8 anos depois
—Eu vos declaro marido e mulher. — O padre levanta as mãos como se estivesse abençoando cada um de nós. — Agora você pode beijar a noiva.
Georg sorri antes de puxar Paolla calorosamente para seus braços em um beijo apaixonado e encantador.
Eu mordo o lábio inferior contendo a empolgação de estar aqui, viva para ver isso acontecer. Seguro o buquê de Paolla enquanto a observo sair do altar com o braço esquerdo enlaçado no braço do marido.
Estou muito feliz que tenham me chamado para ser madrinha desse casamento.
Desde o acidente, muitas coisas mudaram. Minha vida inteira mudou, na verdade.
Não estou mais na banda. Nada muito trágico aconteceu, eu apenas resolvi dar um tempo para estabilizar minhas emoções. Saí da casa dos meus pais, comprei uma cobertura no centro da cidade e comecei a dar aulas de teclado. Algo que se tornou muito prazeroso com o tempo. Minha relação com minha mãe se tornou muito mais leve. Ainda temos nossas desavenças, mas nada que não seja resolvido com um diálogo. Bom, o fato de que agora tenho 24 anos ajudou muito nessa mudança entre nós. Era difícil lidar comigo quando ainda era uma adolescente, mas lidar comigo na fase adulta... parece ser bem mais tranquilo para todos. Costumo receber muito a visita dos meninos em minha casa, primeiro porque ainda somos melhores amigos, e segundo porque um deles é irmão gêmeo do meu marido.
Detalhe bobo: Tom e eu casamos.
Hm, não é como se alguém fosse desconfiar disso, não é?
Tom fez uma promessa à mim quando eu acordei naquela cama de hospital. Disse que nunca mais me deixaria ir embora, em nenhuma circunstância. E eu o prometi nunca fugir. Mas para ser sincera, nem se eu me esforçasse eu teria motivos para fazer isso.
Ele é a pessoa mais incrível que eu poderia ter imaginado um dia conhecer. Tom se tornou um homem extremamente gentil e maravilhoso. Ele se tornou muito mais amável e sensível com as pessoas depois que lidou com a morte de Jordan, um garotinho que ele adorava. Até hoje não sei muito bem o que houve entre os dois, mas seja lá o que for, mexeu com Tom, e o moldou ainda mais para ser a pessoa que é hoje.
E acho que, nem se tentasse, poderia negar o quanto sou apaixonada por ele.
Em uma noite chuvosa, acabamos brigando por algo tão tosco quanto o possível. Gritamos um com o outro, e agimos como dois idiotas. Ele saiu da casa, e eu fiquei lá, chorando e me perguntando o que havia dado errado e se sequer ele voltaria para casa. Depois de quarenta minutos de agonia, ele abriu a porta, ensopado pela chuva, segurando um pacote de gomas de melancia. Eu desabei ali e foi como se não tivesse acontecido nada, porque minutos depois estávamos no quarto fazendo amor. E é isso que eu adoro nesse homem. Ele me põe em primeiro lugar e tenta colocar um sorriso no meu rosto o tempo todo. Mesmo que ele também precise de alguém que faça isso por ele.
Sempre que estou chateada, faz litros de chocolate quente e se senta ao meu lado, apenas para me ouvir desabafar enquanto me vê chorar como uma criança e massageia meus pés com um creme corporal de lavanda.
Eu o amo. E é por isso que a escolha de o ter comigo para sempre é esplêndida.
Olho para o outro lado do altar, e vejo seu sorriso amplo na direção do amigo. Ele está lindo como sempre, seu cabelo castanho comprido está preso em um coque e sua barba está aparada do jeito que me deixa maluca. Não tenho controle sobre meus olhos. Eles descem e analisam cada detalhe de seu traje. De sua camisa branca e sua gravata, que estou louca para arrancar de seu pescoço, até sua calça que marca todos os músculos deliciosos de suas coxas.
Esse homem é o motivo de todas as minhas calcinhas encharcadas, caramba.
Ai droga, estou dentro de uma igreja, pensando no quanto estou excitada com o fato de meu marido ser de tirar o fôlego.
Isso é tão errado e antiético que me faz desviar o olhar para qualquer canto da decoração.
—Psiu...
E é claro que ele notou meu olhar carnívoro.
Viro o rosto e vejo que ele já está muito próximo a mim.
—Sabia que é pecado fitar os outros dentro de uma igreja? — Ele diz em um sussurro acenando o lugar com a cabeça.
Olho rapidamente para os bancos, com medo de que alguém nos ouça. Mas os convidados já estão todos lá fora, jogando punhados de pétalas brancas sobre as cabeças dos recém casados.
Olho para Tom e tenho vontade de socar seu rosto perfeito.
—Não estava fitando você. — Digo com firmeza. — Estava vendo se tinha algum fio solto em sua camisa.
Ele solta uma risadinha e se aproxima mais um pouco.
—E achou algum? — Sua voz está muito mais grave hoje em dia, e agradeço a puberdade por isso.
Comprimo os lábios e dou uma checada rápida em seu peitoral coberto pela camisa.
—Não, está limpo. — Digo secamente e me viro para ir embora, mas o espertalhão me puxa pela cintura, me rodopia e me prende contra si. — Tom...
Ele inclina a cabeça e deposita um beijo quente e molhado em meu pescoço. O contato me faz arquejar.
—Agora é você quem está pecando. — O afasto com um sorriso fraco.
Ele sorri com diversão e passa os dois braços por trás de mim.
—Então acho que é melhor irmos para outro lugar. — Ele tomba a cabeça de lado e encara meu decote descaradamente. — Porque se eu disser em voz alta o que está passando pela minha cabeça agora, vou estar condenado ao inferno.
Dou um soco em seu peito e solto uma risada que ecoa por toda a capela.
—Você não tem jeito mesmo. — Digo com um sorriso. — O que seria de você sem mim?
Ele enrijece a feição e encara meus olhos com ternura.
—Não seria nada sem você.
[•••]
OI GENTE! Nem acredito q cheguei ao final da minha segunda fic... isso é emocionante demais e me deixa tão feliz que é difícil explicar. "Training Wheels" foi uma história q eu AMEI escrever, e espero q vcs tenham amado ler.
VCS SÃO TUDOOOOO!!! Obrigada de vdd por isso, digo sem medo q a escrita salvou minha vida, e devo tudo isso a vcs e ao Tom. Essa nova fase da minha vida começou por ele e agradeço horrores por isso.
Amo muuuuito vocês! Obrigada por tudo.
Ass: Lu.
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training wheels - Tom Kaulitz
Storie d'amore"𝑵𝒂̃𝒐 𝒒𝒖𝒆𝒓𝒐 𝒎𝒂𝒊𝒔 𝒔𝒆𝒓 𝒂 𝒄𝒓𝒊𝒂𝒏𝒄̧𝒂 𝒒𝒖𝒆 𝒂𝒊𝒏𝒅𝒂 𝒖𝒔𝒂 𝒃𝒊𝒄𝒊𝒄𝒍𝒆𝒕𝒂 𝒄𝒐𝒎 𝒓𝒐𝒅𝒊𝒏𝒉𝒂𝒔." Matilda Müller se tornou uma garota muito famosa, a tecladista da banda mais renomada de seu país. Ela é só uma menina, mas...
