Buck e Eddie, dois bombeiros da Estação 118, sempre tiveram uma conexão forte, mas uma missão de resgate quase desastrosa muda a dinâmica entre eles. Em meio à rotina intensa de salvamentos, incêndios e situações de risco, eles precisam lidar com o...
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Na manhã seguinte, Buck acordou com uma sensação estranha – uma mistura de alívio e ansiedade que ele não conseguia explicar completamente. O peso das palavras trocadas com Eddie na noite anterior ainda estava com ele, mas, ao mesmo tempo, havia uma leveza no ar. Ele sorriu para si mesmo enquanto amarrava as botas, pensando em como as coisas finalmente pareciam estar caminhando para algum lugar.
Ao chegar à estação 118, ele foi recebido por Hen, que estava reclinada contra a bancada da cozinha com uma expressão divertida no rosto.
"Bom dia, Buck!" ela cumprimentou com um sorriso brincalhão. "Você está... diferente hoje."
Buck ergueu as sobrancelhas, fingindo surpresa. "Diferente? Como assim?"
"Eu não sei. Algo sobre o jeito que você está andando... Tipo alguém que dormiu bem pela primeira vez em semanas."
Antes que Buck pudesse responder, Chimney entrou na cozinha, com uma expressão ainda mais curiosa. "Ele finalmente encontrou seu travesseiro perfeito? Porque só isso explicaria a paz que eu estou vendo."
Buck riu, balançando a cabeça. "Eu não sei do que vocês estão falando."
Hen cruzou os braços, não comprando a inocência dele nem por um segundo. "Sei. E eu também não sei nada sobre o que aconteceu no telhado com o Eddie ontem à noite."
Buck ficou vermelho instantaneamente, e Hen e Chimney trocaram olhares cúmplices. Ele abriu a boca para tentar inventar alguma desculpa, mas, antes que pudesse, a figura familiar de Eddie entrou na sala.
O ambiente ficou em silêncio por um segundo, até que Eddie lançou um sorriso torto para Buck, claramente ciente da situação. "Bom dia, pessoal."
Hen e Chimney se entreolharam, e Hen murmurou baixinho: "Ok, agora tudo faz sentido."
Buck fingiu um suspiro dramático, jogando as mãos para o alto. "Tá legal, podem parar. Eu e o Eddie tivemos uma conversa. Uma conversa importante, ok? Satisfeitos?"
Hen levantou as mãos em rendição. "Não estou reclamando. Só feliz por finalmente termos um pouco de clareza por aqui."
Chimney assentiu, um sorriso travesso nos lábios. "Honestamente, Buck, demorou."
Eddie, que até então estava apenas observando a troca de provocações, finalmente falou. "Vocês vão parar de mexer com o Buck algum dia ou é um contrato vitalício?"
Chimney deu de ombros. "Ainda estamos decidindo."
Com o clima mais leve, o grupo se dispersou para suas tarefas diárias. Mas não importava o que estivesse acontecendo ao redor, Buck e Eddie pareciam gravitar um em torno do outro, trocando olhares cúmplices e pequenos sorrisos ao longo do dia. A sensação de alívio ainda estava lá, mas agora era acompanhada de algo novo – uma sensação de proximidade que ambos estavam apenas começando a explorar.
No final da tarde, uma pausa bem-vinda chegou, e Buck se encontrou na sala comum, jogado no sofá, enquanto Eddie estava sentado ao seu lado, mexendo no celular. Havia uma tranquilidade entre eles, um tipo de conforto que Buck nunca havia sentido tão intensamente antes.
"Eu estava pensando," Eddie disse, sem tirar os olhos do telefone, "o que você acha de irmos à minha casa depois do turno? Chris estava perguntando por você. Disse que faz tempo que você não passa por lá."
Buck sorriu instantaneamente. "Claro. Sinto falta daquele moleque. Ele ainda está jogando aquele videogame novo?"
"Sim, e está convencido de que pode vencer você. Aparentemente, ele tem estratégias secretas agora."
Buck riu. "Estratégias secretas, hein? Mal posso esperar pra ver isso."
Eddie finalmente olhou para Buck, com um sorriso suave nos lábios. "Vai ser divertido."
Antes que pudessem continuar a conversa, o alarme de emergência soou, fazendo com que todos corressem para o caminhão. No caminho para o local do chamado – um incêndio pequeno num restaurante – Buck percebeu que, apesar da urgência da situação, ele se sentia mais focado, mais... completo. Era como se o peso que ele carregava nas últimas semanas tivesse finalmente começado a se dissipar.
Depois de lidarem com o incêndio e voltarem à estação, o turno finalmente chegou ao fim. Buck e Eddie estavam exaustos, mas havia uma excitação nos dois enquanto dirigiam para a casa de Eddie. Chegando lá, Christopher os recebeu com um abraço empolgado, como se não os visse há semanas.
"Buck! Papai disse que você vem jogar comigo hoje!" Christopher exclamou, já arrastando Buck em direção à sala de estar.
Buck riu, deixando-se ser puxado. "Isso mesmo, mas não vai ser tão fácil quanto você pensa, rapazinho. Eu tenho algumas cartas na manga."
Eddie os seguiu, cruzando os braços com um sorriso enquanto observava os dois se acomodarem no sofá. Christopher entregou um dos controles a Buck, e logo o jogo começou. Eles jogaram por quase uma hora, rindo e competindo intensamente, mas, como esperado, Christopher venceu a maioria das partidas.
"Parece que o Chris realmente tem estratégias secretas," Buck admitiu, fingindo estar derrotado.
"Eu avisei," Eddie disse com uma risada. "Nunca subestime o mestre."
Christopher, com um sorriso largo, se esticou no sofá, satisfeito com suas vitórias. "Talvez eu possa ensinar a você minhas táticas, Buck."
"Eu aceito a ajuda," Buck disse, sorrindo enquanto olhava para Eddie. "Preciso de toda a vantagem que puder conseguir."
Após o jogo, eles pediram pizza e passaram o resto da noite assistindo a filmes e conversando. Buck se sentia em casa ali, mais do que em qualquer outro lugar. A dinâmica entre os três era fácil, natural, e ele sabia que não importava o que acontecesse no futuro, aquilo era tudo o que ele sempre quis.
Quando a noite chegou ao fim e Christopher finalmente adormeceu no sofá, Buck se virou para Eddie. "Essa foi uma das melhores noites que tive em muito tempo."
Eddie sorriu, seus olhos suaves. "Sim, foi. E é só o começo, Buck."
Com isso, Buck sentiu algo simples, mas profundo. Eles estavam dando pequenos passos, sim, mas cada passo parecia ser um grande salto na direção certa.