Buck e Eddie, dois bombeiros da Estação 118, sempre tiveram uma conexão forte, mas uma missão de resgate quase desastrosa muda a dinâmica entre eles. Em meio à rotina intensa de salvamentos, incêndios e situações de risco, eles precisam lidar com o...
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Os meses que se passaram após o atentado foram desafiadores, mas Buck e Eddie haviam se recuperado completamente. Agora, um novo capítulo começava na vida dos dois: o casamento. O planejamento estava a todo vapor, e Christopher estava empolgado com a ideia de ver seu pai e Buck casando. Mas havia um obstáculo que ambos temiam enfrentar—o pai de Eddie.
Ramón Diaz nunca foi um homem fácil. Conservador e rígido, ele sempre teve dificuldades em aceitar qualquer coisa que fugisse do que ele considerava "normal". E agora, seu filho, um ex-militar e pai de família, estava prestes a se casar com outro homem. Eddie sabia que a conversa não seria fácil, mas ele não queria seguir com o casamento sem ao menos tentar.
Foi assim que, naquela noite, Buck e Eddie convidaram Ramón e Helena para jantar em sua casa. A mãe de Eddie sempre foi compreensiva e amorosa, mas Ramón era outra história.
Quando seus pais chegaram, Eddie e Buck os receberam com certa tensão no ar. Helena abraçou os dois com carinho, mas Ramón apenas acenou com a cabeça, sentando-se à mesa sem muita cerimônia.
Após um jantar desconfortável, Eddie decidiu que era hora de abordar o assunto. Ele limpou a garganta, tentando manter a calma.
"Pai, mãe... nós chamamos vocês aqui porque temos algo importante para dizer."
Ramón cruzou os braços, já desconfiado. "Imagino que seja sobre essa coisa que vocês estão chamando de casamento."
Buck e Eddie trocaram olhares. A resistência de Ramón era esperada, mas mesmo assim, machucava.
"Não é 'essa coisa', pai," Eddie disse, firme. "É o meu casamento. O meu futuro com o homem que eu amo. E eu quero que você esteja ao meu lado."
Ramón soltou um suspiro pesado, balançando a cabeça. "Isso não é certo, Edmundo. Não foi assim que te criamos. Você teve uma esposa, teve um filho, e agora isso?"
Buck se mexeu desconfortável na cadeira, mas manteve a calma.
"Senhor Diaz, eu sei que isso pode ser difícil para o senhor aceitar, mas eu amo o Eddie. Eu amo Christopher. E eu nunca faria nada que os machucasse."
Ramón riu com deboche. "Você acha que amar meu filho significa arrastá-lo para essa vergonha? O que as pessoas vão dizer? O que a nossa família vai pensar?"
Eddie sentiu a raiva subir. "Eu não me importo com o que os outros pensam, pai! Eu passei a vida inteira tentando ser o filho perfeito pra você, me alistei no Exército, fiz tudo certo. Mas agora eu finalmente estou feliz, e você quer me fazer sentir vergonha disso?"
"Não é questão de vergonha, Edmundo. Isso não é natural! Eu só quero o melhor para você e para Christopher!"
Buck respirou fundo, tentando não perder a paciência. "Com todo respeito, senhor Diaz, mas o melhor para Christopher é ter um pai feliz, e não alguém vivendo uma mentira só para agradar os outros."
Ramón se levantou bruscamente. "Eu não posso aceitar isso. Eu não vou apoiar essa... essa aberração."
O silêncio na sala ficou pesado. Eddie sentiu o peito apertar. Ele esperava resistência, mas ouvir isso de seu próprio pai era doloroso.
Helena, que até então estava calada, interveio. "Ramón, por favor..."
Mas antes que ela pudesse continuar, Ramón levou a mão ao peito, sua respiração ficando irregular. Seu rosto começou a empalidecer.
Buck percebeu na hora que algo estava errado. Ramón estava tendo uma crise cardíaca.
"Eddie, ele tá tendo um ataque do coração!" Buck se levantou num instante, indo até Ramón. "Senhor Diaz, olhe pra mim. O senhor sente dor irradiando para o braço?"
Ramón tentou falar, mas apenas ofegou, suando frio.
"Chimney! Hen! Ah, droga, esqueci que não estamos no quartel..." Buck murmurou para si mesmo, já colocando Ramón no chão, elevando suas pernas para melhorar a circulação.
Helena chorava, segurando a mão do marido. Eddie tremia, vendo seu pai naquela situação.
"Buck, o que a gente faz?" Eddie perguntou, a voz embargada.
"Liga pra emergência agora! Ele precisa de nitroglicerina e oxigênio, mas eu posso tentar manter ele estável até a ambulância chegar."
Eddie correu para pegar o telefone, enquanto Buck tentava acalmar Ramón.
"Senhor Diaz, por favor, respire devagar. Eu sei que o senhor não gosta muito de mim, mas eu preciso que confie em mim agora."
Ramón olhou para Buck, seus olhos cheios de dor e, talvez, um pouco de surpresa. Ele não conseguia falar, mas segurou o braço de Buck com força, como se se agarrasse à vida.
Minutos depois, a ambulância chegou e levou Ramón para o hospital.
Horas depois, na sala de espera, Eddie andava de um lado para o outro, nervoso. Buck estava sentado, de cabeça baixa, enquanto Helena rezava baixinho.
Quando o médico saiu da sala de cirurgia, o alívio veio como uma onda. "Ele vai ficar bem. Foi um princípio de infarto, mas conseguimos estabilizar."
Eddie soltou um suspiro pesado, segurando as lágrimas.
Mais tarde, já no quarto, Ramón abriu os olhos e viu Eddie e Buck ao seu lado. Ele estava fraco, mas seu olhar parecia diferente.
"Você salvou minha vida," Ramón murmurou para Buck.
Buck sorriu de leve. "Eu só fiz o meu trabalho."
Ramón ficou em silêncio por um tempo, antes de soltar um suspiro.
"Eu... ainda não entendo. Ainda não consigo aceitar completamente." Ele olhou para Eddie. "Mas quase morrer faz a gente repensar algumas coisas."
Eddie segurou a mão do pai. "Eu só quero que você esteja comigo nesse momento importante da minha vida."
Ramón assentiu lentamente. "Eu não sei se posso mudar da noite pro dia... mas se você está feliz, Eddie... então eu vou tentar."
Buck e Eddie trocaram um olhar de surpresa.
"Então... o senhor aceita o nosso casamento?" Buck perguntou.
Ramón hesitou, mas então, para a surpresa dos dois, ele assentiu. "Aceito."
Eddie fechou os olhos por um momento, segurando as lágrimas. Ele nunca pensou que ouviria isso de seu pai.
Buck, por sua vez, sorriu. "Bom... agora só falta escolher o terno."
O clima na sala finalmente ficou mais leve. O caminho até ali foi difícil, mas agora eles podiam finalmente seguir em frente. Juntos.