Capítulo 15: O Destino dos Reinos
Kilua retornou ao campo de batalha, seu olhar determinado enquanto seus passos firmes deixavam marcas no solo marcado pela guerra. Ao longe, ela avistou Ashura, o poderoso guerreiro que já havia provado sua força em inúmeras batalhas. Ele estava ao lado de Indra, ambos com expressões sombrias, observando o campo devastado. Kilua sabia que a próxima fase da guerra seria crucial.
"Ashura," ela o chamou, aproximando-se.
Ashura virou-se para ela, os olhos cheios de perguntas não ditas. "Kilua, você realmente acha que pode derrotar Kong desta vez?"
Kilua sorriu, mas era um sorriso cheio de confiança. "Dessa vez, eu tenho uma carta na manga," ela respondeu, segurando o orbe que Sans havia criado. "Com isso, minha vitória é certa."
Ashura olhou para o orbe, sentindo o poder que emanava dele. Ele assentiu, confiando na força de Kilua, mas ainda sentia o peso da responsabilidade sobre seus ombros. "Muito bem. Vamos decidir quem vai ganhar esta batalha, então."
Com essas palavras, Ashura e Indra levantaram voo, seus corpos subindo ao céu em uma explosão de poder. O céu escureceu com a presença deles, enquanto as nuvens se agitavam em resposta à intensidade das energias que ambos liberavam. Kilua assistiu enquanto eles subiam, seu coração batendo forte no peito. Ela sabia que o resultado daquela batalha definiria o futuro de todos os reinos.
A Batalha no Céu: Ashura vs. Indra
A tensão no ar era palpável enquanto Ashura e Indra pairavam sobre o campo de batalha, suas auras se chocando em uma tempestade de energia que fazia o céu tremer. Ambos eram guerreiros lendários, figuras cujos nomes eram sussurrados com reverência e medo em todo o continente. Hoje, eles se enfrentariam como iguais, cada um disposto a tudo para garantir a vitória.
Ashura foi o primeiro a atacar. Sua figura imponente avançou como um raio, seu corpo envolto em chamas douradas. Com um grito de guerra, ele conjurou sua lendária lança, a Vajra, cuja ponta brilhava com um poder ancestral. Ele desferiu um golpe rápido, mirando o peito de Indra, que desviou habilmente, seus olhos brilhando com uma luz fria e calculista.
Indra contra-atacou com um movimento suave, mas devastador. Em suas mãos, formou-se uma esfera de eletricidade pura, relâmpagos dançando ao seu redor. Ele lançou a esfera contra Ashura, que a bloqueou com sua lança, mas o impacto foi tão forte que o fez recuar alguns passos no ar. O poder de Indra era imenso, capaz de rivalizar com o de qualquer deus.
"Você não mudará o destino, Ashura," Indra disse, sua voz ecoando pelo céu. "A vitória é minha."
Ashura sorriu, mas havia uma ferocidade em seus olhos que não podia ser ignorada. "Não subestime minha determinação, Indra. Você pode ser poderoso, mas eu luto não apenas por mim, mas por todo o meu povo!"
Com essas palavras, Ashura aumentou sua pressão, avançando novamente com uma velocidade que o fez parecer um borrão no céu. Ele desferiu uma série de golpes rápidos, sua lança cortando o ar como uma tempestade de lâminas. Indra defendeu-se habilmente, seus movimentos calculados e precisos, como um dançarino em meio a uma coreografia mortal.
Indra então recuou, elevando-se ainda mais alto no céu. Ele estendeu as mãos e, com um gesto, chamou uma tempestade. Nuvens negras se agitaram, e relâmpagos começaram a cair ao seu comando. Cada raio era um golpe de pura energia que visava Ashura, que agora se encontrava em desvantagem. Ashura desviou e bloqueou o máximo que pôde, mas a fúria da tempestade de Indra era implacável.
"Você não vai me vencer assim, Indra!" Ashura rugiu, reunindo suas forças. Ele concentrou sua energia na lança Vajra, que começou a brilhar com uma luz tão intensa que parecia rivalizar com o próprio sol. Com um grito, Ashura lançou sua lança com toda a força contra Indra.
A lança cortou o céu, movendo-se rápido como um meteoro. Indra, porém, estava preparado. Ele estendeu a mão, e uma gigantesca barreira de eletricidade se formou à sua frente, bloqueando a lança de Ashura. O impacto foi catastrófico, o choque de energias criou uma onda de choque que se espalhou por quilômetros, destruindo tudo em seu caminho.
