18.

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Sabe aquele momento que você não espera que vá acontecer? Todos os sinais indicam que aquilo é impossível, mas no final acontece?

Esse é um daqueles momentos.

Nós não devíamos fazer o que estamos prestes a fazer. Mas é o que acontece.

Estamos num depósito. É escuro como breu e cheira a material de limpeza, mas, de repente, o corpo de Tom pressiona o meu, e tudo o que consigo sentir é o seu cheiro. Suspiro quando sua boca cobre a minha, porque não vi o beijo chegando. Na verdade, não consigo ver nada. Mas pode ter certeza de que sinto. Os músculos rígidos do peito de Tom, tensos sob a camiseta comprida. A insistência sedutora de sua língua, deslizando por meus lábios entreabertos e enchendo minha boca.

Passo os braços por seu pescoço e correspondo ao beijo ansiosamente. Num piscar de olhos, ele me coloca sobre seu colo e enfia a coxa musculosa entre minhas pernas. O contato inesperado desencadeia uma onda instantânea de desejo que me domina por completo.

Tenho medo de admitir que pesquisei sobre o que sinto quando estou com ele. E também perguntei para Gustav, de forma indiferente, o que seria aquela maldita sensação de que quero fazer xixi quando estou em situações... íntimas. Bem, isso é tesão.

E estou sentindo isso agora. Estou com muito tesão.

Tom me beija com uma vontade insaciável, chupando minha língua como se fosse bala. Então segura minha bunda e me puxa mais para perto, esfregando nossos corpos um no outro.

—Não devíamos fazer isso... — Ele rosna as palavras contra meu pescoço antes de afundar os dentes nele, causando uma pontada de dor que imediatamente suaviza com a língua.

Não tinha percebido que meu pescoço tinha tantas terminações nervosas. Estou pegando fogo, cada centímetro de pele formigando com
o toque dele, se arrepiando cada vez que seus lábios viajam por minha carne febril.

Há uma tensão entre minhas pernas que cresce cada vez mais, até que estou desavergonhadamente me esfregando em sua coxa, numa tentativa desesperada de me aliviar. Nunca fiz isso antes, e a noção de que qualquer um poderia entrar e nos pegar aqui é tão emocionante que meus quadris se movem mais depressa, desejando o atrito.

—Caralho... você está acabando comigo. — Murmura ele. — Continua assim, se esfrega em mim...

Minha. Nossa.

Esse tipo de papo para mim é... novidade. E excitante. Estou com tanto tesão que nem consigo formular pensamentos coerentes.

Ele faz um caminho de beijos por minha pele até chegar à minha boca, enfiando então a língua bem fundo, imitando os movimentos dos quadris. Se, há uma semana, alguém tivesse dito que Tom Kaulitz estaria me agarrando num depósito do colégio, eu teria morrido de tanto rir.

Mas aqui estamos, e é bom demais. Meu clitóris pulsa cada vez que o fecho da calça dele o pressiona.

—Tom... — Murmuro de olhos fechados e jogo a cabeça para trás.

Tem uma sensação avassaladora se aproximando, e se não estou louca, esse é o tão esperado clímax. Esse formigamento louco dentro de mim... acho até que posso gozar assim. De roupa, apenas pelo contato de sua coxa... é, estou quase lá.

Um ruído desesperado escapa da minha boca, mas é imediatamente engolido por outro beijo faminto de Tom, que balança os quadris com mais força, mais rápido, até o prazer contido em mim explodir numa onda de pura felicidade que me atravessa, comprimindo meus dedos e me fazendo contorcer os pés.

Tom deixa a cabeça cair na curva do meu pescoço e solta um grunhido baixo. Ele respira com dificuldade contra a minha pele, enquanto todo o seu corpo treme.

—Porra. Isso foi demais. — Ele murmura, alguns segundos mais tarde.

Seus braços me envolvem, me apertando com força contra o peito forte, à medida que nós dois nos recuperamos, ambos com a respiração ofegante e o coração batendo em uníssono. Um minuto inteiro se passa, até que ele me solta e se afasta.

Meus olhos se ajustaram à escuridão, e o vejo pegar uns guardanapos de uma pilha, numa das prateleiras mais próximas.

—O que é isso? — Pergunto inocentemente, mas quando o sorriso malicioso e satisfeito de Tom se direciona a mim, sinto como se minhas bochechas estivessem em chamas. — Você...

—É pirralha, eu gozei. — Ele enfia a mão nas calças, depois tira o guardanapo amassado e joga na lata de lixo perto da porta. — Por culpa sua...

Em seguida, me puxa para perto, com a boca junto ao meu ouvido, diz, com a voz rouca.

—Mandei não me deixar fazer isso.

Começo a rir. Não tenho ideia do motivo, mas é tudo tão surreal que me pego tremendo, o que provoca uma gargalhada profunda dele.

—Foi mal. — Respondo, entre risos.

Seus lábios roçam os meus por um breve momento, e então ele pega minha mão e me levanta até a porta. Tom faz uma pausa diante dela, curvando-se galantemente antes de abrir para mim.

—Depois de você. — Ah, merda. Essas três palavrinhas derretem meu coração, transformando tudo numa maçaroca quente e grudenta dentro do meu peito.

Pelo menos agora sei como me sinto a respeito disso tudo.

Acho que posso estar gostando dele. Bastante.

training wheels - Tom KaulitzOnde histórias criam vida. Descubra agora