Buck e Eddie, dois bombeiros da Estação 118, sempre tiveram uma conexão forte, mas uma missão de resgate quase desastrosa muda a dinâmica entre eles. Em meio à rotina intensa de salvamentos, incêndios e situações de risco, eles precisam lidar com o...
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A reunião na escola estava marcada para o início da tarde, e tanto Buck quanto Eddie estavam tensos desde o momento em que acordaram. Era a segunda vez em poucos dias que eles tinham que voltar à escola para discutir o que havia acontecido com Christopher. O incidente ainda estava fresco, e Eddie sabia que Buck estava furioso, mas não podia deixar que ele perdesse o controle de novo.
"Você tem que se acalmar, Buck. Estamos indo para resolver isso, não para começar outra briga", Eddie disse com firmeza enquanto dirigia.
"Eu sei", Buck respondeu, mas sua voz revelava que ele estava longe de estar tranquilo. "Mas aquele cara... ele é um idiota, Eddie. Ele está criando um filho que faz da vida do Chris um inferno, e ninguém está fazendo nada sobre isso."
"Eu sei, mas bater no pai dele de novo não vai resolver nada. A gente precisa pensar no Chris, e não no que sentimos", Eddie insistiu.
Quando chegaram à escola, a diretora os aguardava junto com os pais dos outros meninos. O clima estava pesado, e Buck já sentia o sangue ferver ao ver o pai do garoto que havia provocado Christopher. O homem lançou um olhar debochado para Buck, claramente provocando.
A reunião começou de forma tensa, com a diretora explicando que o comportamento de todas as crianças envolvidas, incluindo Christopher, precisava ser abordado. Ela falou sobre a suspensão, e como a escola queria evitar que a situação escalasse ainda mais.
"Queremos encontrar uma solução que ajude todas as partes envolvidas", disse a diretora, tentando manter a calma. "E precisamos que vocês, como pais, colaborem para criar um ambiente mais saudável para os seus filhos."
Buck se remexia na cadeira, lutando para manter o controle. Mas foi quando o pai do outro garoto começou a falar que tudo desandou.
"Olha, eu entendo que o garoto de vocês tem dificuldades, mas ele também não é nenhum anjinho. Se não aguentam as provocações, talvez fosse melhor ensinar ele a ser menos sensível", disse o homem, com um tom ácido e cheio de desdém.
Aquilo foi a gota d'água para Buck. Ele se levantou bruscamente da cadeira, batendo as mãos na mesa. "Como é que é? O Chris não é sensível, ele só não é um pequeno idiota como seu filho!"
O pai do garoto riu, um riso sarcástico e provocador. "Ah, então é isso? Você acha que é um superpai agora, hein? Mas ele nem é seu filho de verdade."
"Você não sabe porra nenhuma sobre a nossa família!", Buck gritou, avançando em direção ao homem.
Eddie tentou segurar Buck, mas era tarde demais. Buck já estava fora de controle, e em segundos ele partiu para cima do outro pai, socando-o no rosto. A sala explodiu em gritos, e os professores tentaram separá-los, mas os dois homens se engalfinharam violentamente. O pai do outro garoto acertou um soco em Buck, e a briga escalou rapidamente.
A diretora chamou a polícia, e em questão de minutos, os oficiais chegaram para separar a confusão. Buck foi algemado enquanto continuava gritando com o pai do garoto, e o outro homem, igualmente machucado, também foi contido. A situação estava completamente fora de controle.
"Porra, Buck! O que você fez?" Eddie gritou, sua frustração evidente enquanto assistia Buck sendo levado pelos policiais.
Algumas horas depois, Eddie estava na delegacia, irritado e frustrado enquanto preenchia os papéis para pagar a fiança de Buck. Ele estava furioso, e sua paciência havia se esgotado. Quando finalmente Buck foi liberado, Eddie nem olhou para ele, apenas saiu da delegacia com passos rápidos.
O caminho para casa foi silencioso, mas a tensão entre eles era palpável. Quando chegaram, Eddie finalmente explodiu.
"Que merda você estava pensando, Buck?! Bater no cara de novo? Na frente de todo mundo? Na porra da escola do Chris? O que você acha que isso vai ensinar o Chris?!"
Buck tentou se justificar. "Ele estava provocando, Eddie! Eu não podia só ficar lá ouvindo aquele idiota falar essas coisas sobre o Chris e sobre nós!"
"Você acha que resolver as coisas com violência vai fazer tudo melhorar? Sabe o que aconteceu agora, Buck? O Chris vai voltar pra escola com o pai dele detido por brigar com o pai de outro aluno! Como você acha que isso vai afetar ele?!" Eddie gritava, a voz cheia de raiva e frustração.
Buck respirava fundo, tentando controlar as emoções. "Eu só queria proteger ele, Eddie. Eu faria qualquer coisa pelo Chris, você sabe disso!"
Eddie riu, mas era um riso sem humor, cheio de amargura. "Proteger ele? Buck, você tá ferrando com a vida dele! Eu já estou cansado de você agir como se só as suas intenções importassem. O Chris é meu filho! Eu sou o pai dele, não você!"
Buck congelou. As palavras de Eddie foram como um soco no estômago. "Eddie... o que você tá dizendo?"
"Eu tô dizendo que o Chris é meu filho! E você, Buck... você não entende o que é ser pai dele de verdade. Você tá aqui, mas não é o responsável por ele. Eu sou!" Eddie gritou, sua voz cheia de dor.
Buck ficou parado, sentindo o peso daquelas palavras. "Então é isso? Eu não sou nada pra ele? É isso que você tá dizendo?"
Eddie suspirou, passando a mão pelo rosto. "Eu não tô dizendo que você não é importante pra ele, mas você precisa parar de agir como se fosse o pai dele. Você não é. E agora... eu acho que é melhor você passar um tempo na sua casa, pensar sobre tudo isso."
Buck sentiu o coração apertar no peito, mas sabia que não tinha como continuar aquela discussão. Sem dizer mais nada, ele pegou as chaves do carro e saiu pela porta, deixando Eddie sozinho com sua raiva e frustração.
Eddie se jogou no sofá, exausto, e com a cabeça cheia de pensamentos. Ele sabia que as coisas entre ele e Buck nunca mais seriam as mesmas.