Capítulo 4: O Poder Oculto

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Capítulo 4: O Poder Oculto

Após a saída da Deusa da Névoa, a cabana mergulhou em um silêncio profundo. Sans, ainda em seu berço, sentiu uma sensação estranha. A habilidade que a deusa usou nele e em suas irmãs havia sido invasiva. Ele sentiu como se todas as partes de sua alma tivessem sido observadas, cada fragmento de seu ser exposto àqueles olhos escarlates.

“Preciso aumentar o talento de Moon,” pensou Sans, determinado. Ele se concentrou e, com um esforço mental, aumentou o talento de sua irmã mais velha em maná, adicionando mais 1000 pontos ao seu status. Um brilho fraco emanou de Moon, que estava deitada, cansada, mas ainda acordada.

Uma notificação silenciosa apareceu na mente de Moon. "Um poder que domina as leis de todo o universo acabou de aplicar um aumento de talento em você. Verifique seus Status."

Surpresa, Moon rapidamente abriu sua janela de Status e viu as mudanças:

Moon
Nível: 5
Título: nenhum
Raça: Humana
Qi: 169
Rank: G

Atributos principais
Força: 1,9
Velocidade: 1,6
Agilidade: 2,7
Endurecimento: 1,0
Regeneração: 0,4
HP: 125

Talentos
Talento com maná: 1756
Talento com runas mágicas: 898
Outros talentos não mostrados pois estão abaixo de 800

Atributos Secundários
Resistência a dano físico: 0,0
Resistência a dano mágico: 20,0
Resistência a veneno: 1,0
Resistência a fogo: 30,3
Resistência a perda de sangue: 4,3
Outros não mostrados

Informações secundárias
Linhagem: Nenhuma
Altura: 1,29m
Peso: 39 kg
Sorte: 9/10
Carisma: 7/10
Manipulação: 3/10
Potencial: Desconhecido

Moon ficou boquiaberta ao ver seus Status. "Que tipo de poder que domina as leis do universo é esse?" ela se perguntou. Nunca tinha ouvido falar de algo assim.

Na manhã seguinte, a Deusa da Névoa acordou Moon, sua voz suave, mas autoritária. “Já preparei o café da manhã. Só falta você para que todos possam comer.”

Sans, acordado em seu berço, olhou para a deusa. Algo parecia diferente. A energia ao redor dela era mais densa, mais real. Foi então que ele percebeu: o que ele viu no dia anterior era apenas um fragmento do espírito da Deusa da Névoa. Agora, diante dele, estava a deusa em seu corpo físico.

Moon rapidamente se levantou e ajudou a colocar Sans e Nick à mesa improvisada. A refeição estava simples, mas nutritiva, com frutas colhidas, peixes assados, e um caldo quente. Enquanto comiam, a deusa observava cada um dos irmãos com atenção.

“Moon,” a deusa começou, quebrando o silêncio. “Como vocês vieram parar aqui, tão longe de qualquer civilização?”

Moon hesitou, não sabendo como responder exatamente, mas tentou ser honesta. “Nosso vilarejo foi atacado. Conseguimos fugir, mas não sabíamos para onde ir. Este lugar parecia seguro.”

A Deusa da Névoa observou-a por um momento antes de responder. “Entendo. Mas precisam entender que estão em território perigoso. Não posso permitir que fiquem aqui sem supervisionar. Há muitos que cruzariam estas fronteiras sem hesitar, e vocês poderiam ser pegos no meio.”

Moon assentiu, sentindo o peso das palavras da deusa.

Após a refeição, Nick voltou a dormir, exausta. No entanto, Sans estava inquieto. Ele tentava entender o idioma que todos falavam. Sua mente, repleta de memórias de sua vida anterior, tentava fazer conexões. A deusa, notando o interesse de Sans, começou a ensinar Moon sobre runas mágicas, usando o chão da cabana como uma lousa improvisada.

Enquanto Moon se concentrava em aprender, a deusa, de soslaio, observava Sans. Para sua surpresa, ele parecia entender mais do que deveria. Seus olhos acompanhavam os movimentos da deusa, absorvendo o conhecimento com uma velocidade impressionante. Em pensamento, a deusa ponderou: "Este garoto… Ele será um aliado inestimável, se conseguir moldá-lo corretamente."

Após cerca de dez minutos, Sans finalmente entendeu como as letras e símbolos funcionavam. Para sua sorte, a escrita naquele mundo era idêntica ao latim que ele conhecia de sua vida passada, permitindo que ele aprendesse a ler e escrever rapidamente. Porém, ainda restava uma dúvida: a fala também seria semelhante?

Com essa dúvida em mente, Sans engatinhou até onde a Deusa da Névoa estava, seus pequenos olhos curiosos fixos nela. Quando chegou perto, ele abraçou as pernas da deusa e olhou para cima, seus olhos inocentes encontrando os olhos escarlates dela.

Moon ficou aterrorizada com a ousadia de Sans. "Perdão, minha senhora!" Ela exclamou, tentando pegar Sans de volta, mas algo a paralisou no momento seguinte.

Com uma voz clara e pequena, Sans olhou para a deusa e falou: “Mamãe,” em perfeito latim.

Moon congelou no lugar, seu coração disparado. Ela não sabia se estava mais assustada ou impressionada. Como Sans, um bebê, conseguira falar tão claramente, e em um idioma que ninguém mais conhecia?

A Deusa da Névoa, no entanto, apenas sorriu levemente, pegando Sans no colo com uma expressão ponderada. “Ele é especial, sem dúvida,” pensou a deusa. Em seguida, voltou-se para Moon. “O que está esperando, garota? Continue com as runas.”

Moon, ainda em estado de choque, rapidamente voltou sua atenção para as runas, determinada a não desapontar a deusa.

Enquanto observava Sans no colo, a Deusa da Névoa ponderava em silêncio. “Este garoto… não errou sua primeira palavra, e já aprendeu a ler e escrever. Ele é, sem dúvida, um gênio, e será necessário mais do que vigilância comum para mantê-lo seguro. Preciso pensar em como protegê-lo… e talvez guiá-lo para algo maior.”

O treinamento de Moon continuou, enquanto Sans observava, absorvendo cada detalhe. A Deusa da Névoa sabia que tinha uma jóia preciosa em mãos, mas também uma responsabilidade imensa. Os dias seguintes trariam desafios, mas ela estava decidida a moldar esses três irmãos para que fossem mais do que simples sobreviventes em um mundo perigoso. Eles seriam forças a serem respeitadas.

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