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Eu o provoco com beijos suaves na lateral do pescoço, movendo meu corpo para que ele não possa deixar de sentir o calor da minha boceta contra sua coxa. Boceta. Estou até começando a pensar que nem ele. Tom me corrompeu com as palavras sujas que sussurra quando brinca comigo, e gosto disso. Gosto da emoção de ser ousada e devassa, e amo o jeito como sua carne quente treme quando o provo com a língua. Sua cabeça está voltada para o lago, mas sei que não está prestando atenção na paisagem. A protuberância em sua calça jeans aumenta, dura e longa contra o tecido. Beijo seu pescoço, sentindo os fortes tendões tensionarem, o pomo de adão vibrando sob meus lábios.

Quando fala, sua voz é tão rouca que me arrepia.

—Deita aí.

Ergo a cabeça e encontro seus olhos. As pálpebras estão pesadas, e o olhar, nebuloso. Faço que sim e minhas costas vão de encontro com o chão. Temos agido com tanta ternura ao longo dessa semana que faz com que eu me esqueça totalmente que estávamos totalmente irritados e gritando um com o outro naquele quarto de hotel. Parece que foi há uma vida.

Estamos a meio metro de distância um do outro. Ele não se move. Não me toca. Apenas me olha, com nada menos que admiração nos olhos.

—Você é tão linda.

Até parece. Estou de calça jeans e uma blusa solta listrada que fica caindo de um dos ombros. Meu cabelo está desarrumado, porque os vidros do carro estavam abertos e soprando um vento louco enquanto ele dirigia até aqui. Sei que não estou bonita, mas a forma como olha para mim... faz eu me sentir bonita.

Me apoio nos cotovelos e me sento novamente, seguro a barra da blusa, puxo-a por cima da cabeça e a deixo cair no chão. Suas narinas se dilatam diante da visão do meu sutiã minúsculo meia taça. Sustentando seu olhar, levo as mãos às costas, abro o fecho, e o sutiã cai também. Tom inspira fundo. Já viu meus peitos antes. Já me viu seminua, na verdade. Mas a fome em seus olhos, a admiração reluzente... é como se estivesse me olhando pela primeira vez.

Tiro a calça e a calcinha e me aproximo dele, com uma confiança que me assusta. Deveria estar nervosa, mas não estou. Minhas mãos estão firmes enquanto tiro sua camiseta. Seu peitoral nunca falha em me deixar tonta. É torneado. Masculino. Perfeito.

Baixo sua calça jeans juntamente de sua cueca, e ele não diz uma palavra. Ainda não tinha o visto nu, é a primeira vez que o vejo assim, e puta merda, ele é perfeito. As únicas vezes que vi um pênis foram em aulas de anatomia humana ou em algum filme pornô francês. Mas isso, nada se compara a isso. Sua ereção se projeta, rígida e imponente. Quando envolvo os dedos nela, Tom emite um ruído desesperado no fundo da garganta.

Mas ainda não me toca. Seus braços permanecem pensos junto ao corpo; ele, completamente imóvel. Acho que nem pisca.

—Tem algum motivo para suas mãos não estarem em cima de mim agora? — Provoco.

—Estou tentando ir devagar. — Ele explica. — Se tocar você, não vou ser capaz de parar, e aí já vou estar dentro e...

Calo sua boca com um beijo firme, levando as mãos à sua nuca.

—Essa é a ideia. Você dentro de mim. — Então mordisco seu lábio inferior e, de uma hora para outra, o resquício de controle ao qual ele estava se agarrando já era.

Rosnando contra meus lábios, Tom me empurra em direção ao chão, o corpo forte pressionado contra o meu, a ereção entre nós.

Pousamos com um baque que nos faz rir. O lençol tem cheiro de sabão em pó, parecendo limpo e convidativo, e o aroma, misturado com o odor masculino inebriante de Tom, faz meu cérebro mergulhar numa névoa. Seu corpo se move com urgência à medida que ele me beija de novo. Estava certo em me avisar, porque não consegue parar de me beijar, nem para respirar. E não tira as mãos de mim. Do meu corpo todo. Tom explora avidamente o pescoço, os seios, a barriga, e então está entre minhas pernas, sua língua lambendo meu clitóris, quente e ganancioso.

training wheels - Tom KaulitzOnde histórias criam vida. Descubra agora