Capítulo 13: A Missão no Texas

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O sol estava ardendo no céu do Texas enquanto Buck descia do avião, pronto para a missão que o aguardava

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O sol estava ardendo no céu do Texas enquanto Buck descia do avião, pronto para a missão que o aguardava. Ele tinha sido chamado para colaborar com a equipe da 126, em Austin, Texas, para um resgate complexo envolvendo uma série de incêndios florestais. Era uma oportunidade para se distrair e, talvez, se afastar das tensões que pairavam entre ele e Eddie.

A equipe da 126 o recebeu de braços abertos. Capitão Owen Strand, conhecido por seu profissionalismo e liderança firme, apresentou Buck aos membros da equipe. Um deles, em particular, chamou sua atenção — TK Strand, o paramédico habilidoso e filho do capitão. TK era conhecido por seu comprometimento no trabalho, mas também por sua beleza marcante e charme natural.

Logo no primeiro encontro, Buck notou algo diferente no comportamento de TK. Seus olhares demorados, os sorrisos mais longos e o tom de voz sempre suave quando falava com Buck. Mas, no início, ele não pensou muito nisso. Estava ali para o trabalho, e sua cabeça ainda estava cheia de pensamentos sobre Eddie e sobre tudo o que eles estavam passando.

A missão começou a esquentar rapidamente, tanto no sentido literal quanto no figurativo. Os incêndios se espalhavam rapidamente, e a colaboração entre a 118 e a 126 era essencial para controlar a situação. Em meio ao caos, Buck se jogou de cabeça no trabalho, como sempre fazia. Seu foco estava no resgate, nos incêndios e nas vidas que precisavam ser salvas. Mas, sempre que havia um momento de pausa, lá estava TK, sutil, mas persistente.

No primeiro dia, TK se ofereceu para mostrar a Buck o posto de comando improvisado nas proximidades do incêndio. Enquanto caminhavam juntos, TK tentou quebrar o gelo com uma conversa descontraída.

"Então, como está gostando do Texas até agora?" TK perguntou com um sorriso enquanto os dois andavam.

Buck deu de ombros. "Quente. Muito quente. Mas fora isso, estou bem. O trabalho é o que me mantém no eixo."

TK assentiu, seus olhos fixos em Buck por um momento mais longo do que o necessário. "O trabalho nos mantém sãos, às vezes, né?"

Buck riu sem humor, concordando. "É, mais ou menos."

Por um momento, houve um silêncio entre eles, mas TK quebrou a tensão logo em seguida. "Ouvi dizer que você e o bombeiro Diaz são... próximos?"

Buck, pego de surpresa pela pergunta, olhou para TK, mas a resposta veio hesitante. "É, somos... muito próximos."

TK levantou uma sobrancelha, sem tentar disfarçar a provocação em seu olhar. "Eu também já tive algo parecido. Mas as coisas estão meio complicadas com o Carlos agora."

Buck sabia sobre TK e Carlos, o policial de Austin, e o relacionamento deles que, segundo os rumores, estava passando por uma fase difícil. Ele não sabia exatamente o que dizer, mas antes que pudesse responder, TK deu um passo mais perto, seu tom ficando mais suave. "Às vezes, é bom se distrair, sabe? A vida não tem que ser tão complicada."

Buck sentiu uma onda de desconforto passar por ele, mas ao mesmo tempo, havia uma atração inegável ali. TK era charmoso, sem dúvidas, e o olhar intenso que ele lançava em sua direção fazia o coração de Buck bater mais rápido. No entanto, sua mente rapidamente voltou para Eddie — o rosto sério e calmo, o jeito que ele o fazia se sentir seguro e amado. Ele tentou afastar os pensamentos que estavam começando a crescer.

Os dias seguintes foram ainda mais intensos. O incêndio não dava trégua, e o trabalho era árduo. No entanto, TK não parava de tentar. Ele se oferecia para ajudar Buck sempre que podia, acompanhava-o nas patrulhas de segurança e, de vez em quando, jogava uma frase mais sugestiva no meio das conversas.

"Você é um ótimo bombeiro, Buck. Mas aposto que tem outras habilidades escondidas aí," TK disse uma vez, com um sorriso malicioso.

Buck tentava ignorar. Tentava manter o foco no trabalho. Mas, depois de dias de estresse físico e emocional, ele começou a sentir sua resistência enfraquecer. TK era persistente, e havia algo na maneira como ele sorria, como falava, que mexia com Buck. Ele estava vulnerável, ainda confuso com tudo o que havia acontecido com Eddie, e TK sabia exatamente como tirar proveito disso.

Na última noite da missão, depois de finalmente conseguirem controlar os incêndios, a equipe se reuniu para um merecido descanso. As cervejas foram abertas, e a atmosfera relaxada fez com que Buck abaixasse um pouco a guarda. Ele estava sentado sozinho, observando o fogo da fogueira crepitar, quando TK se aproximou, uma bebida na mão e um olhar intenso no rosto.

"Essa foi uma missão infernal, hein?" TK disse, sentando-se ao lado de Buck.

"Com certeza," Buck respondeu, olhando para o fogo, tentando evitar o olhar de TK.

Mas TK não desistiu. Ele se inclinou um pouco mais perto, suas palavras carregadas de um tom sugestivo. "Sabe, Buck... nem tudo precisa ser sobre trabalho. A gente também merece se divertir um pouco."

Buck sentiu a tensão crescer em seu peito, e antes que pudesse se controlar, olhou para TK, seus olhos finalmente encontrando os dele. Havia algo no olhar de TK — uma mistura de desejo e compreensão — que fez Buck hesitar.

"Eu não sei, TK..." Buck começou, sua voz mais fraca do que gostaria.

Mas TK o interrompeu, colocando uma mão suavemente no joelho de Buck. "Eu sei que você está passando por muita coisa. E eu não estou pedindo nada complicado. Só uma noite... só nós dois, sem preocupações."

Buck sabia que aquilo era errado. Ele sabia que deveria parar. Mas, depois de tanto tempo se sentindo pressionado, confuso, e sobrecarregado, a tentação de simplesmente ceder foi grande demais. Ele estava cansado de lutar contra tudo e todos, cansado de sempre tentar ser o cara que fazia a coisa certa. E, naquele momento, com TK tão perto, ele simplesmente não resistiu.

Eles se aproximaram, e, antes que Buck pudesse pensar nas consequências, ele cedeu. Os dois se beijaram, primeiro devagar, mas logo a intensidade aumentou. TK sabia exatamente o que estava fazendo, e Buck, apesar de tudo, se deixou levar.

No final da noite, enquanto o resto da equipe dormia, Buck e TK se afastaram da fogueira, buscando um lugar mais privado. E, por um breve momento, Buck deixou tudo o que estava sentindo para trás, entregando-se ao que estava acontecendo entre eles.

Mas, quando o sol começou a nascer e a realidade voltou com força total, Buck sabia que havia cruzado uma linha da qual não podia voltar. E, apesar da tentação ter sido irresistível, o peso da culpa começava a se instalar. Ele sabia que isso mudaria tudo.

Entre Chamas e Emoções (BUDDIE 9-1-1)Histórias para pegar e não largar. Descubra agora