Buck e Eddie, dois bombeiros da Estação 118, sempre tiveram uma conexão forte, mas uma missão de resgate quase desastrosa muda a dinâmica entre eles. Em meio à rotina intensa de salvamentos, incêndios e situações de risco, eles precisam lidar com o...
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Os dias após o término eram estranhos na Estação 118. Buck e Eddie tentavam se comportar como colegas de trabalho normais, mas a tensão no ar era palpável. Cada olhar durava um segundo a mais do que o necessário, e cada interação se transformava em uma dança desajeitada de palavras.
Era um dia comum, com os bombeiros reunidos na sala de descanso para o briefing matinal. Buck estava tentando se concentrar nas instruções do capitão, mas sua mente vagava, pensando em como Eddie ainda o fazia sentir coisas que ele não queria sentir. O cara era uma montanha-russa de emoções.
"E lembrem-se, temos um treino de incêndio à tarde", disse o capitão, antes de soltar um de seus sorrisos de sempre. "Isso é tudo, pessoal. Vamos lá, time!"
Todos se dispersaram, mas Buck e Eddie ficaram parados, cada um esperando que o outro quebrasse o gelo. Buck decidiu que seria uma boa ideia pegar uma caneca de café, uma estratégia clássica de desvio.
"Oi, Eddie!" Buck disse, tentando parecer casual enquanto passava pela mesa. "Você... está bem?"
"Sim, claro", respondeu Eddie, mas sua expressão dizia o oposto. Ele estava tenso, como se tivesse engolido um limão inteiro. "Só... só tentando não pensar muito nas coisas."
Buck franziu a testa. "Ótimo. Eu também estou tentando não pensar... no que eu já fiz."
A conversa estagnou por alguns segundos, enquanto ambos olhavam para o chão, como se fossem os mais interessantes do mundo.
"Então, você viu o jogo ontem à noite?" Buck disse de repente, tentando mudar de assunto. "Foi uma grande partida!"
"Sim, eu vi. A defesa estava uma merda," Eddie respondeu, levantando a cabeça. "Mas, pelo menos..."
"...pelo menos o ataque funcionou como um relógio suíço!" Buck completou, esquecendo-se por um momento do que estava acontecendo entre eles.
Ambos se olharam por um instante, e então Buck, no impulso, soltou: "Amor, você realmente..."
A frase pairou no ar como um balão de hélio prestes a estourar. Buck ficou paralisado, seus olhos se arregalando enquanto a realidade do que ele havia dito o atingia como um soco no estômago. "Merda! Eu disse amor?!"
Eddie também congelou, suas bochechas ficando vermelhas como tomates. "Buck, você... você realmente..."
"Foi um acidente!" Buck respondeu rapidamente, suas mãos levantadas em um gesto defensivo. "Eu não queria dizer isso! Eu... só..."
"Só... o que?" Eddie perguntou, claramente se divertindo com a situação. "Só estava tentando ser fofo no trabalho?"
"Não, não! Não era isso! Eu estava apenas tentando ser... amigo. É o que amigos fazem, certo? Eles... se chamam de amor! Não que eu queira que você se sinta como um amor. Não, não. Eu só... ah, porra!"
A risada de Eddie era contagiante, e Buck começou a rir também, a tensão começando a se dissipar. "Você é um idiota, Buck. Como você se esquece de que nós não somos mais...?"
"Não, não!" Buck interrompeu, fazendo uma careta. "Vamos deixar essa parte de lado. É difícil ser amigo de alguém que você costumava amar! Você não pode simplesmente sair chamando a pessoa de amor, sem contar que..."
"É verdade! Você deve ter certeza de que não está chamando seu ex de 'amor'! Porra, Buck, o que você estava pensando?" Eddie começou a rir, balançando a cabeça.
Os dois continuaram a rir da situação. Embora a tensão ainda estivesse ali, havia algo mais leve no ar agora, algo que lembrava os bons tempos antes do término.
"Ei, pelo menos nós sabemos que podemos nos divertir, mesmo que as coisas estejam meio estranhas", Buck disse, tentando parecer mais confiante.
"Sim, e quem diria que o amor poderia ser tão confuso e engraçado ao mesmo tempo?" Eddie respondeu, piscando para Buck.
Eles estavam no meio de uma competição silenciosa de quem podia ser mais ridículo. Buck resolveu que, se ele tivesse que enfrentar essa nova fase, ele faria isso com um pouco de humor.
"Vamos só tentar manter as coisas divertidas, beleza? E, por favor, se eu disser 'amor' de novo, me bata, porra!" Buck pediu, erguendo as mãos em rendição.
"Combinado", Eddie respondeu, sorrindo de maneira mais relaxada. "Só não me faça me sentir culpado por te chamar de 'amor' quando isso acontecer. Isso é seu trabalho agora."
O clima leve entre eles trouxe um sorriso genuíno para os rostos de ambos, e Buck percebeu que, embora a situação ainda fosse delicada, eles poderiam encontrar um caminho para seguir em frente. Era um passo de cada vez, mas pelo menos agora havia um pouco de risada misturada no meio.
Enquanto eles voltavam ao trabalho, Buck sentiu que talvez, só talvez, as coisas poderiam melhorar com o tempo, mesmo que um "amor" inesperado escapasse de vez em quando.