Ashura, exausto, sentiu suas forças começarem a falhar. Ele observou enquanto a barreira de Indra absorvia o impacto de sua melhor arma, e uma sensação de desespero começou a surgir em seu peito. Indra, por outro lado, parecia inabalável, sua expressão fria e determinada.
"Chegou sua hora, Ashura," Indra declarou, suas palavras carregadas de certeza. Ele levantou as mãos para o céu, e as nuvens responderam com um trovão ensurdecedor. Uma enorme lança de eletricidade pura começou a se formar acima de sua cabeça, seu tamanho e poder eram incomensuráveis.
Ashura sabia que aquele seria o golpe final. Ele não tinha mais forças para resistir, mas mesmo assim, ele não recuou. "Pelo meu povo... e por aqueles que amo..." ele murmurou, preparando-se para receber o golpe.
Indra lançou a lança com uma força divina. O céu se rasgou quando a arma desceu sobre Ashura, uma explosão de poder que poderia facilmente obliterar qualquer coisa em seu caminho. O mundo parecia parar enquanto todos observavam o resultado.
Quando a poeira baixou, Ashura não estava mais em pé. Ele estava caído, seu corpo queimado e ferido além do reconhecimento. Mas, para surpresa de todos, ele ainda estava vivo, respirando com dificuldade. Indra pousou ao lado dele, observando o antigo oponente com respeito silencioso.
"Você lutou bem, Ashura," Indra disse, estendendo a mão. "Mas a guerra está acabada. Chegou a hora de paz."
Ashura, em sua fraqueza, assentiu. Ele sabia que não tinha mais forças para continuar. O duelo havia sido decidido, e Indra era o vencedor.
A Batalha de Kilua e Kong
Enquanto o duelo no céu chegava ao fim, Kilua se aproximou de Kong, o imponente guerreiro que havia sido seu inimigo desde o início. Kong, apesar de seu tamanho, se movia com uma agilidade surpreendente, e seu poder era temido por todos que o conheciam.
"Você acha que pode me derrotar, Kilua?" Kong rosnou, sua voz trovejante como um trovão.
Kilua sorriu, segurando o orbe de Sans em sua mão. "Dessa vez, sim."
Kong avançou com uma fúria incontrolável, suas mãos gigantescas tentaram esmagá-la com a força de uma montanha. Kilua, no entanto, estava preparada. Ela ativou o orbe, que emitiu uma luz intensa, envolvendo-a em uma aura de proteção.
Os golpes de Kong atingiram a barreira criada pelo orbe, mas não conseguiram penetrá-la. Kilua aproveitou a oportunidade para contra-atacar, concentrando seu poder em um único ponto. Com um movimento rápido e preciso, ela lançou um ataque direto ao peito de Kong.
O golpe foi devastador. Kong recuou, sentindo a dor atravessar seu corpo como uma lâmina. Ele tentou reagir, mas a velocidade e a precisão de Kilua eram insuperáveis. Ela atacou novamente, atingindo seus pontos vitais com uma habilidade que só uma guerreira experiente poderia possuir.
Em pouco tempo, Kong estava de joelhos, ofegante e derrotado. Kilua parou, olhando para ele com uma expressão de determinação. "Esta guerra acabou, Kong. É hora de aceitar a derrota."
Kong levantou os olhos para ela, seus olhos cheios de raiva, mas também de respeito. Ele sabia que tinha sido superado. "Você... é forte, Kilua. Mais forte do que eu imaginava."
Kilua não disse nada, apenas assentiu. A vitória era dela, mas ela sabia que aquela batalha era apenas parte de um conflito maior.
O Tratado de Paz e a Ascensão de Kilua
Com Kong derrotado e Ashura caído, Indra desceu do céu, aproximando-se de Kilua. "Chegou a hora de acabar com isso," ele disse, sua voz cheia de autoridade. "Assinemos um tratado de paz. Esta guerra já tomou muito de todos nós."
Kilua, ainda recuperando o fôlego, olhou para Indra. Ela sabia que o tratado era a melhor opção para evitar mais derramamento de sangue. "Concordo. Assinaremos a paz e protegeremos nossos reinos."
Assim, diante de todos os guerreiros e generais reunidos, Kilua e Indra assinaram o tratado de paz, pondo fim à guerra que havia devastado os reinos. Com isso, uma nova era começou, marcada pela reconstrução e pela esperança.
Com a queda
