Tom aperta o play e vem de encontro a mim no sofá, mas mantém uma distância totalmente razoável entre nós.
Estou em uma ponta e ele em outra, mas ao invés de me sentir confortável com o espaço, me sinto invadida. Arrumo a postura, cruzo as pernas e contraio as coxas.
—Vai assistir a um filme de terror desse jeito? — Ele pergunta me tirando do transe. — Você está parecendo uma deputada.
—Estou confortável. — Digo tentando manter a atenção apenas na cena de abertura do filme.
—Não está não. — Ele se arrasta um pouco para o meu lado. — Vem cá, a cada susto você vai praticamente cair do sofá. Encosta aqui.
—Eu estou bem... — Continuo tentando convencê-lo.
—Matilda, encosta aqui agora. — Ele não está pedindo. É uma ordem.
Desvio meu olhar da tela plana e lanço um olhar de surpresa na direção de Tom.
—Você é muito insistente. — Acuso.
—E você é muito teimosa. — Ele revida e se aproxima mais alguns centímetros.
Quase engasgo quando sinto suas duas mãos pegarem as laterais do meu quadril e tentarem me puxar para trás.
—Viu só... — Ele aplica mais força nos braços e me puxa com brutalidade, fazendo com que eu solte um gritinho de susto.
—Ai, porra. — Murmuro quando sinto minhas costas se chocarem contra seu peitoral.
Sua mão esquerda que antes estava no meu quadril, agora está subindo pelo meu braço e indo até a parte lateral do pescoço. Seus dedos quentes puxam meu cabelo de lado para conseguirem depositar um carinho estranhamente gostoso na minha pele.
—Agora vê se relaxa e presta atenção no filme.— Ele diz espalmando a mão no meu pescoço de uma forma que consigo sentir seus calos recém formados.
Estou tentando Tom Kaulitz, mas sua mão se esfregando no meu busto me deixa completamente atordoada.
—Tom. — Minha voz sai como um sussurro e me odeio por isso.
—Sim? — Sua mão continua com o carinho distraidamente.
—Para com isso. — Aponto para meu pescoço e então seu movimento é interrompido.
—Você quer que eu pare? — Ele pergunta.
Eis a questão. Eu quero que ele pare? Meu corpo diz que não. Mas meu juízo está implorando para que encerremos a brincadeira agora.
—Eu... — Sua mão desce mais um pouco, e posso jurar que está tentando pegar em meu seio esquerdo. Mas devo estar paranóica. — Quero.
—Tudo bem. — Ele solta um risinho. — Estava tentando te distrair dos zumbis, mas já que você é super corajosa...
—Sou corajosa mesmo. — Acompanho sua risada mas me distraio quando alguém é mordido com toda a força na televisão. — Ah não. Por que não avisou que isso iria acontecer? — Tampo os olhos com as duas mãos.
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training wheels - Tom Kaulitz
Romansa"𝑵𝒂̃𝒐 𝒒𝒖𝒆𝒓𝒐 𝒎𝒂𝒊𝒔 𝒔𝒆𝒓 𝒂 𝒄𝒓𝒊𝒂𝒏𝒄̧𝒂 𝒒𝒖𝒆 𝒂𝒊𝒏𝒅𝒂 𝒖𝒔𝒂 𝒃𝒊𝒄𝒊𝒄𝒍𝒆𝒕𝒂 𝒄𝒐𝒎 𝒓𝒐𝒅𝒊𝒏𝒉𝒂𝒔." Matilda Müller se tornou uma garota muito famosa, a tecladista da banda mais renomada de seu país. Ela é só uma menina, mas...
