Capítulo 27: A Escuridão Antes do Amanhecer

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O silêncio entre Buck e Eddie após a discussão na estação era insuportável

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O silêncio entre Buck e Eddie após a discussão na estação era insuportável. Ambos sabiam que as coisas não estavam bem, mas fugir parecia a única opção para Buck. Ele havia decidido ir para o Texas, achando que um tempo distante poderia ajudar a clarear seus pensamentos. Enquanto ele arrumava suas malas naquela manhã, o ar estava pesado. Ele evitava olhar diretamente para Eddie, sentindo o peso da despedida antes mesmo de partir.

Eddie estava sentado na cama, observando Buck em silêncio. Ele sabia que não podia impedir Buck de ir, mas a dor de vê-lo partir, sem resolver o que havia entre eles, era imensa.

"Quando você volta?" Eddie perguntou, com a voz quase apagada.

"Eu não sei, Eddie," Buck respondeu, ainda focado na mala. "Preciso de um tempo... para pensar."

"Certo," Eddie murmurou, engolindo o nó em sua garganta. Ele queria dizer que entendia, mas as palavras ficaram presas. "Só... tome cuidado, tá?"

Buck assentiu, e depois de um último olhar, ele saiu pela porta, deixando Eddie sozinho no quarto. A atmosfera na casa parecia mais pesada do que nunca.

Buck dirigia em direção ao aeroporto, o rádio no carro tocava baixo, mas ele mal prestava atenção. Sua mente estava em turbilhão, lutando com a culpa, a dúvida e o sentimento de que estava fazendo algo errado ao se afastar. Mas antes que pudesse chegar ao destino, o telefone tocou. Ele pegou o celular, e o nome de Bobby piscou na tela.

"Buck, onde você está?" Bobby perguntou, com a voz séria.

"Estou indo para o Texas, lembra?" Buck respondeu, confuso.

"Volte agora. É Eddie," Bobby disse, e Buck sentiu o chão sumir sob seus pés. "Ele desapareceu. Ninguém sabe onde ele está."

O coração de Buck disparou. "Desaparecido? Como assim?"

"Ele não voltou de uma patrulha que fez sozinho. Tentamos contatá-lo, mas nada. A polícia já está envolvida."

"Eu estou voltando," Buck disse rapidamente, virando o carro bruscamente na estrada. O Texas já não existia mais em sua mente. Tudo que importava era Eddie.

As próximas horas foram de pânico. Buck voltou correndo para o quartel, onde encontrou Hen, Chimney e Bobby em meio a um caos de ligações e tentativas de rastrear Eddie. A polícia de Los Angeles já estava trabalhando no caso, mas até o momento, não havia pistas.

O quartel estava em um estado de tensão insuportável, e Buck mal conseguia se manter de pé enquanto tentava descobrir o que havia acontecido. "Onde ele pode estar? Vocês já procuraram nos lugares que ele costuma ir?" ele perguntava, desesperado.

Chimney tentou acalmá-lo. "Já fizemos isso, Buck. A polícia está ampliando as buscas. Eles acreditam que Eddie possa ter sido sequestrado."

"Sequestrado? Por quem?" Buck gritou, a adrenalina correndo em seu corpo.

Hen tentou ser racional. "A polícia não sabe ainda, mas o fato de ele não estar respondendo ao rádio ou ao telefone é preocupante."

Horas se passaram e, sem nenhuma pista concreta, Buck estava à beira de um colapso. Ele saiu do quartel para pegar um pouco de ar, mas o desespero continuava a crescer em seu peito. Foi então que seu telefone tocou de novo. Desta vez, era Bobby.

"Buck... temos uma informação nova. Você precisa vir agora," Bobby disse, com um tom urgente.

Buck correu de volta para o quartel. Quando chegou, Bobby e Athena Grant, a detetive da polícia, estavam juntos, discutindo algo sério. Buck parou na frente deles, com o coração na garganta.

"Athena, o que está acontecendo?" Buck perguntou, a voz tremendo de ansiedade.

Athena respirou fundo antes de responder. "Parece que Eddie foi sequestrado por engano. O alvo era outra pessoa, mas quem o levou achou que ele era quem procuravam."

"Sequestrado por engano?" Buck ecoou, tentando processar a informação. "Mas... onde ele está agora? Vocês o encontraram?"

Athena balançou a cabeça. "Ainda não, mas agora temos uma pista. Conseguimos identificar o carro que foi usado, e a polícia está no encalço dos suspeitos. Vamos trazê-lo de volta, Buck. Eu prometo."

As palavras de Athena deram algum alívio, mas o medo ainda era esmagador. Buck olhou para os outros membros da equipe, que compartilhavam sua apreensão. A incerteza do paradeiro de Eddie deixava todos à beira do desespero.

"Eu quero ajudar. Não posso simplesmente ficar aqui esperando," Buck disse, com a voz firme, mas cheia de dor.

Athena assentiu. "Você pode vir comigo, mas preciso que você mantenha a calma. Vamos encontrar Eddie."

A noite caiu, e as horas pareciam se arrastar enquanto as buscas continuavam. Buck estava no carro com Athena quando a chamada de rádio chegou. "Temos uma localização. O galpão abandonado perto do centro. Mandando unidades agora."

Buck sentiu o coração acelerar. Eles estavam perto. O carro disparou pelas ruas de Los Angeles em direção ao local. Quando chegaram, a área estava cercada por viaturas da polícia, e agentes já estavam entrando no prédio.

Com o coração na boca, Buck correu atrás de Athena. Eles entraram no galpão, as luzes fracas e o cheiro de poeira preenchendo o ar. E então, em um canto escuro, ele viu. Eddie estava amarrado e machucado, com marcas evidentes de violência. O alívio misturado com o horror tomou conta de Buck.

Ele correu até Eddie, seus olhos cheios de lágrimas. "Eddie! Eu estou aqui! Você está bem?"

Eddie estava fraco, mas consciente. Ele tentou sorrir, embora a dor fosse evidente. "Eu sabia que você viria," ele sussurrou.

Buck soltou as amarras e o puxou para um abraço apertado, o peso da situação finalmente caindo sobre seus ombros. Ele havia quase perdido o homem que amava, e essa realidade era insuportável.

"Athena, precisamos de uma ambulância!" Buck gritou, segurando Eddie com força, como se tivesse medo de soltá-lo.

Enquanto as sirenes da ambulância ecoavam ao longe, Buck sabia que, apesar de tudo, ele não podia deixar Eddie agora. O Texas podia esperar. O que importava era que eles estavam juntos, e ele faria de tudo para mantê-los assim.

Entre Chamas e Emoções (BUDDIE 9-1-1)Histórias para pegar e não largar. Descubra agora