Capítulo 87: Até o Último Round

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O hospital estava silencioso, mas dentro da pequena sala de espera, o clima era denso de preocupação

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O hospital estava silencioso, mas dentro da pequena sala de espera, o clima era denso de preocupação. Buck, com os braços cruzados e olhos fixos na porta do quarto de Eddie, não conseguia ficar parado. Christopher estava sentado ao lado, o olhar perdido no chão, as mãos tremendo levemente enquanto esperava por notícias do pai.

Horas se passaram, mas pareciam dias para ambos. Finalmente, a porta do quarto de Eddie se abriu, e o médico saiu. Buck correu em direção a ele, a ansiedade evidente em cada passo.

"Ele está bem?", Buck perguntou, a voz falhando um pouco.

"Ele sofreu alguns danos nas costelas e um corte profundo no lábio, mas, felizmente, nada irreversível. Vamos liberá-lo, mas ele precisa descansar completamente por alguns dias", explicou o médico.

Buck soltou um suspiro de alívio, mas uma sombra de preocupação ainda pairava em seu rosto. Ele agradeceu ao médico e voltou para o quarto de Eddie, onde o encontrou deitado, com faixas nas costelas e alguns pontos no lábio.

"Eddie...", Buck começou, tentando sorrir, mas era um sorriso cheio de dor e alívio ao mesmo tempo.

"Eu vou ficar bem", Eddie respondeu, a voz baixa e cansada, mas determinada.

Christopher entrou no quarto logo em seguida e, ao ver o pai, correu até ele, abraçando-o com cuidado. "Papai, por favor, não faz mais isso", implorou o garoto, com os olhos marejados.

Eddie passou a mão na cabeça de Christopher, tentando reconfortá-lo. "Eu estou bem, filho. Prometo que vou descansar."

Depois de ser liberado, Buck levou Eddie para casa. A atmosfera era um misto de alívio e tensão. Buck cuidou de Eddie com todo carinho, preparando a cama, trazendo comida, e até forçando Eddie a descansar, algo que ele definitivamente não queria.

Mas no dia seguinte, as coisas mudaram.

Eddie já estava de pé, se alongando e testando seus limites. Buck entrou na sala e, ao ver o que Eddie estava fazendo, sua paciência se esgotou.

"Você está maluco? Devia estar deitado, descansando!", Buck exclamou, furioso.

"Eu estou bem, Buck. Não posso ficar parado. E, honestamente, eu preciso voltar para o ringue", disse Eddie, levantando-se completamente, ignorando a dor.

Buck piscou, incrédulo. "Você... o quê? Eddie, você quase morreu naquela luta! Christopher estava lá, viu tudo, chorou! E agora você quer voltar? Isso é insano!"

Eddie virou-se para Buck, o olhar sério e obstinado. "Eu não posso deixar isso assim. Eu preciso derrotar Donovan. Não é só sobre mim, é sobre mostrar que posso superar isso, que eu sou mais forte."

"Você quer se matar para provar um ponto?", Buck rebateu, com a voz cada vez mais alta. "Você não vê que isso é loucura? Você não vai voltar para aquele ringue!"

Eddie se aproximou, o rosto a poucos centímetros de Buck, a tensão entre os dois quase palpável. "Você não manda em mim, Buck. Eu vou lutar de novo, e vou vencer. Eu já tomei minha decisão."

Buck o olhou, os olhos brilhando com uma mistura de raiva e desespero. "Você só volta a lutar por cima do meu cadáver, Eddie."

Eddie, com uma expressão fria e determinada, soltou a resposta que fez o ar entre eles gelar. "Então, que assim seja."

As palavras de Eddie pairaram no ar como uma bomba prestes a explodir. Buck ficou sem fala por um momento, a dor daquelas palavras atingindo-o como um soco no estômago. Ele deu um passo para trás, os olhos arregalados, tentando processar o que acabara de ouvir.

O silêncio na casa se tornou sufocante. Ambos estavam de pé, cara a cara, mas emocionalmente separados por um abismo de dor e incompreensão. Buck balançou a cabeça lentamente, incapaz de acreditar na direção que aquilo estava tomando.

"Então é isso? Você prefere me perder, prefere colocar sua vida em risco... por uma luta?", Buck murmurou, a voz agora baixa, quase um sussurro, cheia de mágoa.

Eddie não respondeu. O olhar fixo e determinado ainda estava ali, mas algo no fundo de seus olhos mostrava que ele sabia que isso era mais do que uma simples decisão.

Sem dizer mais nada, Buck virou as costas e saiu da sala, deixando Eddie sozinho. A casa, que normalmente era um lugar de amor e risadas, agora estava cheia de silêncio, tensão e incertezas.

Entre Chamas e Emoções (BUDDIE 9-1-1)Histórias para pegar e não largar. Descubra agora