Buck e Eddie, dois bombeiros da Estação 118, sempre tiveram uma conexão forte, mas uma missão de resgate quase desastrosa muda a dinâmica entre eles. Em meio à rotina intensa de salvamentos, incêndios e situações de risco, eles precisam lidar com o...
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Eddie mal podia pensar direito enquanto arrastava Buck para fora do ringue, o corpo de seu parceiro ainda mole e semiconsciente. O som da multidão parecia um zumbido distante enquanto ele mantinha Buck apertado contra si, o coração acelerado e a respiração pesada. Tudo o que importava naquele momento era levar Buck para o hospital o mais rápido possível.
Enquanto eles caminhavam em direção à saída, Donovan, que observava a cena do outro lado, não conseguiu resistir e soltou uma risada zombeteira.
"Olha só, o super bombeiro machucou o namorado! Quem diria que você tinha mais força pra bater no seu próprio cara do que pra me enfrentar?" Ele disse, a voz carregada de desprezo. "Vocês dois se merecem."
Eddie parou no meio do caminho, os olhos se estreitando enquanto seu corpo ficava tenso. Ele sabia que deveria ignorar, sabia que o foco deveria ser em Buck, mas as palavras de Donovan soaram como um disparo no seu orgulho já ferido. Sem pensar duas vezes, ele escorou Buck em uma cadeira, se virou e, com um único movimento rápido, acertou um soco direto no rosto de Donovan.
O impacto foi instantâneo. Donovan caiu no chão, desorientado, e não teve nem tempo de se recompor. Eddie olhou para a própria mão, agora pulsando de dor. Ele sabia que havia machucado os dedos, mas a visão de Donovan nocauteado no chão fazia valer a pena.
"Vai se foder," Eddie sussurrou, o tom firme, antes de se virar novamente para Buck.
O público ao redor olhava com choque e espanto, mas Eddie ignorou tudo. Ele estava concentrado apenas em tirar Buck dali.
No hospital, Buck foi tratado rapidamente. Felizmente, nada estava quebrado, mas ele tinha uma série de hematomas espalhados pelo corpo e alguns pontos na sobrancelha. Enquanto Buck era examinado, Eddie ficou ao lado dele o tempo todo, o peito apertado de culpa. As cenas da luta não paravam de passar pela sua mente, e a expressão de dor no rosto de Buck quando ele caiu não saía dos seus pensamentos.
Mais tarde, já em casa, Buck descansava no sofá com gelo sobre o rosto e alguns analgésicos começando a fazer efeito. Eddie estava em silêncio, sentado ao lado dele, claramente desconfortável.
"Eu... eu sinto muito," Eddie finalmente quebrou o silêncio, a voz pesada com arrependimento. Ele não conseguia mais aguentar o peso da culpa que estava sufocando seu peito. "Eu prometo, Buck. Nunca mais vou voltar a lutar. Nunca mais. Essa coisa de luta... ela desperta o pior em mim. Eu nunca deveria ter deixado isso chegar tão longe."
Buck suspirou, ainda com o olhar meio cansado, mas um pequeno sorriso no rosto. Ele estava dolorido, mas entendia Eddie melhor do que ninguém. "Eddie... eu te conheço. Sei que você não queria que isso acontecesse. Eu te perdoo, mas você precisa realmente deixar essa vida de luta pra trás."
Eddie se inclinou, a expressão completamente séria, e colocou uma mão no ombro de Buck. "Eu vou. Pelo bem de nós. Pelo bem de Christopher. Eu te prometo."
Buck ergueu uma sobrancelha, um leve sorriso surgindo nos lábios. "Bom... então se você vai parar de lutar, vou precisar de você como meu treinador. Porque da próxima vez que a gente brigar, eu não quero perder de novo," disse, a voz brincalhona, tentando aliviar o clima tenso.
Eddie riu, aliviado, embora ainda cheio de remorso. "Ah, é? Vamos ver se você consegue aguentar uma sessão de treino comigo."
Eles riram juntos, o ambiente finalmente começando a se aliviar. A luta havia deixado suas marcas, mas o vínculo deles era mais forte. E, dessa vez, Eddie sabia que nunca mais colocaria aquilo em risco.