Buck e Eddie, dois bombeiros da Estação 118, sempre tiveram uma conexão forte, mas uma missão de resgate quase desastrosa muda a dinâmica entre eles. Em meio à rotina intensa de salvamentos, incêndios e situações de risco, eles precisam lidar com o...
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Depois de toda a confusão envolvendo Josh, Eddie e a Sra. Russo, as coisas finalmente voltaram ao normal. A mãe de Josh voltou para casa, aceitando a situação do filho com uma graça surpreendente. Josh, por sua vez, parou de dar em cima de Eddie e tudo se resolveu de uma maneira que deixou todo mundo mais tranquilo.
Agora, Eddie estava de volta ao trabalho no call center, atendendo emergências como um bom profissional, enquanto Buck tinha uma missão muito especial naquele dia: ir à reunião de pais e professores de Christopher. Eddie havia pedido, já que ele não poderia sair do trabalho naquele horário, e Buck, claro, aceitou. Só que ninguém esperava o que estava por vir.
Quando chegou à escola, Buck estava com seu uniforme de bombeiro completo. Ele não tinha tido tempo de se trocar depois do trabalho, e, sem pensar muito nisso, entrou no auditório, onde a reunião estava sendo realizada.
Assim que passou pela porta, ele sentiu alguns olhares curiosos se voltando em sua direção, mas ignorou, achando que era apenas por causa do uniforme chamativo. Só que não era apenas o uniforme. Buck era, literalmente, o único homem no local. O ambiente estava repleto de mães, todas olhando para ele como se ele fosse uma celebridade que tinha acabado de entrar no recinto.
"É ele...", sussurrou uma mãe para a outra, enquanto Buck passava por elas, procurando um lugar para sentar.
"Ele quem?" perguntou a amiga.
"O bombeiro gostoso!", a primeira respondeu com os olhos arregalados.
Buck ouviu o comentário, mas decidiu ignorar, focando em encontrar um lugar tranquilo onde pudesse se acomodar e aguardar o início da reunião. Sentou-se em uma das cadeiras na parte de trás, suspirando e finalmente relaxando... ou tentando, pelo menos.
As mães não paravam de olhar para ele. Algumas cochichavam entre si, rindo discretamente, enquanto outras faziam questão de passar por ele mais de uma vez, jogando olhares sugestivos. Buck começou a sentir que algo estava errado, mas achou que talvez estivesse exagerando.
Até que uma mulher com um sorriso travesso sentou-se ao lado dele. "Oi, sou a Kelly, mãe do Nathan. Você é bombeiro, né?"
"Ah, sim, sou", Buck respondeu com um sorriso educado, tentando não fazer alarde.
"Uau, deve ser bem... quente trabalhar em um lugar assim, né?", ela disse, rindo de sua própria piada sem graça. Buck apenas sorriu sem jeito.
Não demorou muito para outra mãe aparecer, praticamente empurrando Kelly de lado. "Oi, eu sou a Sandra, mãe da Emily. Vi você chegando e pensei... nossa, esse lugar nunca teve um pai tão... dedicado." Ela lançou um olhar para o uniforme de Buck, focando especialmente nos músculos que o uniforme destacava.
Buck começou a suar frio. Não pelo calor, mas pela situação. Ele não fazia ideia de como lidar com aquilo. Ele estava lá pela reunião de Christopher, não para ser alvo de um... desfile de flertes!
"Então, você tá solteiro?" Sandra perguntou, sorrindo de maneira exagerada.
Buck abriu a boca para responder, mas foi interrompido por uma voz atrás dele. "Ei, meninas, deixem o bombeiro respirar!", disse uma mulher, que Buck reconheceu como sendo a professora de Christopher, a Sra. Oliveira. Ela sorriu para ele, mas havia algo no jeito que ela o olhou que fez Buck perceber que ele não estava exatamente salvo. "Posso te mostrar onde vai ser a reunião de verdade. Vem comigo."
Aliviado, Buck se levantou rapidamente, seguindo a professora pelo corredor, mas logo percebeu que não estava exatamente fora de perigo. A Sra. Oliveira continuou a puxar conversa enquanto andavam.
"Então, Buck, como é ser um herói assim no dia a dia? Aposto que todas as mulheres adoram saber que você está por perto para salvar o dia, hein?", ela disse, piscando para ele.
"Ah... não é bem assim, eu só faço meu trabalho", Buck respondeu, tentando manter a compostura.
Ela riu, claramente não se convencendo. "Você é muito modesto. Aposto que é um ótimo exemplo para o Christopher."
Antes que ele pudesse responder, chegaram ao local da reunião. Buck suspirou, finalmente acreditando que teria paz. Mas não. Quando se sentou, as mães não paravam de cochichar sobre ele.
"Olha só pra ele, deve ser o pai do Chris, né?" cochichou uma mãe para outra.
"Sim, nossa, que sorte. Ele parece saído de um calendário de bombeiros," a outra respondeu, sem disfarçar a admiração.
Durante toda a reunião, Buck sentiu os olhares sobre si. Ele tentou se concentrar no que a professora dizia sobre Christopher e seu desempenho na escola, mas as risadinhas e os sussurros das mães o deixavam cada vez mais desconcertado. Ele nem sabia onde olhar!
No final, quando a reunião finalmente terminou, Buck tentou sair o mais rápido possível, mas foi interceptado por uma das mães. "Então, Buck...", ela começou, enquanto mexia no cabelo. "Se precisar de ajuda com qualquer coisa... pode contar comigo, viu? Talvez até... um café?"
Buck riu nervoso e deu um passo para trás. "Ah, obrigado, mas... acho que estou bem. Já tenho muita ajuda em casa."
Ele conseguiu se desvencilhar e correr para a saída, respirando fundo assim que alcançou o lado de fora da escola. Olhou para o celular e mandou uma mensagem rápida para Eddie: "Nunca mais me peça para ir a uma reunião de pais sozinho. Sério. NUNCA mais."
A resposta veio quase imediatamente: "Por quê? O que aconteceu?"
Buck sorriu, balançando a cabeça, mas preferiu não entrar em detalhes. "Longa história. A gente conversa em casa."