisa minha mão pressionada na barriga e então acena com a cabeça. — Vem comigo.
Viro o rosto com cuidado.
—O que? — Digo em um tom de voz baixo.
O garoto simplesmente se levanta e sai andando pelo corredor estreito até estar de frente para o banheiro do avião. Ele me olha e faz um sinal com a mão.
Bufo. A poltrona ao meu lado está vazia, menos mal. Me levanto com calma e me viro meio de lado para poder andar pelo corredor sem incomodar as pessoas que estão sentadas.
—O que foi? — Apoio as costas na porta do banheiro e estico um dos braços contra a parede da frente.
—Entre. — Ele aponta para o lugar atrás de mim.
Tombo a cabeça no braço.
Esse jeito mandão me deixa ainda mais confusa sobre o que penso sobre ele.
—Para que? — Levanto o rosto.
—Apenas entre. — Ele estica a mão e destranca a fechadura.
Suspiro e faço o que ele pede.
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training wheels - Tom Kaulitz
Romance"𝑵𝒂̃𝒐 𝒒𝒖𝒆𝒓𝒐 𝒎𝒂𝒊𝒔 𝒔𝒆𝒓 𝒂 𝒄𝒓𝒊𝒂𝒏𝒄̧𝒂 𝒒𝒖𝒆 𝒂𝒊𝒏𝒅𝒂 𝒖𝒔𝒂 𝒃𝒊𝒄𝒊𝒄𝒍𝒆𝒕𝒂 𝒄𝒐𝒎 𝒓𝒐𝒅𝒊𝒏𝒉𝒂𝒔." Matilda Müller se tornou uma garota muito famosa, a tecladista da banda mais renomada de seu país. Ela é só uma menina, mas...
