Buck e Eddie, dois bombeiros da Estação 118, sempre tiveram uma conexão forte, mas uma missão de resgate quase desastrosa muda a dinâmica entre eles. Em meio à rotina intensa de salvamentos, incêndios e situações de risco, eles precisam lidar com o...
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O dia começou tranquilo. Buck, Eddie e Christopher haviam planejado uma noite simples, talvez um jantar em casa, assistir a um filme juntos. Porém, Buck decidiu ir até o supermercado com Christopher para comprar algumas coisas que faltavam. "Eu volto rápido", disse ele, beijando Eddie antes de sair. Eddie acenou com um sorriso, sem saber que a tranquilidade daquela tarde logo seria destruída.
No supermercado, Buck e Christopher faziam as compras, rindo e brincando, enquanto Buck tentava lembrar de tudo o que precisavam para o jantar. Do outro lado da cidade, Eddie estava em casa, aproveitando o silêncio raro para relaxar um pouco no sofá.
O noticiário da TV ainda falava sobre o serial killer à solta em Los Angeles, mas Eddie não deu muita atenção. "Isso é tão distante daqui", pensou, enquanto mexia no celular. Mal sabia ele que o perigo estava muito mais próximo do que imaginava.
De repente, um barulho de vidro quebrando ecoou pela casa. Eddie imediatamente se levantou, alerta. "Buck?" ele chamou, pensando que talvez fosse alguma coisa caindo do lado de fora. Mas Buck não estava em casa. E Chris também não.
O coração de Eddie começou a bater mais rápido. Ele pegou o telefone, mas antes que pudesse fazer qualquer ligação, uma sombra surgiu na porta da sala. Um homem, com o rosto coberto por uma máscara, entrou rapidamente. Era o serial killer.
Eddie mal teve tempo de reagir antes que o homem se lançasse sobre ele, com uma faca na mão. Eddie desviou do primeiro golpe, mas o pânico tomou conta. Ele tentou correr para a cozinha, mas o assassino foi mais rápido, bloqueando o caminho. "Você é o bombeiro, certo?", disse o homem com uma voz fria e cruel. "Ouvi falar de você. Queria alguém para finalizar hoje à noite."
Eddie, agora encurralado, olhou em volta em busca de algo que pudesse usar para se defender. Ele conseguiu pegar uma cadeira, mas o assassino foi implacável, atacando-o com força. Eddie bateu a cadeira contra o homem, tentando ganhar tempo, mas a faca logo encontrou sua perna.
A dor foi insuportável quando a lâmina perfurou sua carne, mas Eddie não parou de lutar. O assassino desferiu mais golpes, atingindo a perna de Eddie várias vezes. Cada facada fazia a dor se intensificar, mas Eddie, mesmo ferido, lutava por sua vida.
Enquanto isso, no supermercado, Buck e Christopher estavam na fila do caixa, quando a TV da loja mudou para uma notícia de última hora. "A polícia de Los Angeles prendeu um suspeito de ser o serial killer que tem aterrorizado a cidade. Ele foi encontrado no bairro de Silver Lake, perto da casa de um bombeiro local..."
Buck congelou. O bairro mencionado era o deles. O sangue fugiu de seu rosto, e ele imediatamente pegou o celular, tentando ligar para Eddie. Nada. Tentou mandar uma mensagem. Nenhuma resposta.
"O papai está bem?", perguntou Christopher, percebendo a expressão de pânico de Buck.
"Eu... eu não sei, campeão. Vamos para casa agora." Buck largou as compras e, com Christopher ao seu lado, correu para o carro. O coração batia como um tambor em seu peito, uma sensação de urgência tomando conta dele.
Enquanto dirigia o mais rápido que podia pelas ruas de Los Angeles, o trânsito parecia um obstáculo insuperável. Buck não conseguia parar de pensar no pior. "Por favor, que ele esteja bem. Por favor...", repetia para si mesmo, enquanto apertava o volante com força.
Chegando em casa, Buck viu a cena que temia: várias viaturas da polícia estacionadas em frente à casa. Ele saiu correndo do carro, com Christopher logo atrás. "Eddie!" Buck gritou, desesperado, enquanto se aproximava da porta. Foi quando viu a sargento Athena Grant, parada na entrada, com uma expressão séria.
"Athena, onde está Eddie?! O que aconteceu?", Buck perguntou, quase sem fôlego.
Athena o segurou pelos ombros, tentando acalmá-lo. "Buck, calma. Nós chegamos a tempo. O serial killer invadiu a casa, mas conseguimos detê-lo antes que ele... antes que fizesse algo pior. Eddie está ferido, mas vai ficar bem."
As palavras de Athena acalmaram Buck, mas só um pouco. Ele correu para dentro da casa, encontrando Eddie deitado no chão da sala, cercado por paramédicos. O chão estava manchado de sangue, principalmente em volta da perna de Eddie, que estava coberta de bandagens improvisadas.
"Eddie!" Buck se ajoelhou ao lado dele, pegando a mão do namorado, que ainda estava consciente, embora pálido e visivelmente em dor.
"Ei, Buck... acho que o jantar vai ter que esperar", Eddie brincou, a voz fraca, mas com um sorriso suave no rosto.
Buck tentou sorrir, mas as lágrimas começaram a rolar por seu rosto. "Você me assustou pra caramba, Eddie. Eu... eu pensei que...", ele não conseguiu terminar a frase, a emoção tomando conta.
"Eu estou bem. Graças à Athena e à polícia", Eddie disse, apertando a mão de Buck. "Vai levar um tempo pra me recuperar dessas facadas, mas eu estou aqui. E isso é o que importa."
Christopher, que havia ficado do lado de fora com Athena, correu para dentro da casa, vendo o pai ferido. "Papai, você está bem?", ele perguntou, com os olhos cheios de lágrimas.
Eddie sorriu para o filho, tentando acalmá-lo. "Eu estou bem, filho. Só um pouco machucado. Mas estou aqui com você e com o Buck."
Os paramédicos começaram a preparar Eddie para ser levado ao hospital, e Buck não soltou a mão dele nem por um segundo. "Eu vou com você. Não vou te deixar sozinho", disse Buck, a voz firme.
Eddie assentiu, e enquanto a ambulância o levava embora, Buck, com Christopher ao seu lado, sentiu um alívio profundo. A ameaça havia sido neutralizada, mas a sensação de quase perder Eddie ainda o assombrava.
"Eu te amo, Eddie", Buck sussurrou enquanto segurava a mão dele na ambulância.
Eddie, mesmo sentindo a dor nas pernas, conseguiu sorrir. "Eu também te amo, Buck. Obrigado por estar aqui."
O som das sirenes ecoava pela noite, mas, por agora, Buck só conseguia pensar em uma coisa: Eddie estava vivo. E isso era tudo o que importava.