Capítulo 48: O Martelo de Hall e o Destino de Britânia
Assim que Sans e A-1 atravessaram os imponentes portões do Império do Portão da Morte, o ar ao redor deles ficou denso e carregado de energia antiga e sombria. O ambiente ali era tão familiar para Sans quanto o próprio solo que ele pisava, mas, ao mesmo tempo, trazia um toque de novidade. Enquanto caminhavam, uma vibração súbita e perigosa cortou o ar.
Sem aviso, uma lança voou na direção de Sans e A-1, envolta em uma poderosa técnica marcial de Rank SS. A lança rasgava o céu com precisão mortal, mas antes que atingisse seu alvo, foi bloqueada no ar com um estrondo metálico. Uma figura pequena, porém incrivelmente musculosa, surgiu das sombras, segurando o projétil com facilidade.
Era Hall, o mestre ferreiro anão, que estava claramente incomodado. Ele balançou a cabeça, franzindo o cenho enquanto olhava para a direção de onde a lança viera. "Eu estava tentando descansar... Mas parece que teremos idiotas para o jantar hoje."
Hall, entre todos os subordinados de Sans, era o que mais havia evoluído. Seu nível de poder crescia constantemente à medida que refinava metais e criava armas. Agora, ele ostentava um poder de nível 3 milhões e Rank Guerreiro Novato 3⭐️. Seu título de Mestre Ferreiro não era apenas por causa de suas habilidades de criação, mas também por sua capacidade de manipular runas e lidar com qualquer inimigo que ousasse desafiá-lo.
Seus atributos impressionantes refletiam o quanto ele tinha se fortalecido:
Hall - Mestre Ferreiro
Nível: 3 milhões
Raça: Anão
Força: 990,000
Velocidade: 838,000
Agilidade: 570,000
Endurecimento: 900,000
HP: 250,000
Resistência a dano físico: 45,000
Pressão Assassina: 70 mil kg
Com um simples movimento, ele liberou sua pressão assassina, uma força esmagadora que desceu sobre o exército de Lancelote, que se aproximava em massa. Quase instantaneamente, 200 mil soldados caíram ao chão, sufocados pelo puro poder que emanava de Hall. Somente Lancelote, com toda sua força e determinação, ainda estava de pé, embora mal conseguisse respirar. Seus joelhos tremiam enquanto tentava manter-se consciente.
"Como... alguém pode ter... tanta intenção de matar?" Lancelote pensava, ofegante, enquanto sentia seu corpo ser pressionado por uma força invisível.
Antes que pudesse reagir, Hall avançou em um salto poderoso e, com seu martelo massivo, desferiu um golpe direto na cabeça de Lancelote. O impacto foi tão forte que um pequeno terremoto sacudiu a área ao redor, rachando o solo. Lancelote caiu desmaiado no chão, completamente derrotado.
Hall, com sua expressão irritada e exasperada, murmurou para si mesmo: "Isso vai me atrasar. Só queria um dia de descanso." E, sem perder mais tempo, voltou para sua rede, onde estava descansando antes do ataque, ignorando completamente o exército que havia aniquilado. Em poucos segundos, ele estava dormindo novamente, como se nada tivesse acontecido.
Dentro dos muros do Portão da Morte, Kilua e Ashura observavam com curiosidade. Ambos sentiram a súbita ausência da aura de Lancelote.
"O que será que aconteceu com Lancelote?" Kilua perguntou, franzindo o cenho.
Sans, que conhecia bem o poder de seus subordinados, deu um sorriso irônico. "Aposto que ele atacou meu reino e irritou alguém que não deveria."
A-1, rindo ao lado de Sans, acrescentou: "Logo hoje, no descanso do Hall. Esses caras são azarados mesmo."
Ashura e Kilua olharam confusos para Sans, e em uníssono, perguntaram: "Quem é Hall?"
Sans, com um brilho de orgulho nos olhos, explicou: "Hall é minha criação mais forte. Embora ele seja um anão, e suas habilidades de combate corpo a corpo não sejam tão refinadas quanto de outros, sua força física e resistência são inigualáveis. Ele não precisa de técnicas elaboradas... seus ataques comuns já são suficientes."
Ashura e Kilua ainda estavam processando o que haviam ouvido quando Sans retirou de seu manto um pequeno Orbe que brilhava com uma energia poderosa e entregou a Kilua.
"Essa é uma runa de Rank Deus Maior 97⭐️", disse Sans, estendendo-a para Kilua. "Vocês vão usá-la para proteger o Império. Não se preocupem com a mana necessária, eu já inseri uma pedra de maná nela. Basta colocá-la na estátua do rei Arthur e trocar a antiga proteção pela nova."
Kilua hesitou, segurando a runa com reverência. "Tem certeza de que podemos aceitar algo tão valioso?"
Sans assentiu, com um olhar sério. "Vocês logo entenderão. Coloquem a runa na estátua, e o Império estará protegido."
Ashura e Kilua seguiram o conselho de Sans, inserindo a runa na estátua. Quase instantaneamente, uma poderosa barreira se formou ao redor do Império do Portão da Morte, estendendo-se até o reino de Sans. A proteção era impenetrável, e logo atraiu a atenção de uma figura imponente do lado de fora.
Poseidon, o deus dos mares, apareceu, sua presença aterrorizante fazendo Ashura e Kilua ficarem tensos. Ambos recuaram, suas auras tremendo diante do poder do deus. No entanto, Sans permaneceu completamente calmo.
"Somente deuses mais fortes que Hades poderiam tentar quebrar essa barreira", comentou Sans com tranquilidade. "Alguém como Poseidon não terá sucesso."
Sans então caminhou até Poseidon, com um leve sorriso no rosto. "Quanto tempo, Poseidon. Faz um ano, não é?"
Poseidon, ao reconhecer a aura de Sans, ficou apavorado. Ele lembrou-se rapidamente da identidade de Sans – a reencarnação do Coelho Dourado, uma criatura lendária de poder imensurável.
"Está bem, está bem!", Poseidon exclamou, levantando as mãos em rendição. "Eu não vou mexer com eles! Na verdade, vou até entregar Britânia para você."
Para garantir sua promessa, Poseidon cortou seu pulso e ofereceu um contrato de sangue a Sans. Aquele que quebrasse o juramento morreria. Sem hesitar, Sans aceitou o contrato, e assim, Britânia tornou-se um país vassalo do Império do Portão da Morte.
Despedindo-se de Poseidon, Sans virou-se para Kilua e Ashura. "Agora vocês podem viver em paz."
Ashura, ainda chocado com tudo o que havia acontecido, perguntou hesitante: "Depois de tantos anos... é isso?"
Sans assentiu. "Foi um longo tempo, mas eu ainda tenho coisas a fazer. Dê-me alguns meses, e eu retornarei. Fiquem prontos."
Enquanto Sans e A-1 se afastavam, A-1 comentou com um sorriso: "Gostei de conhecer seus pais, mestre."
Sans, com um sorriso nostálgico, respondeu: "Ótimos pais."
