Capítulo 31 Treino

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Capítulo 31: Treinamentos e Pensamentos

Já haviam se passado dois dias desde que Sans e A-1 começaram a se adaptar à nova rotina na cabana. Durante esse tempo, A-1 havia se dedicado ao máximo ao Jujutsu, e para a surpresa de Sans, dominou completamente a arte em um período incrivelmente curto. Era impressionante ver o quão rápido sua criação aprendia, e isso só aumentava a admiração de Sans por sua própria criação.

Naquela manhã, enquanto Sans estava do lado de fora, observando a tranquilidade da floresta ao redor, A-1 se aproximou com passos decididos. Ele parou em frente a Sans, e sua expressão era de foco e determinação.

“Mestre, já dominei o Jujutsu. Gostaria de aprender outra arte marcial, se me permitir,” disse A-1, sua voz firme, mas cheia de respeito.

Sans, que ainda se acostumava a ser chamado de “mestre,” sorriu. “Claro, A-1. Você tem feito um trabalho incrível até agora.” Ele se concentrou brevemente, imaginando o próximo desafio para A-1, e rapidamente materializou um livro nas mãos. O título na capa reluzente dizia “Kung-Fu: A Arte da Harmonia e do Poder.”

“Esse é o próximo passo,” disse Sans, entregando o livro a A-1. “Estude-o e treine bem. Você está fazendo um ótimo progresso.”

A-1 aceitou o livro com uma reverência respeitosa. “Muito obrigado, mestre. Vou dar o meu melhor.”

Sans observou enquanto A-1 se afastava, abrindo o livro e imediatamente começando a praticar os movimentos descritos. Cada golpe, cada postura era executada com precisão e graça, e Sans não pôde deixar de se maravilhar com o que havia criado.

Mas, enquanto observava A-1, seus pensamentos começaram a divagar. Ele se perguntava como os outros estavam. Estariam seguros? Estariam se fortalecendo como ele? Ele esperava que sim. Esses pensamentos o acompanharam enquanto sua mente vagava para os que estavam mais distantes.

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No Santuário das Mil Honras, Arthuria havia acabado de chegar e ainda estava se adaptando ao ambiente. O Deus da Morte, ao qual ela já havia se acostumado de certa forma, a levou até o salão principal, onde outros deuses a aguardavam.

“Essa garota deve ser tratada com o máximo de respeito,” disse o Deus da Morte, sua voz ecoando pela sala. “O Coelho Dourado voltou e ordenou que ela seja treinada da melhor maneira possível. E lembrem-se, se fizermos algo contra ela ou Nick, seremos exterminados.”

A notícia caiu como uma bomba entre os deuses presentes. O poder e a ameaça do Coelho Dourado eram conhecidos por todos, e ninguém ali tinha coragem de desafiar sua ordem. Mesmo os mais orgulhosos sentiram um calafrio ao pensar nas consequências de desobedecê-lo.

“Entendido,” disse um dos deuses, quebrando o silêncio com um tom que misturava respeito e temor. “Ela será tratada como se fosse uma de nós. Não tomaremos nenhum risco.”

Arthuria, embora alheia a muitas das conversas, sentiu o peso das palavras do Deus da Morte. Ela sabia que sua presença ali não era comum, e o nome do Coelho Dourado, alguém que nem sequer conhecia bem, parecia ter uma influência imensa sobre esses seres poderosos.

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Enquanto isso, em outra parte do mundo, Moon e Astrid estavam envolvidas em seu próprio treinamento intensivo sob a tutela de Merlin, uma das mais poderosas magas que já existiu. A atmosfera era intensa, mas também cheia de aprendizado e crescimento.

Merlin, com seu manto esvoaçante e um olhar penetrante, observava as duas garotas enquanto elas praticavam feitiços e encantamentos complexos. “Concentração é a chave, meninas,” dizia ela. “Não é apenas sobre força, mas sobre controle. Dominar a magia requer tanto mente quanto corpo.”

Moon, que sempre teve uma afinidade natural com a magia, executava os feitiços com uma graça quase instintiva, suas mãos movendo-se com precisão ao tecer os padrões arcanos no ar.

Astrid, por outro lado, era mais meticulosa, analisando cada movimento antes de executá-lo. Sua abordagem mais técnica às vezes contrastava com a fluidez de Moon, mas ambas mostravam um talento impressionante.

“Vocês duas estão progredindo bem,” comentou Merlin, satisfeita com o que via. “Mas lembrem-se, a verdadeira força não vem apenas do poder bruto. A sabedoria e o discernimento são igualmente importantes. Use o que aprenderam não apenas para proteger a si mesmas, mas também aos outros.”

Moon deu um sorriso, confiante. “Entendido, Mestre Merlin. Eu estou determinada a me tornar a melhor que posso.”

Astrid assentiu, sua expressão resoluta. “Eu também, Mestre. Temos muito em jogo, e falhar não é uma opção.”

Merlin sorriu de volta para elas, seus olhos brilhando com aprovação. “Muito bem. Continuem assim e vocês se tornarão forças a serem reconhecidas.”

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De volta à cabana, Sans olhou para o céu enquanto a noite começava a cair. O crepúsculo pintava o céu de cores vibrantes, e ele não pôde deixar de pensar novamente nos outros. Ele não sabia exatamente o que estava acontecendo com eles, mas tinha esperança de que estivessem bem, onde quer que estivessem.

“De qualquer jeito, eles devem estar bem,” murmurou Sans para si mesmo, sentindo uma calma estranha tomando conta de seu coração.

Com esse pensamento, ele decidiu se juntar a A-1 em seu treinamento. Havia ainda muito para aprender e muito a se preparar, mas por enquanto, ele estava satisfeito em saber que, pelo menos ali, as coisas estavam caminhando na direção certa.

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