Domingo. Dia 8 de julho. Ou seja, meu aniversário.
Eu insisti muito para que não houvesse festa alguma, praticamente implorei para meus pais, mas segundo eles deixar essa data passar em branco como se fosse qualquer dia do ano os deixaria muito chateados.
Talvez eles não tenham pensado que o fato de que eu implorei para não ter festa significa que eu ficaria chateada se houvesse uma. Mas como pedir algo para meus pais é igual falar com uma pilha de tijolos, cá estamos, no meio da casa, decorando cada canto da mesma.
—Pendure isso ali... ou aqui? — Minha mãe pousa uma mão no queixo pensativa. — Não. Ali mesmo.
Meu pai a obedece e carrega a enorme faixa escrita "feliz aniversário, Matilda" para a frente dos pilares centrais da casa, para quando os convidados entrarem, eles possam ver o gigante e humilhante aviso de que estou envelhecendo mais um ano.
—Matilda, vá para a porta e me diga se está torto, por favor. — Meu pai pede e antes que possa obedecê-lo, reviro os olhos e bufo dramaticamente.
Avisei meus pais que seria uma tarefa apenas deles organizar tudo, até porque eu disse desde o início que não queria isso tudo, mas mais uma vez... pilha de tijolos.
Me levanto e caminho até a porta, me viro para a fachada e cruzo os braços.
—Suba um pouco para a direita. — Digo baixinho.
—Assim? — Ele estica o braço e, ou não tem noção nenhuma do que significa "um pouco" ou está me provocando para que eu termine o dia ainda mais estressada.
—Mais para baixo. — Digo entredentes.
—Matilda, olha o jeito. — Minha mãe avisa com os olhos penetrantes em minha direção.
Abro a boca indignada. Eu simplesmente fiz o que me pediram para fazer, e se estou estressada ou não, isso é cem por cento culpa deles.
Exalo profundamente e tento me acalmar.
—Desculpa. — Tranco o maxilar. — Que horas todos começam a chegar?
—Daqui uma hora. — Minha mãe responde observando meu pai encima da escada ainda lutando para deixar a faixa simétrica.
—Vou começar a me arrumar.
—Claro, vai lá.
Entro no meu quarto e fecho a porta atrás de mim. Olho para o meu guarda roupa e já sinto uma onda de nervosismo me consumir. Não tenho roupas que digam que estou fazendo 16 anos. Droga, Tom está cada vez mais certo sobre suas palavras.
Falando em Tom, não nos falamos desde quinta. E isso está me fazendo sentir ainda mais culpada pelo que fiz. Os meninos confirmaram presença e disseram que virão, então estou pensando em falar com Tom hoje e me desculpar mais uma vez pelo ocorrido.
Estou pensando nisso e encarando o único vestido que parece apresentável para a ocasião. Um vestido de alça preto e quase totalmente colado, mas nem tanto, o que é ótimo.
Me dirijo para o banheiro e demoro no mínimo 40 minutos para me aprontar. Me olho no espelho e suspiro. Estou bonita.
Desço as escadas e vejo os meninos na sala, chegaram primeiro. Sorrio e desço os degraus com pressa.
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training wheels - Tom Kaulitz
Cinta"𝑵𝒂̃𝒐 𝒒𝒖𝒆𝒓𝒐 𝒎𝒂𝒊𝒔 𝒔𝒆𝒓 𝒂 𝒄𝒓𝒊𝒂𝒏𝒄̧𝒂 𝒒𝒖𝒆 𝒂𝒊𝒏𝒅𝒂 𝒖𝒔𝒂 𝒃𝒊𝒄𝒊𝒄𝒍𝒆𝒕𝒂 𝒄𝒐𝒎 𝒓𝒐𝒅𝒊𝒏𝒉𝒂𝒔." Matilda Müller se tornou uma garota muito famosa, a tecladista da banda mais renomada de seu país. Ela é só uma menina, mas...
