Capítulo 28: A Criação de A-1
Sans estava sentado sobre a rocha no topo da montanha, ainda processando os eventos que o levaram até ali. Sua mente estava agitada com ideias, possibilidades infinitas que agora se apresentavam diante dele graças ao despertar de sua linhagem da Criação do Mundo. Ele havia criado uma fogueira, um sapo... mas o que mais poderia fazer?
Um pensamento lhe ocorreu: e se ele pudesse criar conhecimento? Um livro que continha tudo o que ele sabia e até mais do que isso, algo que poderia ajudá-lo a crescer em poder e sabedoria neste novo mundo.
Com essa ideia em mente, Sans começou a focar nos componentes de um livro. Ele imaginou a textura das páginas, o peso da capa, o som das folhas ao serem folheadas. Mas, enquanto se concentrava nisso, algo surpreendente aconteceu. Em vez de criar um livro comum, como ele inicialmente pensara, Sans materializou um volume que contava a história dos Digimons, desde o início até o fim. Ele folheou o livro, vendo com espanto que cada detalhe, cada personagem, estava ali. Era como se o livro tivesse sido escrito por alguém que conhecia aquela história melhor do que ele mesmo.
Sans ficou impressionado com o poder de sua nova habilidade. A criação de um livro que continha tanto conhecimento de forma tão detalhada sugeria que ele poderia ir muito além do que imaginava.
Empolgado, ele decidiu testar essa habilidade mais uma vez. Dessa vez, ele se concentrou em criar um livro sobre artes marciais, mais especificamente sobre o Jujutsu, uma arte marcial que ele conhecia de sua vida passada. Ele não queria apenas transcrever o que já sabia, mas aprimorar essas técnicas para que fossem úteis no mundo em que agora vivia.
Ele fechou os olhos, focando nos movimentos, na disciplina, na filosofia por trás do Jujutsu. A ideia era não apenas recriar as técnicas, mas elevar o Jujutsu a um nível que pudesse rivalizar com as artes marciais deste mundo, onde a magia e a força sobrenatural eram comuns.
Quando ele abriu os olhos, um novo livro estava diante dele. Ao abri-lo, ele percebeu que as técnicas ali descritas eram muito mais avançadas do que qualquer coisa que ele já havia aprendido. Era como se o poder de sua linhagem tivesse levado o Jujutsu ao seu ápice, adaptando-o para enfrentar os desafios deste novo mundo.
Mas Sans não parou por aí. Inspirado por sua recente criação, ele teve outra ideia: criar um livro sobre a anatomia de espécies humanoides. Ele sabia que, se quisesse criar vida inteligente e útil, teria que compreender a estrutura dos seres que habitavam esse mundo. E assim, concentrou-se em criar um compêndio que reunisse informações sobre as diversas espécies humanoides, desde a biologia até as fraquezas e habilidades.
Depois de algum tempo, um livro volumoso surgiu diante dele, repleto de ilustrações detalhadas e explicações complexas. Folheando as páginas, Sans percebeu que esse livro não era apenas uma criação útil, mas também uma ferramenta que poderia ajudá-lo a entender melhor as raças que encontraria e, talvez, até a criar novos seres.
Com o livro em mãos, Sans começou a pensar em sua próxima criação. Ele queria criar uma raça humanoide, mas sabia que esse era um processo muito mais complexo do que criar um sapo ou uma fogueira. Ele precisava pensar na personalidade, nas características físicas, até mesmo na alma desse ser.
Decidiu começar com algo simples e prático. Lembrou-se da raça dos Drolen, golens humanoides conhecidos por sua força e lealdade. Eles não precisavam comer, o que significava que não sentiriam fome, e eram criaturas de poucas emoções, o que os tornava ideais como servos leais. No entanto, ele sabia que precisaria infundir algo mais neles para torná-los verdadeiramente úteis e seguros.
Sans começou a trabalhar na criação de um Drolen que fosse leal à primeira pessoa que visse, que não tivesse necessidades fisiológicas complicadas e que possuísse um nível de inteligência adequado para cumprir ordens, mas não para questioná-las. Ele também decidiu dar ao Drolen uma aparência que inspirasse confiança, mas que também fosse intimidadora para possíveis inimigos.
Concentrando-se em todos esses detalhes, Sans sentiu o poder de sua linhagem fluir novamente. Desta vez, a energia era mais intensa, mais controlada. Ele moldou o ser com cuidado, infundindo-lhe não apenas as características físicas, mas também uma personalidade básica, programada para obedecer e proteger.
Quando terminou, diante dele estava o Drolen. Uma figura robusta, feita de um material similar à pedra, mas muito mais resistente. Seus olhos brilhavam com uma luz suave, indicando que estava consciente, esperando por ordens. Sans olhou para sua criação com uma mistura de orgulho e curiosidade.
"Vou chamá-lo de A-1," disse Sans em voz alta, satisfeito com o nome que lhe ocorreu.
A-1 inclinou a cabeça levemente, como se reconhecesse seu nome. Sans sorriu, percebendo que havia criado algo mais do que útil. A-1 era um ser que poderia acompanhá-lo, protegê-lo e talvez até mesmo ajudá-lo a aprender mais sobre esse novo mundo.
Com A-1 ao seu lado, Sans sentiu que, apesar de todos os perigos e desafios que ainda enfrentaria, não estava mais sozinho. Agora, ele tinha uma criação que poderia ajudá-lo a enfrentar o que viesse pela frente. E, com o poder da Criação do Mundo, as possibilidades pareciam verdadeiramente infinitas.
