Buck e Eddie, dois bombeiros da Estação 118, sempre tiveram uma conexão forte, mas uma missão de resgate quase desastrosa muda a dinâmica entre eles. Em meio à rotina intensa de salvamentos, incêndios e situações de risco, eles precisam lidar com o...
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Buck acordou no dia do acampamento sentindo-se tenso. Ele sabia que o dia seria cheio de desafios – e não os de sobrevivência ou trilha, mas o verdadeiro teste: escapar das mães do acampamento. Quando chegaram ao parque, Christopher logo correu para brincar com Junior, rindo e se divertindo como sempre. Buck tentou relaxar, aproveitando o ar fresco, mas não demorou muito para ele perceber que estava sendo observado.
Primeiro foi uma mãe, a mesma da reunião de pais, que se aproximou com um sorriso brilhante. "Oi, bombeiro! Que coincidência te encontrar aqui de novo..."
Buck soltou um suspiro silencioso. "Oi, é... só aproveitando o acampamento com o Chris."
Logo, outra mãe chegou, claramente com a mesma intenção. "Nossa, você deve ser ótimo em acampamentos, sendo bombeiro e tudo mais, né?"
E antes que ele pudesse responder, mais uma apareceu, e assim continuou pela manhã. Buck passou a maior parte do tempo escapando de perguntas flertantes e comentários sobre seu uniforme – que, claro, ele não estava usando, mas parecia estar gravado na mente delas.
Até que, durante uma pequena pausa, Buck conseguiu encontrar refúgio em um canto mais isolado, onde se deparou com outro pai, sentado tranquilamente com um livro na mão. O homem, aparentemente da mesma idade que Buck, levantou os olhos e deu um sorriso compreensivo.
"Deixe-me adivinhar... também está fugindo das mães?"
Buck soltou uma risada aliviada. "Você não faz ideia. Elas estão por toda parte!"
O pai deu uma risada e estendeu a mão. "Mike. E sim, estou no mesmo barco que você. Minha filha está brincando ali com os outros, e eu estou tentando me esconder aqui."
"Buck," ele respondeu, apertando a mão do outro pai. "Cara, pensei que ia ser um dia tranquilo, só eu e o Chris, mas... acho que fui ingênuo."
Os dois riram juntos e passaram o resto do dia trocando histórias e se escondendo das mães. Enquanto isso, Christopher e Junior se divertiam com jogos, brincadeiras na natureza e risadas, completamente alheios à situação dos adultos.
Durante a conversa, Buck comentou: "Eu só queria curtir um tempo com o Chris, sabe? Mas parece que meu uniforme de bombeiro virou um tipo de imã para mães solteiras."
Mike deu uma risada cúmplice. "Sim, o problema é que quando você é um cara legal, as pessoas se aproximam. E no seu caso, parece que a farda só potencializa isso."
Buck balançou a cabeça, sorrindo. "É... às vezes eu me pergunto por que não vesti uma roupa de civil, sabe? Poderia ter evitado tudo isso."
Mike sorriu, inclinando-se um pouco para mais perto. "Bem, pelo menos agora você tem alguém com quem dividir o fardo. E, sendo sincero, eu também não estou resistindo muito aos seus... 'encantos'."
Mike deu um leve riso. "Inclusive... você curte caras também, né?"
Buck parou por um segundo, confuso, mas logo sorriu. "Ah, você também, né? Bom, sinto te decepcionar, Mike, mas eu já estou fora do mercado. Estou com o Eddie."
Mike ergueu as mãos com um sorriso de rendição. "Claro, claro, sem problemas. O Eddie é um cara de sorte."
Mais tarde, quando finalmente se acomodaram nas barracas para dormir, Buck aproveitou a primeira chance que teve para ligar para Eddie. Ele precisava desabafar sobre o dia.
"Eddie... você não vai acreditar no que foi esse acampamento," Buck começou, já sentindo a risada do outro lado da linha.
"Deixe-me adivinhar... as mães estavam lá também?" Eddie provocou, com um tom divertido.
"Cara, foi uma loucura! Elas me cercaram, eu tive que fugir, me esconder... eu conheci até um cara chamado Mike que estava passando pela mesma coisa."
"Mike, é?" Eddie perguntou com um leve tom curioso.
"Sim, um pai que também estava fugindo das mães. A gente ficou o dia todo meio que se escondendo. Ele até deu em cima de mim uma hora, mas relaxa, eu disse a ele que eu estava com você," Buck explicou, rindo da situação.
"Ele deu em cima de você? Que interessante," Eddie disse em um tom de brincadeira. "E o que você acha? Preciso ficar com ciúmes do Mike?"
Buck riu, já sabendo que Eddie estava só se divertindo com a situação. "Claro que não, Eddie. Mas, sério, depois desse dia, acho que eu mereço um prêmio."
Eddie riu, já esperando o pedido de Buck. "Um prêmio, é? E o que você quer, herói?"
Buck mordeu o lábio, pensando no que realmente queria. Ele se inclinou contra a parede da barraca, baixando a voz para um tom mais rouco. "Sabe... eu estava pensando... já que você está em casa, e eu estou aqui sozinho... que tal me ajudar a ter alguns sonhos selvagens?"
Do outro lado da linha, Eddie ficou em silêncio por um segundo, antes de soltar um suspiro baixo e provocante. "Ah, então é isso que você quer, Buck? Quer que eu fale... coisas que vão fazer você sonhar comigo, de um jeito bem... quente?"
Buck sentiu o corpo arrepiar. "Sim... é exatamente isso."
Eddie riu suavemente, mas logo a voz dele ficou mais séria, mais profunda. "Tudo bem. Imagine isso: você está em casa, chegando do trabalho, cansado... e eu estou te esperando, no sofá. Mas não por muito tempo. Porque assim que você entra, eu vou direto até você, te empurro contra a parede... e começo a te beijar. De um jeito que você não consegue resistir."
Buck sentiu o calor subir por seu corpo. "Continua..."
"Eu vou deslizar as mãos por debaixo da sua camisa, sentir o seu corpo, puxar você mais perto de mim. E vou te fazer implorar, Buck... implorar por mais. E quando você estiver completamente à minha mercê, eu vou..."
A conversa continuou daquele jeito por um bom tempo, com Eddie descrevendo exatamente o que Buck queria ouvir. E quando a ligação finalmente terminou, Buck estava um misto de riso e calor. Ele sabia que, com Eddie ao telefone, seus sonhos seriam tudo menos tranquilos.
Eddie, do outro lado, sorriu, satisfeito, antes de desligar e se ajeitar no sofá. Ele sabia que, quando Buck voltasse para casa, eles teriam muito mais do que palavras entre eles.