Buck e Eddie, dois bombeiros da Estação 118, sempre tiveram uma conexão forte, mas uma missão de resgate quase desastrosa muda a dinâmica entre eles. Em meio à rotina intensa de salvamentos, incêndios e situações de risco, eles precisam lidar com o...
Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
O sol brilhava através das cortinas da casa de Eddie, enchendo o ambiente com uma luz suave e acolhedora. Buck estava sentado à mesa da cozinha, com uma xícara de café entre as mãos, tentando se concentrar na leitura de uma revista, mas algo estava o distraindo. Algo pequeno, mas que parecia grande demais para ele ignorar.
"Amor, você quer mais café?" A voz de Eddie veio do fogão, onde ele estava mexendo uma panela.
Buck congelou. De novo. Eddie o chamara de "amor" pela terceira vez naquela manhã. E isso estava deixando Buck completamente desconcertado.
"Eu... er... o quê?" Buck gaguejou, seus olhos arregalados, ainda fixos na revista, mas sua mente perdida. "Você... você disse alguma coisa?"
Eddie se virou para ele, com um sorriso calmo e divertido. "Eu perguntei se você quer mais café, amor."
Buck piscou rapidamente. Ele sabia que Eddie estava dizendo aquilo de forma natural, sem esforço, mas para Buck, cada vez que ouvia aquela palavra, seu cérebro dava um pequeno curto-circuito.
"Ah... não, não, eu tô bem com o café, brigado." Ele tentou soar casual, mas sua voz saiu um pouco mais alta do que o necessário, e ele quase derrubou a xícara ao colocá-la de volta na mesa.
Eddie se aproximou, ainda com aquele sorriso brincalhão. Ele colocou a mão no ombro de Buck e, inclinando-se, deu-lhe um beijo rápido na testa. "Tudo bem, amor. Me avisa se mudar de ideia."
Buck soltou um suspiro silencioso, como se estivesse tentando processar o que acabara de acontecer. Desde quando Eddie começara com esses apelidos carinhosos? Não que ele estivesse reclamando. Na verdade, ele adorava quando Eddie mostrava o lado mais afetuoso e doce, mas... amor? Isso era novidade.
As próximas horas passaram de maneira relativamente normal – ou tão normal quanto possível quando Eddie estava por perto e parecia determinado a usar o novo apelido a cada oportunidade. A coisa escalou de maneira tão cômica que, enquanto estavam no sofá vendo TV, Eddie casualmente perguntou: "Amor, passa o controle, por favor?"
Buck simplesmente não aguentou mais. Ele se virou abruptamente para Eddie, com os olhos arregalados, o controle remoto na mão tremendo.
"Você tem que parar com isso!" Buck exclamou, incapaz de manter a calma por mais tempo.
Eddie piscou, fingindo inocência. "Parar com o quê?"
"Isso!" Buck fez um gesto vago com as mãos, como se tentasse capturar a palavra no ar. "Você me chamando de... você sabe... amor."
Eddie soltou uma risadinha baixa, claramente se divertindo com a situação. "E qual é o problema? Você não gosta?"
Buck ficou em silêncio por um segundo, claramente tentando encontrar as palavras certas. "Não é que eu não goste... é só que... eu não sei, é... diferente. Quer dizer, você nunca me chamou assim antes. E agora, de repente, você tá usando o tempo todo e... é meio..."
"Fofo?" Eddie sugeriu, com um sorriso de canto.
Buck balançou a cabeça, frustrado. "Sim! Não, quer dizer, sim... é fofo. E eu gosto, eu só... não sei como lidar com isso."
Eddie, percebendo o desconforto genuíno de Buck, riu de novo, mas dessa vez, de uma maneira mais suave. Ele se aproximou de Buck, colocando a mão na perna dele e inclinando-se para lhe dar um beijo leve nos lábios.
"Desculpa, Buck. Eu não tinha percebido que isso te deixava tão confuso. Eu só... acho que finalmente me sinto confortável o suficiente para te chamar de 'amor'. Faz sentido?"
Buck respirou fundo e relaxou um pouco, percebendo que estava exagerando. "É, faz sentido. Acho que eu só... não esperava. Mas, sabe de uma coisa? Eu vou me acostumar."
"Ótimo." Eddie sorriu largamente e, antes que Buck pudesse reagir, ele inclinou-se e cochichou no ouvido dele. "Porque eu gosto de te chamar de 'amor'."
Buck se derreteu ali mesmo, incapaz de conter o sorriso bobo que surgiu em seu rosto. Ele resmungou algo ininteligível, sentindo o rosto esquentar. Eddie sempre tinha esse poder sobre ele – a habilidade de deixá-lo sem palavras com apenas uma frase simples.
Mais tarde, naquele mesmo dia, Eddie e Buck estavam na porta da casa de Eddie, esperando Christopher voltar de uma tarde com os amigos. Quando o garoto entrou correndo, todo empolgado para contar as aventuras do dia, Eddie se inclinou casualmente para Buck.
"Amor, pode buscar a mochila do Chris pra mim, por favor?"
Buck, que estava tentando agir normal, tropeçou em seus próprios pés ao ouvir o apelido mais uma vez. Ele lançou um olhar de desespero para Eddie, que não conseguiu segurar o riso. Até Christopher olhou confuso, sem entender por que seu pai estava rindo tanto.
"O que foi, Buck?" Christopher perguntou, curioso.
Buck soltou uma risada nervosa e deu de ombros, balançando a cabeça enquanto caminhava em direção ao quarto. "Nada, Chris. Seu pai só adora me pegar de surpresa."
Eddie, ainda rindo baixinho, o observou sumir pelo corredor antes de se virar para Christopher, que o olhava intrigado. "O que você fez, pai?"
Eddie piscou inocentemente. "Nada, filho. Só estou chamando o Buck de 'amor'. Você acha que ele não gosta?"
Christopher riu, dando de ombros. "Acho que ele gosta. Ele só é meio esquisito com essas coisas."
Eddie riu e bagunçou os cabelos do filho. "É, acho que você tem razão."
Buck voltou com a mochila, tentando ignorar o calor no rosto, mas não conseguiu deixar de sorrir. E no final do dia, enquanto se deitavam juntos no sofá, ele murmurou baixinho, quase envergonhado: "Ok, talvez eu esteja começando a gostar disso."
Eddie sorriu, puxando-o para mais perto. "Sabia que ia acontecer, amor."
Buck riu suavemente e, desta vez, ao ouvir o apelido, sentiu-se exatamente onde deveria estar.