Capítulo 25: A Ascensão do Coelho Dourado
O Deus da Morte, ainda surpreso pela manifestação súbita do Coelho Dourado, recuou por um momento. Ele, que inicialmente pensara que os atributos do jovem Sans eram insuficientes para representar uma ameaça real, começou a perceber que havia subestimado o verdadeiro poder que residia dentro dele. A presença do Coelho Dourado, uma entidade lendária cuja reputação ecoava até nos recantos mais sombrios do submundo, trouxe à tona um medo profundo e antigo.
O Coelho Dourado materializou uma máscara dourada, adornada com intrincados detalhes que brilhavam com uma luz suave. Ele a colocou em seu rosto, e em seguida, um manto negro com uma nuvem azul flutuante apareceu, cobrindo-o. A aura ao seu redor tornou-se ainda mais intensa, quase sufocante para qualquer ser divino presente.
Poseidon, que estava lutando arduamente contra Kimi, aproveitou um momento de pausa para usar sua habilidade de Telepatia. Ele enviou um pedido de socorro a Zeus, seu irmão e líder do Olimpo, relatando a presença do Coelho Dourado e a necessidade urgente de reforços. A resposta de Zeus foi imediata; ele enviou um de seus clones para o local da batalha, um reflexo poderoso que era praticamente indistinguível de seu verdadeiro eu.
Quando o clone de Zeus chegou, ele imediatamente reconheceu a figura mascarada. O Coelho Dourado não era apenas uma lenda, ele era uma ameaça real, um deus que caçava outros deuses sem misericórdia. Mas para Zeus, ele era mais do que isso; era um velho amigo, alguém cujo verdadeiro nome ele conhecia: Juliano.
Zeus sentiu um calafrio percorrer sua espinha ao recordar suas batalhas de infância com Juliano, onde, apesar de seu poder, ele nunca conseguia vencê-lo. Esse medo, enterrado durante milênios, ressurgiu com força total.
Juliano, o Coelho Dourado, olhou para o Deus da Morte, sua voz ecoando pelo campo de batalha com um tom de impaciência. "Eu não tenho tempo para brincar com tantos de vocês. Se quiser sobreviver, aceite minha oferta. Treine e cuide dessas crianças, Arthuria e a irmã de Sans, dando-lhes tudo de melhor que o Santuário das Mil Honras pode oferecer."
O Deus da Morte, ciente do poder esmagador do Coelho Dourado, acatou a ordem sem hesitar. A ideia de enfrentar Juliano era algo que nem mesmo ele, uma entidade da morte, estava disposto a considerar. Ele desapareceu em uma fração de segundo, voltando para a Dimensão do Santuário das Mil Honras, determinado a cumprir a missão que lhe fora dada.
Agora, restavam apenas Poseidon e Zeus, ainda engajados na batalha que se intensificava a cada momento. Juliano voltou-se para eles, seus olhos brilhando por trás da máscara dourada. Ele ergueu a mão e, com um gesto quase casual, invocou uma das habilidades mais temíveis de seu arsenal: Expansão de Dimensão – Chaos Imperial.
O mundo ao redor dos deuses mudou instantaneamente. O céu se tornou um vórtice de caos, e o solo abaixo deles se distorceu em formas surreais e impossíveis. Dentro dessa dimensão, Juliano era onipotente. Ele podia moldar, criar e destruir qualquer coisa que conhecesse, e não havia limites para o que podia fazer.
No centro dessa dimensão distorcida, Juliano criou um prédio colossal, sua estrutura maciça erguendo-se do chão e se projetando em direção ao céu caótico. Sem hesitar, ele lançou o prédio em direção a Zeus com uma força imensurável, como se fosse uma mera pedra. O edifício voou em direção ao clone de Zeus com uma velocidade devastadora, o impacto seria cataclísmico.
Zeus, no entanto, não era um oponente comum. Mesmo em forma de clone, ele possuía um poder imenso. Com um movimento rápido, ele conjurou um escudo de relâmpagos, tentando dissipar a força do impacto. O prédio colidiu com o escudo em uma explosão de energia que sacudiu a dimensão, mas o clone de Zeus foi forçado a recuar, evidenciando o abismo de poder entre ele e o Coelho Dourado.
Enquanto isso, Poseidon, cercado por Juliano, viu-se repentinamente rodeado por uma chuva de 100 mil espadas que se materializaram do nada. As lâminas brilhavam com uma luz letal, e antes que Poseidon pudesse reagir, elas avançaram sobre ele, perfurando seu corpo em múltiplas direções. Cada espada era uma extensão da vontade de Juliano, atacando com precisão e ferocidade inigualáveis.
Poseidon tentou invocar suas defesas aquáticas, mas as espadas pareciam ignorar suas barreiras, perfurando sua carne divina sem piedade. A dor era excruciante, e o Deus dos Mares gritou enquanto era atravessado repetidamente. O poder de Juliano não estava apenas em sua força bruta, mas em sua habilidade de manipular a realidade ao seu redor, transformando até mesmo os elementos em suas armas.
Juliano, impassível, observava o caos que havia criado. Ele sabia que não podia perder tempo com essas divindades menores; seu verdadeiro objetivo estava em outro lugar. Mas antes de partir, ele precisava garantir que não haveria mais interferências. Poseidon estava gravemente ferido, suas forças diminuindo rapidamente, e Zeus, mesmo em sua forma de clone, estava lutando para se manter de pé.
"Essa batalha terminou," declarou Juliano, sua voz cortando o ar como uma lâmina afiada. "Voltem para o Olimpo e contem aos outros que o Coelho Dourado voltou. E lembrem-se, Zeus... desta vez, eu não vou apenas caçar deuses."
Com essas palavras, Juliano, o Coelho Dourado, dissolveu a Expansão de Dimensão – Chaos Imperial. A realidade voltou ao normal, mas o impacto de sua presença foi sentido por todos os presentes. Poseidon e Zeus, ainda abalados, perceberam que não tinham outra escolha a não ser recuar.
Juliano olhou para Sans, agora adormecido em seu interior, e um leve sorriso curvou seus lábios sob a máscara. Ele tinha assuntos mais importantes a tratar, mas não antes de garantir que os inimigos de Sans e Arthuria fossem eliminados.
Quando tudo se acalmou, a figura dourada de Juliano desapareceu no ar, deixando para trás um campo de batalha devastado e deuses humilhados. A lenda do Coelho Dourado, o matador de deuses, havia retornado, e sua presença mudaria o curso do destino para sempre.
